Atentado frustrado contra base dos EUA no Reino Unido envolveu ‘agente estrangeiro’, diz Rubio
ROTANEWS176 29/09/2026 17:09
WASHINGTON – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira, 29, que o atentado frustrado contra uma base aérea britânica utilizada pelos americanos no Reino Unido claramente envolve as mãos de um agente estrangeiro. Ele, porém, não apresentou evidências nem identificou o responsável. Na terça-feira, a polícia britânica informou que suspeita do envolvimento do Irã no caso.
“Tenho que ter cuidado. Há algumas coisas que não posso dizer no ar por muitas razões diferentes. Basta dizer que o que aconteceu, o que quase aconteceu, o que poderia ter acontecido no Reino Unido durante o fim de semana é uma situação muito séria”, disse Rubio na segunda-feira, 28, ao programa Hannity, da Fox News.
O secretário afirmou ainda que não poderia fornecer mais detalhes e agradeceu às autoridades britânicas pela cooperação.

Reprodução/Foto-RN176 Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. Foto: Tierney L. Cross/AP
A Polícia Antiterrorista do Reino Unido investiga o caso na base da Força Aérea Real britânica (RAF, na sigla em inglês) em Fairford, no sul da Inglaterra, utilizada pelos Estados Unidos. Cinco homens foram presos no domingo, 27, e liberados sob fiança nesta segunda-feira.
Segundo a Polícia de Gloucestershire, por volta das 0h45 de domingo, uma denúncia informou que três veículos suspeitos se dirigiam à base. Os policiais foram ao local e prenderam os cinco homens, que estavam nas vans. Os veículos permanecem sob perícia.
Inicialmente, os suspeitos foram detidos por possíveis crimes previstos na Lei de Explosivos. Depois, passaram a ser investigados também por suspeita de preparação de ato terrorista, com base na legislação antiterrorismo britânica.
Por precaução, uma área de 400 metros ao redor dos veículos foi isolada e cerca de 85 famílias foram retiradas de suas casas. Os moradores puderam retornar no fim da tarde, embora o perímetro de segurança ainda permanecesse em vigor.
Serviço secreto ajuda nas investigações
O chefe da Polícia Antiterrorista britânica, comissário adjunto Laurence Taylor, confirmou que a corporação está em contato com o MI5, serviço de inteligência interna do Reino Unido. Ele, no entanto, não disse se as autoridades tinham conhecimento prévio de uma possível ameaça.
“Existe muita especulação sobre o que pode ou não ter sido conhecido anteriormente a respeito de possíveis ameaças ou atividades. Como espero que o público compreenda, nem sempre poderei compartilhar esse tipo de informação”, afirmou Taylor.

Reprodução/Foto-RN176 Policiais da Força Aérea dos EUA fazem a segurança da base aérea da Força Aérea Real em Fairford, na Inglaterra. Foto: Alastair Grant/AP
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse no domingo que as prisões ocorreram após uma cooperação entre Washington e Londres e afirmou que os suspeitos eram monitorados havia algum tempo. “Nós estávamos investigando-os. Eles queriam causar graves danos à nossa base”, declarou. Trump acrescentou que sabia “tudo” sobre os suspeitos e que “muito em breve haverá notícias a respeito”.
As autoridades britânicas, contudo, têm evitado confirmar detalhes sobre uma eventual ameaça previamente identificada. O primeiro-ministro Andy Burnham pediu que não houvesse especulações sobre os responsáveis e afirmou que caberia à polícia “estabelecer todos os fatos”.
O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, também não forneceu detalhes sobre a operação. Ele elogiou a fazendeira que acionou a polícia após perceber a movimentação dos veículos e disse que ela fez “exatamente o que esperaríamos que alguém do público fizesse” na situação.
O episódio ocorre em um contexto de atenção especial à segurança de Fairford. Em julho, a Guarda Revolucionária do Irã havia ameaçado atacar a instalação, classificando como “alvo legítimo” qualquer base utilizada para lançar ataques contra o território iraniano.
A base tem importância estratégica para os Estados Unidos e já foi utilizada pelas Forças Armadas americanas em operações durante a Guerra do Golfo, no início dos anos 1990, e na Guerra do Iraque, em 2003.
FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO



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