Trombose pode ser evitada? Veja 5 cuidados importantes

ROTANEWS176 25/10/2026 08:20

Por Roberta Nuñez

Cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira explica os fatores de risco, como prevenir a formação de coágulos e quais sintomas exigem atenção médica

Reprodução/Foto-RN176 Trombose pode ser evitada? Veja 5 cuidados importantes

A trombose é uma condição caracterizada pela formação de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, que podem dificultar ou interromper a circulação do sangue.

Embora muitas pessoas associem o problema apenas à idade avançada, ele também pode ocorrer em adultos jovens e estar relacionado a fatores como imobilidade prolongada, cirurgias, gestação e uso de determinados medicamentos hormonais.

Existem diferentes tipos de trombose.

A arterial acontece quando um coágulo compromete a circulação em uma artéria, enquanto a venosa ocorre nas veias.

Entre as formas mais conhecidas está a trombose venosa profunda (TVP), que atinge principalmente os membros inferiores e pode provocar complicações graves, como a embolia pulmonar.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, conhecer os fatores de risco e identificar possíveis sintomas são medidas importantes para buscar atendimento no momento adequado.

“A trombose venosa não está relacionada apenas à idade. Existem diferentes situações que podem aumentar o risco de formação de coágulos, como ficar muito tempo sem se movimentar, passar por uma cirurgia ou utilizar determinados hormônios. Conhecer esses fatores e reconhecer os primeiros sinais é uma forma de procurar atendimento no momento adequado”, explica.

O especialista apresenta cinco orientações para reduzir os riscos e reconhecer situações que merecem atenção.

1. Evite passar muitas horas sem se movimentar

Permanecer sentado ou deitado por períodos prolongados pode dificultar o retorno do sangue das pernas ao coração, favorecendo a formação de coágulos em pessoas suscetíveis.

Isso pode acontecer durante viagens longas de avião, ônibus ou carro, mas também em situações de repouso prolongado após cirurgias ou internações.

Sempre que possível e seguro, movimentar as pernas, mudar de posição e fazer pequenas caminhadas pode ajudar a estimular a circulação.

Pessoas com restrições de mobilidade devem seguir as orientações da equipe médica.

2. Pratique atividades físicas regularmente

Manter uma rotina de exercícios contribui para a saúde cardiovascular e ajuda a combater o sedentarismo, um dos fatores que podem estar associados a problemas circulatórios.

A escolha dos exercícios deve considerar a idade, o histórico de saúde e eventuais limitações físicas.

Para pessoas que passaram recentemente por cirurgias ou apresentam doenças específicas, a orientação profissional é especialmente importante.

3. Conheça seus fatores de risco

Nem todos os fatores relacionados à trombose podem ser modificados.

Pessoas que já tiveram episódios anteriores, possuem histórico familiar ou apresentam determinadas alterações da coagulação, conhecidas como trombofilias, podem precisar de acompanhamento específico.

Outras situações que merecem atenção incluem obesidade, traumas, câncer, cirurgias, gestação, período pós-parto e imobilização prolongada.

Informar essas condições durante consultas médicas permite que o profissional avalie o risco individual e, quando necessário, indique medidas preventivas.

Em determinados casos, especialmente após procedimentos cirúrgicos ou durante internações, a prevenção pode envolver medicamentos anticoagulantes ou dispositivos de compressão, sempre mediante avaliação e prescrição médica.

4. Tenha atenção ao uso de medicamentos hormonais

Alguns tratamentos hormonais, especialmente aqueles que contêm estrogênio, podem aumentar o risco de trombose venosa em determinadas pessoas.

Isso não significa que todas as mulheres que utilizam anticoncepcionais hormonais ou fazem terapia hormonal desenvolverão coágulos.

O risco depende de diferentes características individuais e da formulação utilizada.

Por esse motivo, é importante informar ao médico a existência de histórico pessoal ou familiar de trombose, tabagismo e outras condições de saúde antes de iniciar ou modificar um tratamento.

A suspensão de medicamentos também não deve ser feita por conta própria.

A decisão precisa considerar os benefícios, os riscos e as alternativas disponíveis.

5. Não ignore sintomas inesperados

A trombose venosa profunda pode provocar inchaço repentino, dor, aumento da temperatura e alteração da coloração da pele, geralmente em apenas uma das pernas.

Também podem ocorrer sensibilidade à palpação, sensação de endurecimento muscular e desconforto ao longo do trajeto das veias afetadas.

Entretanto, nem todas as pessoas apresentam sintomas evidentes.

“Um inchaço ou uma dor que aparecem de forma inesperada em uma das pernas não devem ser automaticamente atribuídos ao cansaço. Principalmente quando existe algum fator de risco, é importante procurar avaliação médica para investigar a causa”, orienta o Dr. Herik Oliveira.

Uma das complicações mais graves da trombose venosa profunda é a embolia pulmonar, que acontece quando parte de um coágulo se desloca pela circulação e obstrui vasos sanguíneos dos pulmões.

Falta de ar súbita, dor no peito, aceleração dos batimentos cardíacos e desmaio são sinais que exigem atendimento de emergência imediato.

Quem precisa de atenção redobrada?

Pessoas que já tiveram trombose, estão em tratamento contra o câncer, passaram recentemente por cirurgias ou permanecerão imobilizadas por longos períodos precisam de avaliação individualizada.

Gestantes e mulheres no pós-parto também devem informar seus antecedentes médicos e seguir as recomendações dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento.

O Dr. Herik Oliveira reforça que os cuidados preventivos dependem dos fatores de risco de cada paciente.

Por isso, reconhecer situações de maior vulnerabilidade e procurar orientação médica são atitudes importantes para reduzir a possibilidade de complicações.

Embora nem todos os episódios de trombose possam ser evitados, medidas preventivas adequadas e o reconhecimento precoce dos sintomas podem contribuir para diminuir riscos e favorecer o diagnóstico e o tratamento oportunos.

FONTE: IG

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