Ampliar o caminho do kosen-rufu
ROTANEWS176 07/11/2026 08:05
VENCER COM A NOVA REVOLUÇÃO HUMANA
Parte 6

Reprodução/Foto-RN176 Desenho artistico de ilustração da matéria – Ilustrações: Kenichiro Uchida
Esta série traz conteúdos de cada volume do romance Nova Revolução Humana, de autoria do presidente Ikeda
No sexto volume da Nova Revolução Humana, Ikeda sensei detalha momentos marcantes da expansão mundial do kosen-rufu.
Nos capítulos “Terra do Tesouro” e “Longa Jornada”, são descritas as viagens de Shin’ichi Yamamoto1 a sete países, em 1962, incluindo sua primeira visita ao Oriente Médio. Um dos objetivos foi compreender a conjuntura religiosa, cultural e histórica do Islã. Diante das barreiras do diálogo inter-religioso, ele defende que a compreensão mútua deve focar os problemas humanos compartilhados e o respeito mútuo. No Egito, destaca que o declínio das civilizações nasce no coração do povo, ressaltando o papel da vontade humana na história.
O capítulo “Aceleração” relata a transformação de moradores marginalizados da favela Dokan, em Fukuoka. Por meio da prática do Budismo Nichiren, do estudo desses ensinamentos e do incentivo constante, esses indivíduos encontraram esperança e superaram adversidades. Shin’ichi reforça que apoiar e valorizar cada membro é o espírito primordial da Soka Gakkai.
Em “Mares Tempestuosos”, o autor contextualiza os ataques e as calúnias sofridos pela Soka Gakkai nos anos 1990. Shin’ichi incentiva os membros a agir como “reis leões” com o espírito de “levantar-se só”, usando o poder do diálogo e a coragem para combater o mal, demonstrando a justiça e a verdade.
Por fim, em “Jovens Águias”, ele incentiva os integrantes da Divisão dos Universitários a desenvolver um dinâmico espírito de procura. Orienta que o estudo do Gosho deve ser realizado com fé e praticado no dia a dia com a mente, as palavras e o corpo, alertando contra uma prática formal e superficial. Shin’ichi solicita aos jovens: “Espero que, no futuro, vocês desenvolvam aquilo que construí dezenas e centenas de vezes mais e ampliem o caminho do kosen-rufu”.2
Capítulo 1
Terra do Tesouro
Resumo
Em janeiro de 1962, Shin’ichi parte para uma série de viagens pelo exterior que abrange sete países, incluindo Irã e Iraque.
Trecho de destaque
“O brilho eterno do sol é mantido pela incessante combustão de sua energia. Viver pela missão é agir a todo instante com incessante devoção de nossa energia. O esplendor do humanismo que surge dessa ininterrupta chama da nossa ardente paixão desbravará o novo amanhã de paz duradoura.”3
DETERMINAÇÃO Em 1962, Shin’ichi visitou as ruínas de Ctesifonte, no Iraque. Enquanto ouvia uma canção interpretada por um músico idoso, alguns jovens se aproximaram vendendo itens para turistas. Quando lhe disseram que almejavam ter uma vida melhor, Shin’ichi ofereceu-lhes um conselho: “Buscar uma vida melhor é o desejo natural de todas as pessoas. Para isso, é preciso acalentar a vontade de crescer e trabalhar muito mais que os outros. (…) Em qualquer parte do mundo, as pessoas bem-sucedidas na vida estudaram com toda a seriedade e se esforçaram sem se importar com as dificuldades. Neste solo iraquiano existe vasta e inexplorada reserva de petróleo. A menos que seja extraído, não poderá ser utilizado. Do mesmo modo, cada um de vocês possui no seu interior um diamante de felicidade que só pode ser escavado com esforço contínuo, sem nunca desanimar. Essa perseverança faz brotar a criatividade e a sabedoria para derrubar as barreiras de dificuldades. Tudo depende da determinação. Quanto mais se esforçarem, maior será a chance de sucesso. Por isso, aconselho que se esforcem sinceramente por mais duras que sejam as adversidades”.4
Babilônia
Localizada na Mesopotâmia (atual Iraque), a Babilônia foi um relevante centro político, econômico e cultural da Antiguidade. Desenvolveu-se de uma pequena cidade a um vasto império, marcado por períodos de ascensão e declínio. Sob o comando de Hamurábi, unificou a região e estabeleceu seu famoso código de leis. Após invasões hititas e o domínio cassita, renasceu no período neobabilônico sob Nabucodonosor II, que construiu a Porta de Ishtar e imensas muralhas. Reconhecida pela excelência de seus escribas em matemática e astronomia, a cidade perdeu sua autonomia imperial ao ser conquistada por Ciro, o Grande, em 539 a.E.C.5
Sócrates e Platão
A parceria intelectual entre Sócrates e Platão é uma das mais influentes da história. Platão conheceu Sócrates em 407 a.E.C., impressionou-se com seu método e dedicou-se à filosofia. Em 399 a.E.C., o julgamento e a execução de Sócrates sob a acusação de corromper a juventude desiludiram Platão com a política ateniense. Assim, ele fundou a Academia para perpetuar os ensinamentos do seu mestre por meio de seus diálogos. Essa relação gerou o “Problema Socrático”, que busca separar os pensamentos dos dois. Enquanto Sócrates focava a ética e a moralidade, Platão expandiu sua herança criando amplo sistema filosófico.6
Capítulo 2
Longa Jornada
Resumo
Ao refletir sobre a vida de Sócrates e o legado de Alexandre, o Grande, Shin’ichi considera os desafios que o kosen-rufu enfrentará no futuro.
Trecho de destaque
“Geralmente as pessoas tendem a se afastar das velhas amizades quando encontram novas, ou não conseguem criar novos amigos quando estão ligados às velhas amizades. Contudo, para criar um novo mundo, é preciso prezar as pessoas e ampliar o relacionamento humano.”7
SERIEDADE E PAIXÃO No Egito, ao admirar a pirâmide de Quéops, Shin’ichi Yamamoto comenta sua teoria sobre a construção daquela obra com os rapazes que o acompanhavam: “Creio que as três pirâmides de Gizé, que resistem até os dias de hoje, foram construídas com o empenho responsável de cada um dos egípcios, motivados em fazer um trabalho perfeito. Além disso, se não houvesse o senso de união entre eles, a ponto de um cobrir a falha do outro, seria impossível deixar tal magnificente obra. De onde surgiram então essa seriedade e essa paixão? Com certeza não foi pela imposição do trabalho forçado. Sinto fortemente que essas pirâmides refletem a própria aspiração do povo do Egito antigo”.8
Capítulo 3
Aceleração
Resumo
Uma região marginalizada de Fukuoka, conhecida como Dokan (grandes manilhas utilizadas na canalização de esgotos), é transformada pelos membros que revitalizam a própria vida. O segundo aniversário da posse de Shin’ichi é comemorado com uma dinâmica campanha de propagação.
Trecho de destaque
“Em todo caso, uma vez que assumiram a responsabilidade como líderes, devem abandonar qualquer vaidade ou ambição pessoal dentro da organização. Pelo contrário, devem se firmar na determinação de servir sinceramente ao bem-estar dos membros. Esse é o caminho a seguir como dignos budistas.”9
REVIVESCÊNCIA O capítulo detalha como moradores da favela Dokan, que foram marginalizados e deixados de lado pela sociedade japonesa tradicional, começaram a transformar a vida por meio da prática budista. A leitura do Seikyo Shimbun e dos discursos que Shin’ichi proferia nas reuniões, junto com o estudo de suas explanações sobre os escritos de Nichiren Daishonin, servem como poderosa fonte de inspiração. Em um trecho, o autor reflete: “Cada morador (…) possuía um drama de vida vencido por meio da prática budista. Conseguiram sair do abismo cheio de sofrimento e encontraram novas esperanças. Por isso, suas palavras sobre o budismo e sobre a vida conseguiam convencer qualquer pessoa. (…) Na favela Dokan moravam pessoas sem documentos, jovens com problemas de delinquência condenados, pessoas com deficiência e, inclusive, ex-policiais. Essas condições individuais não eram motivo para discriminação. Ao contrário, por todos terem passado por amargas experiências, criaram em torno dos integrantes da Soka Gakkai uma comunidade solidária e humana envolvendo todos os moradores do lugar. (…) Em diversas regiões do Japão ocorreram dramas de revivescência das pessoas tal como na favela Dokan. Esses fatos comprovam que os componentes da Soka Gakkai sempre estiveram ao lado das pessoas sofridas, atuando como aliados do povo”.10
Capítulo 4
Mares tempestuosos
Trecho de destaque
“Vocês são respeitáveis filhos do Buda e seres humanos valorosos com uma preciosa missão. Nichiren Daishonin garante que todos os que recitam daimoku podem conquistar infalivelmente a felicidade absoluta. Por isso, por mais que a vida lhes seja difícil, não desanimem e recitem daimoku com toda a firmeza. Não sejam derrotados por nada. Antes de tudo, vençam a própria fraqueza.”11
AÇÃO COMPASSIVA PELO BEM DAS PESSOAS Em junho de 1962, Shin’ichi percorreu o Japão, dando tudo de si para se encontrar com os companheiros da organização e encorajá-los, sem um minuto de descanso em suas atividades. Pela intensidade com que atuava, os líderes chegavam a comentar que existiam quatro ou cinco Shin’ichi Yamamoto viajando pelo país. Ao ser indagado como conseguia se manter tão forte apesar de estar atuando com tanta intensidade, ele respondeu: “Creio que é o lado místico das atividades da Soka Gakkai. Tenho muitos companheiros que esperam meus incentivos. Eles estão me aguardando. Quando penso neles, não posso ficar parado e a coragem enche meu coração. Quando me encontro com eles, fico tão entusiasmado em fazê-los felizes que uma forte energia vital surge intensamente em meu corpo. O ato de falar sobre o budismo, de louvar e incentivar os filhos do buda que se empenham na propagação da Lei Mística faz com que a energia dos budas e bodisatvas surja em nossa vida. Por isso, quanto mais me empenho nas atividades, mais forte fica minha saúde. Esta é a fórmula que adotei para manter a boa saúde. Naturalmente, também é preciso descansar, pois budismo é razão e nosso corpo necessita de repouso. (…) Para manter uma boa disposição é preciso atuar com coragem e iniciativa própria, definindo os objetivos a fim de desafiar a si mesmos. Quando se esforçarem e concretizarem esses objetivos, a alegria será tão intensa que a fadiga desaparecerá rapidamente. Além disso, o que é maravilhoso nas atividades da Gakkai é o fato de a nossa atuação estar embasada na ação compassiva pelo bem das pessoas e de nossos companheiros. Isso nos fortalece muito”.13
Capítulo 5
Jovens Águias
Resumo
Shin’ichi inicia uma série de explanações sobre o Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente para representantes da Divisão dos Universitários.
Trecho de destaque
“O kosen-rufué semelhante à correnteza de um grande rio. Assim como a confluência de dezenas de afluentes formam um grande rio, o kosen-rufu necessita de valores humanos de talentos diversificados. Além disso, deverá ser uma correnteza de águas límpidas. Mesmo que amplie seu leito e se torne caudaloso, nunca deverá se transformar num curso de águas turvas.”14
CRIAÇÃO DE PESSOAS VALOROSAS Shin’ichi profere explanações sobre o Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente para representantes da Divisão dos Universitários a partir de 31 de agosto de 1962 com o objetivo de criar a próxima geração de líderes da Soka Gakkai. O capítulo descreve sua dedicação para encorajar os participantes: “Em todas as reuniões de explanação, Shin’ichi sempre oferecia doces ou lanches, nunca se esquecendo de incentivar calorosamente cada um dos companheiros. Mesmo as rigorosas repreensões eram orientações vindas de um profundo afeto. Às vezes, observando o armário onde os membros deixavam sapatos, caso encontrasse um com sola totalmente gasta, comprava um par novo e oferecia ao seu dono. Os estudantes encontravam em Shin’ichi calor humano e viam o brilho do caráter de uma pessoa que havia incorporado a Lei Mística do budismo em sua própria vida. Para os participantes, ele se tornara um exemplo de vida, e no coração de cada um deles pouco a pouco se formou a imagem de mestre da vida. Ali havia um caloroso relacionamento entre mestre e discípulo que rumava para o supremo objetivo do kosen-rufu. (…) O motivo pelo qual Shin’ichi deu prioridade à explanação para essa divisão, apesar de se encontrar extremamente atarefado, devia-se ao seu pensamento de que a criação de pessoas valiosas e capazes era o fator mais importante para assegurar um majestoso futuro para a paz e a felicidade da humanidade”.15
Fontes:
Brasil Seikyo, ed. 2.496, 31 dez. 2019, p. 22-23. / Idem, ed. 2.622, 12 nov. 2022, p. 20-21.
Notas:
1. Shin’ichi Yamamoto: Pseudônimo do presidente Ikeda no romance Nova Revolução Humana. / 2. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 6, p. 261, 2019. / 3. Ibidem, p. 53. / 4. Ibidem, 49. / 5. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/babilonios.htm. Acesso em: 28 out. 2026 / 6. Disponível em: https://iep.utm.edu/socrates/. Acesso em: 28 out. 2026. / 7. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 6, p. 63, 2019. / 8. Ibidem, p. 86. / 9. Ibidem, p. 135. / 10. Ibidem, p. 124-125. / 11. Ibidem, p. 170. / 12. Ibidem, p. 208. / 13. Ibidem, p. 183. / 14. Ibidem, p. 262. / 15. Ibidem, p. 262.
FONTE: EDITORA BRASIL SEIKYO-NOVA REVOLUÇÃO HUMANA=EBS/NRH



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