95 anos da Soka Gakkai com “muito mais daimoku”

ROTANEWS176 08/11/2025  09:15

MATÉRIA DA DIVISÃO FEMININA DA BSGI

Por Divisão Feminina

Reprodução/Foto-RN176 Desenho humano de Ilustração: Getty Images

Querida amiga, esperamos que esteja bem!

Desde a sua fundação, a Soka Gakkai tem sido sustentada por pessoas que, com espírito inabalável, transformaram a fé em ação concreta. Ao longo dessas décadas, a organização enfrentou desafios e transformações, acompanhando mudanças sociais e culturais em cada época, sem perder de vista seus princípios fundamentais.

A história de 95 anos revela não apenas o crescimento da Soka Gakkai, mas também o impacto consistente de suas ações na vida de milhares de pessoas ao redor do mundo.

A partir de 1960, sob a presidência de Ikeda sensei, a organização iniciou sua expansão internacional e fortaleceu suas atividades em educação, cultura e engajamento social. Nos momentos de expansão nacional e internacional, a presença feminina se fortaleceu e transmitiu os valores de fé, paz e solidariedade às novas gerações.

Assim como a Soka Gakkai construiu sua trajetória de perseverança e de transformação ao longo de quase um século, as mulheres acompanharam cada fase desse desenvolvimento, contribuindo para que a organização se mantivesse resiliente e presente em diferentes regiões do mundo. Hoje, ao celebrarmos 95 anos, reconhecemos que a história da Soka Gakkai é também a história da força, da coragem e do compromisso das mulheres.

O presidente Ikeda sempre expressou profunda confiança nas mulheres, afirmando:

A oração das mulheres e sua atuação arraigada na vida diária são a força motriz capaz de mudar as circunstâncias de uma época. A força das mulheres é como a força do solo. Quando o solo se move, tudo que existe sobre ele também se movimenta. Até mesmo a fortaleza do autoritarismo e a montanha que parecia inabalável ruirão. A força das mulheres é imensurável e não há nada que seja impossível para elas.1

E, aproveitamos este momento, para fazer um convite: um novo ciclo do “Desafio dos Cem Dias de Daimoku” vai iniciar! Cada recitação é um convite a refletir sobre a própria vida, a vencer limitações e a despertar a coragem. Nesse processo, descobrimos que obstáculos são oportunidades de crescimento, e que a transformação verdadeira começa dentro de si.

Como uma corrente que se fortalece a cada elo, a prática diária cria energia vital que irradia para o ambiente. A união por meio da recitação de “muito mais daimoku” com fé, intensifica essa força interior, comprovando que o daimoku não é apenas uma prática individual, mas uma fonte coletiva de esperança e de inspiração.

Sobre a recitação do daimoku, nosso mestre incentivou:

daimoku é a força motriz para o progresso e a vitória. Todo desafio deve começar com a oração. Ninguém se iguala às pessoas que recitam daimoku constantemente. Recitando diligentemente Nam-myoho-renge-kyo todas as manhãs e noites, vamos polir nosso interior e estabelecer uma vida de sucessivas vitórias.2

A questão não é o tamanho da dificuldade, mas o fato de ela apavorar e iludir tentando nos convencer de que não há alternativa. Sempre há solução. Todo veneno contém, nele mesmo, o remédio. O que converte imediatamente o veneno (sofrimento) em remédio (esperança e coragem) é o Nam-myoho-renge-kyo recitado com entusiasmo de que todo veneno vira remédio quando se recita daimoku ao Gohonzon.3

Com relação ao “Desafio dos Cem Dias de Daimoku”, notem como se assemelha à trajetória de Alexandre, o Grande.

Ele foi um dos mais famosos líderes e conquistadores da história. Nascido na Macedônia, filho do rei Filipe II e da rainha Olímpia, Alexandre recebeu treinamento com o filósofo Aristóteles, que lhe transmitiu conhecimentos em filosofia, ciência, política e artes militares.

Nos primeiros cem dias de sua campanha, Alexandre, o Grande, consolidou seu poder com uma combinação de estratégia, carisma e ousadia. Após assumir o trono da Macedônia, ele rapidamente estabilizou a região, neutralizando possíveis rebeliões e fortalecendo alianças políticas. Seu estilo de liderança, que combinava proximidade com seus liderados e determinação, permitiu-lhe ganhar confiança e lealdade, essenciais para os desafios que viriam na conquista do Império Persa. Nesse período, ele também demonstrou habilidade diplomática, integrando territórios conquistados à sua administração e garantindo suprimentos e recursos necessários para a continuidade das campanhas.

Ikeda sensei cita em suas orientações Alexandre, o Grande:

Alexandre empenhou grandes esforços na concretização de seu sonho, esforçando-se para fundir o Oriente e o Ocidente e desarraigar do coração das pessoas suas atitudes discriminatórias em relação a outras etnias.

De fato, a vida de Alexandre foi uma vida de brilhante desafio na qual ele testou seus limites, esforçando-se para ver quanto um ser humano pode alcançar.4

O “Desafio dos Cem Dias de Daimoku” e os primeiros cem dias da campanha de Alexandre, o Grande, compartilham uma característica essencial: a força da persistência e da disciplina. No desafio do daimoku, cada recitação diária do Nam-myoho-renge-kyo exige dedicação e foco, mesmo diante das dificuldades da vida cotidiana. Da mesma forma, nos primeiros cem dias de suas campanhas, Alexandre precisou de disciplina estratégica, coragem e determinação para enfrentar adversários poderosos. Ambos os cenários mostram que grandes conquistas, seja na transformação interior, seja na conquista de territórios, começam com esforços persistentes e contínuos, construídos dia após dia.

Além disso, tanto no daimoku quanto na campanha de Alexandre, o comprometimento inicial estabelece o tom para tudo que virá a seguir. No caso do daimoku, a prática diária fortalece o coração, desperta coragem e cria mudanças graduais que transformam a vida. Nos primeiros cem dias de Alexandre, cada decisão estratégica, cada batalha vencida e cada aliança formada pavimentaram o caminho para vitórias maiores, ampliando sua influência e consolidando seu legado. Em ambos os casos, a persistência inicial é fundamental: o que se constrói nos primeiros cem dias define o ritmo, a energia e a direção das conquistas futuras.

Iniciando em 19 de novembro de 2025 e finalizando em 27 de fevereiro de 2026, vamos juntas vencer infalivelmente!

Todas estão convidadas!

Um forte abraço!

Divisão Feminina da BSGI

Notas:

1. Cf. Brasil Seikyo, ed. 1.569, 26 ago. 2000, p. A7.

2. IKEDA, Daisaku. Atingir o Estado de Buda nesta Existência. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024. p. 73.

3. Brasil Seikyo, ed. 2.325, 28 maio. 2016, p. B2.

4. Idem, ed. 1.242, 18 set. 1993, p. 6.

5. Brasil Seikyo, ed. 2.400, 31 dez. 2017, p. A4.


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Vitórias da Divisão Feminina


Transformar o carma familiar

Reprodução/Foto-RN176 Vanessa, segunda da esq. para a dir., com sua família

Junto com minha família, praticamos o Budismo Nichiren há 43 anos. Desde que minha mãe iniciou essa maravilhosa prática da fé, baseamos sempre nossa vida no daimoku.

Pertenço ao grupo Zenshin, por meio do qual agradeço todas as oportunidades de luta e de desenvolvimento. Durante este ano, vivi com as companheiras da localidade uma atividade mais incrível que a outra, e particularmente desafiei as etapas dos cem dias com muito mais daimoku e estou sendo coroa-da com grande boa sorte.

Logo após o nosso maravilhoso curso de aprimoramento do Zenshin em setembro, pude comprovar mais uma vez a grandiosidade do daimoku acumulado. No dia 30 de setembro, meu ex-cunhado fez uma cirurgia e não foi como esperado. Moro em Curitiba, PR, e minha família reside em Salvador, BA. Decidi viajar para lá a fim de apoiar minha irmã. Não tinha férias programadas, então conversei com meu chefe e expliquei a situação. Naquele momento, lembrei-me imediatamente da frase de Ikeda sensei quando nos orientou na mensagem dos dez anos do Zenshin: “Decidam firmemente que todos os seus esforços como membros do Zenshin se transformarão em grandiosa boa sorte da sua existência”.1

Quando cheguei a Salvador, nós nos desafiamos na recitação do daimoku, porque essa era única forma de vencer. Foi assim que passamos, junto com meu ex-cunhado, dias de muita apreensão, pois ele ficou entre a vida e a morte.

No dia mais crítico, minha irmã, minha mãe e eu recitamos 24 horas de daimoku. Ele ficou trinta dias internado e muitos outros desafios surgiram. Particularmente, tomei para mim tudo o que estava acontecendo, como um desafio pessoal, pois meus irmãos e eu fomos criados sem pai, o que me causou sofrimento. Nessa situação, determinei há algum tempo que esse carma seria transformado na terceira geração da minha família e que meu sobrinho cresceria com o pai e a mãe ao seu lado dando suporte e apoio.

Orei para que transformássemos de vez esse carma familiar. Decidi também que queria voltar para Curitiba tranquila e que, antes do meu retorno, ele estivesse bem e recebesse alta do hospital. Mas, como o caso dele era delicado, acreditávamos que ele precisaria ficar mais dias internado. Qual foi nossa surpresa: a recuperação dele foi muito rápida e, dois dias antes de eu voltar para casa, ele recebeu alta. Chorei de emoção e pensei: “Não existe oração sem resposta”. Vitória!

Agradeço ao meu mestre, à minha mãe e aos meus irmãos por poder viver momentos únicos ao lado de todos e realizar a minha revolução humana nesta época tão importante. Muito obrigada!

Vanessa Priscila Alves, responsável pela Divisão Feminina do Distrito Bacacheri, RM Curitiba Norte, CRE Paraná e responsável pelo grupo Zenshin da CRE Paraná, CGRE

Nota:

1. Brasil Seikyo, ed. 2.288, 22 ago. 2015, p. A3.


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Venci o câncer

Reprodução/Foto-RN176 Karina com seu esposo, Naldo, e os filhos, Pedro e Bernardo

Eu me chamo Karina Toshie Goto. Sou casada com Naldo, meu herói, e mãe do Pedro, de 10 anos, e do Bernardo, de 5; eles são a razão do meu viver. Minha família pratica o budismo há quatro gerações. Meus avós se converteram ao Budismo de Nichiren Daishonin há 59 anos, em 2 de fevereiro de 1966.

Em fevereiro de 2025, quando recebemos o comunicado da entrevista para os grupos horizontais da Divisão Feminina, minhas amigas da época do Taiga e eu conversamos em nosso grupo do WhatsApp e decidimos extrair o melhor de nós e fazer a entrevista.

Entre a entrevista para o grupo horizontal e a resposta, em exames de rotina, falei ao médico que não conseguia emagrecer, apesar de ser tão ativa fisicamente. Então, ele pediu para fazer um ultrassom de tireoide, e, após o exame, foi diagnosticado um nódulo sólido do lado esquerdo TI- Rads 4. Com esse resultado, foi solicitada uma pulsão para verificar o nódulo.

Quando li sobre o exame, perdi completamente o rumo. Estava escrito: quadro citológico compatível a carcinoma papilífero de tireoide, nome conhecido como câncer de tireoide.

Nesse momento, levantei-me do computador, sentei-me em frente ao Gohonzon e determinei que nenhuma doença iria me parar. Minha primeira consulta foi com o endocrinologista em 23 de abril. Logo após, saí aliviada e feliz com o carinho que o médico teve comigo.

Estava bem apreensiva quanto a data da cirurgia, porque minha irmã se casaria no dia 1º de junho eu seria a shikai [apresentadora] da cerimônia. Além disso, no dia 14 de junho aconteceria a reunião comemorativa da Divisão Feminina (DF). Porém, onde tem daimoku tem vitória. Minha irmã estava radiante, eu fiz a apresentação tão bem que o pessoal queria me contratar. A reunião da DF foi um sucesso total, pois “o inverno nunca falha em se tornar primavera”,1 e finalmente no dia 21 de junho fiz a minha cirurgia.

Depois de quinze dias, meu médico me ligou para falar sobre o resultado da biopsia do nódulo, que estava em metástase em fase inicial, porém atingiu um linfonodo e, por esse motivo, foi retirada toda a tireoide. Chorei de alívio de alegria e de gratidão porque ele poderia ter feito um estrago maior.

Eu começaria a fazer terapia no início de setembro e, com isso, teria de ficar em distanciamento social por quatro dias. Então, pensei no curso de aprimoramento que o grupo Fukuchi realizaria. Conversei com a doutora e disse que não poderia iniciar, pois já tinha compromisso. Sabiamente, a doutora respondeu que o convênio havia liberado a medicação e que teria toda uma contagem de medição. Enfim, aquela notícia partiu meu coração, mas era para um bem maior.

Não tive nenhuma reação durante a terapia. E fui liberada, com todas as precauções, para participar presencialmente do curso de aprimoramento. Assisti apenas a um módulo. No entanto, ir ao Centro Cultural Campestre, em Itapevi, SP, com meu marido, e continuar presente, mesmo de longe, nesse encontro do grupo foi outra grande vitória.

No dia 9 de setembro, recebi a melhor notícia: estou totalmente curada. Não tenho nenhuma célula cancerígena em nenhum lugar do meu corpo!

Quando entrei no grupo Fukuchi, determinei que seria minha melhor versão, e minha vida entrou em movimento. Para completar a felicidade, meus filhos foram aprovados para a academia do Taiyo Ongakutai!

Agradeço eternamente ao meu querido mestre, Daisaku Ikeda, por ter dito “Contudo, eu irei!”. Agradeço à minha família, aos meus amigos e ao meu amado grupo Fukuchi por todo o apoio e carinho!

Encerro meu relato com um trecho do nosso juramento do Fukuchi: “Levantando-nos com corajosa fé e orando ‘muito mais daimoku’, independentemente do que aconteça, comprovaremos que é possível transformar veneno em remédio infalivelmente!”.

Karina Toshie Goto, responsável pela Divisão Feminina do Bloco Lobo, RM Carrão, CCLP, CGESP

Nota:

  1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 560, 2020.

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS