Por um mundo sem armas nucleares

ROTANEWS176 30/08/2025 08:30

EDITORIAL DIRETO DA REDAÇÃO DO JBS

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Em agosto, celebramos datas de profundo significado para a Soka Gakkai e para o Budismo de Nichiren Daishonin. Entre elas, conforme publicado na última edição, destacam-se o encontro de Ikeda sensei com o seu mestre, Josei Toda, em 14 de agosto de 1947, e seu ingresso na Soka Gakkai dez dias depois.

Agosto também marca um episódio abominável na história da humanidade: o lançamento da primeira bomba atômica no fim da Segunda Guerra Mundial. A cidade japonesa de Hiroshima foi o alvo inicial. Dias depois, a cidade de Nagasaki sofreu um ataque nuclear. Estima-se que mais de 300 mil pessoas tenham perdido a vida em decorrência desses eventos trágicos.

Diante desse cenário, Toda sensei, ao esgotar a última energia do seu combalido corpo, proferiu a Declaração pela Abolição das Armas Nucleares, em 8 de setembro de 1957. Essa foi a diretriz que deixou aos jovens da Soka Gakkai, com o apelo de que jamais permitissem à humanidade esquecer quão ameaçadoras e temerárias são essas armas. Confira na seção Especial mais informações sobre essa declaração histórica, nas p. 8 e 9.

Ikeda sensei, ao dar continuidade à luta pela paz iniciada por seu mestre, escreveu ininterruptamente Propostas de Paz enviadas à Organização das Nações Unidas (ONU), com sugestões concretas direcionadas a autoridades e governantes. Em sua última proposta de 2022, ele declara:

O desenvolvimento de armas nucleares continua, e a constante correnteza de novas formas de confrontar outros países pode ser o reflexo da pressuposição de que nenhuma dessas ações vai fazer a montanha vir abaixo. Estados com armas nucleares e Estados dependentes de tecnologia nuclear precisam enfrentar a dura realidade: eles estão se autocondenando e condenando o mundo a condições de extrema e infinita precariedade enquanto se basearem na dissuasão nuclear enraizada na ameaça mútua.

Em diálogo com o ex-presidente Gorbachev, ele me afirmou: “Está se tornando cada vez mais claro que as armas nucleares não podem ser um meio de conquista de segurança nacional. De fato, a cada ano que passa, elas colocam nossa segurança cada vez mais em xeque”.1

Como pessoas do povo e, acima de tudo, como discípulos de incansáveis combatentes da paz, temos a oportunidade de assumir o legado deixado pelos Mestres Soka e contribuir com ações cotidianas — promovendo diálogos ricos, construtivos e repletos de esperança — para a concretização de um mundo melhor para todos.

Boa leitura!

Nota:

  1. Terceira Civilização, ed. 645, maio 2022, p. 49-57.

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO