ROTANEWS176 09/11/2025 17:06
Por Diego Feijó de Abreu

Reprodução/Foto-RN176 Governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) Castro desafia STF em evento judaico e promete manter operações policiais (Foto: Reprodução)
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), dobrou a aposta em sua política de segurança pública e partiu para o confronto direto com o Judiciário e o governo federal. Durante discurso na 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib), em São Paulo, no sábado (8), Castro adotou um tom de afronta e defendeu a tese do “narcoterrorismo”.
“Não aceitaremos mais instituições narco-terroristas (…). Não aceitaremos mais que o Judiciário, com todo o respeito que eu tenho a ele, e o governo central apoiem terroristas”, disparou o governador.
O recado de Castro é uma reação direta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, no âmbito da ADPF das Favelas, determinou em 5 de novembro que a Polícia Federal investigue o crime organizado no Rio e a possível conivência de agentes públicos. A decisão foi motivada pela megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão no fim de outubro, que resultou em 121 mortes.
“Esse é um paspalhão”
No mesmo evento, Castro também atacou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP). Ao ser questionado por jornalistas sobre as críticas de Boulos à sua política de segurança, o governador foi ríspido: “Esse é um paspalhão. Vamos embora, próximo”.
O ataque a Boulos ocorre após o ministro ter criticado duramente a estratégia de segurança de governadores bolsonaristas, como Castro e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Em evento com empresários, Boulos classificou as ações como “demagogia com segurança pública” e “carnificina” , lembrando que os mesmos governadores foram contra a PEC da Segurança Pública proposta pelo governo federal.
Além disso, Boulos denunciou que a pressão pela chamada “Lei do Terror”, pauta abraçada por Castro e Tarcísio e apoiada por Donald Trump, seria uma tática para “dar condições para os EUA terem um grau de intervenção maior no Brasil”.
Clima de hostilidade
O clima na convenção da Conib foi de aberta hostilidade ao governo Lula. Além dos ataques de Castro, o evento foi palco de um discurso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO), que levou a assessora especial de Lula, Clara Ant, a se retirar do local em protesto.
A ofensiva dos governadores de direita pareceu coordenada, usando o palanque para confrontar o Planalto e o STF e reforçar a narrativa de endurecimento no ano pré-eleitoral.
FONTE: REVISTA FÓRUM










