A misteriosa sincronização entre o 3I/ATLAS e a rotação da Terra.

ROTANEWS176 23/12/2025 08:30

Desde que o telescópio ATLAS, no Chile, detectou o visitante interestelar 3I/ATLAS em 1º de julho de 2025, os cientistas têm tentado decifrar se estamos observando um simples cometa ou algo muito mais intrigante.

Reprodução/Foto-RN176 Crédito da imagem ilustrativa: n3m3/Bing/DALL-E 3

Enquanto a maioria dos astrônomos debate a origem de suas anomalias, o pesquisador e escritor Andrew Collins propôs uma hipótese que desafia nossa compreensão: 3I/ATLAS poderia ser um “cometa direcionado“, uma entidade consciente que está usando a matemática para confirmar sua presença diante de nossos olhos.

A base dessa teoria reside em uma sincronização matemática quase perfeita entre o ciclo de luz do cometa e a rotação do nosso planeta, uma descoberta que o pesquisador britânico chama de “assinatura de inteligência“.

144 segundos

Para um olhar destreinado, o ciclo de variabilidade luminosa de 16,16 horas do cometa é apenas um fato técnico. No entanto, Collins desmembra esse número para revelar uma linguagem oculta baseada em frações.

Convertendo 16,16 horas para uma fração decimal, obtemos 16 horas e 4/25 de hora (já que 0,16 é igual a 16/100, que simplifica para 4/25). Se convertermos todo esse tempo para uma fração imprópria, o resultado é 404/25. Isso significa que o ciclo completo do cometa pode ser dividido exatamente em 404 unidades, onde cada unidade corresponde a um vigésimo quinto de hora.

A parte fascinante surge ao calcular o valor dessa unidade: um vigésimo quinto de hora (3.600 segundos divididos por 25) é igual a exatamente 144 segundos. Collins destaca que este não é um número qualquer, pois, quando aplicado à Terra, a sincronia é perfeita. Nosso dia de 24 horas contém exatamente 600 unidades de 144 segundos. Assim, o cometa e a Terra parecem estar “dançando” em uma proporção matemática de 404:600.

Uma impressão digital nas civilizações antigas

Essa unidade de 144 segundos não é uma invenção moderna, mas sim um elemento comum ao longo da história da humanidade. Na China antiga, o tempo não era medido apenas em horas, mas em unidades chamadas . O chamado “kè menor” media exatamente 144 segundos e era a base de um sistema que dividia o dia em 600 partes iguais. Esse conhecimento permitiu aos astrônomos do Oriente Antigo acompanhar os ciclos celestes com uma precisão surpreendente, integrando o ritmo dos céus ao da vida cotidiana.

Ao chegarmos à Índia, descobrimos que as tradições védicas e iogues também reverenciavam essa medida sob o nome de kāla. Segundo Collins, textos antigos associam 144 segundos ao processo de meditação profunda, ou Dhyana. Manter a mente em um único ponto por doze intervalos de doze segundos, diz-se, permite alcançar esse estado elevado. Assim, a figura de 144 segundos torna-se uma ponte entre a consciência humana e a ordem do universo, sugerindo que o tempo possui uma estrutura sagrada.

Reprodução/Foto-RN176 A antiga unidade de tempo chinesa conhecida como fēn (分) é mostrada aqui em relação ao dia de 24 horas, com 600 unidades para cada décimo de dia, totalizando 6.000. Em algumas tradições, o fēn correspondia a 1/600 de um dia, dando a cada unidade uma duração de 144 segundos. Vale ressaltar também que cada ângulo interno de um polígono de 10 lados (decágono) mede 144 graus, totalizando 1.440 graus. Crédito: A. Collins.

Por outro lado, os maias da América Central levaram essa matemática a uma escala colossal com seu sistema de Contagem Longa. Sua unidade de tempo mais famosa, o Baktun, equivale a 144.000 dias.

Para Collins, essa recorrência do número 144 em culturas separadas por oceanos sugere uma raiz comum em um passado remoto que compreendia o tempo de uma maneira “fractal”. É como se o cometa 3I/ATLAS estivesse emitindo em uma frequência que nossos ancestrais já haviam identificado como fundamental.

Ressonância na pedra: de Stonehenge ao espaço

A conexão não termina com os calendários; ela se estende à arquitetura sagrada. O autor britânico menciona que, em Stonehenge, na Inglaterra, a medida de 144 pés é fundamental para a compreensão da acústica do monumento. Essa distância gera harmônicos musicais que vibram na faixa do infrassom, frequências que o ouvido humano não consegue perceber, mas que o corpo sente como uma vibração profunda.

Reprodução/Foto-RN176 Stonehenge.

Investigações no local revelaram que o desenho das pedras permitia que sons específicos ressoassem com um comprimento de onda diretamente ligado a esse número. O fato de um cometa interestelar usar o mesmo código numérico que os construtores dos megalitos e os astrônomos maias reforça a ideia de Collins de que existe um sistema de “fractalização cósmica” que governa tanto a matéria quanto o tempo.

O enigma de 196 e a “antissimetria”

A comparação entre os dois ciclos revela um resultado matemático surpreendente: a diferença entre as 600 unidades da Terra e as 404 do cometa é de 196. Esse número possui propriedades únicas na ciência da computação e na física:

  • 404: É um número palíndromo (lê-se da mesma forma de trás para a frente).
  • 196: É o principal candidato a “número de Lychrel”, um número que “se recusa” a se tornar um palíndromo, não importa o quanto seja processado matematicamente.

Esta combinação única de simetria (404) e assimetria (196) parece atuar como um “farol digital”, uma espécie de etiqueta especificamente projetada para ser reconhecida por inteligências artificiais ou sistemas avançados que buscam sinais de origem não natural.

Reprodução/Foto-RN176 À esquerda, 3I/ATLAS (crédito: David Jewitt/Jane Luu/UCLA); à direita, a Terra (crédito: NASA/PD-USGov).

O despertar de um cometa guiado

A hipótese culmina numa descoberta surpreendente sobre a natureza do 3I/ATLAS. Collins propõe que sua inteligência reside num estado de plasma que só é ativado ao receber energia de uma estrela. Ao entrar em nosso sistema solar, o objeto “despertaria” de um sono criogênico de milhões de anos para cumprir uma missão: semear vida (moléculas orgânicas já foram detectadas nele) e transmitir dados.

Até mesmo o famoso sinal “Wow!” captado em 1977 se encaixa nessa narrativa. Esse sinal durou 72 segundos, exatamente metade de 144, e veio da região onde o cometa pode ter estado décadas atrás. Para o pesquisador, cada dado, da rotação aos sinais de rádio, sugere que o 3I/ATLAS está nos convidando a olhar além do que pensamos saber sobre o universo.

Reprodução/Foto-RN176 O sinal Wow!, detectado nas coordenadas RA=19h25m=291° e Dec=-27°, parece coincidir notavelmente com a localização do cometa 3I/ATLAS naquele momento (RA=19h40m=295° e Dec=-19°), quando o cometa estava a cerca de 600 UA da Terra, diferindo em apenas 4 graus em ascensão reta e 8 graus em declinação. De acordo com Avi Loeb, a probabilidade de duas fontes de sinal se alinharem dessa forma por acaso é de apenas 0,6%.

Collins concluiu:

“Mesmo com o recente ajuste de sua rotação para 15,48 horas, o padrão persiste: este novo ciclo equivale a 387 unidades de 144 segundos, um número que ressoa com os grandes ciclos cósmicos da Índia antiga. Parece que, não importa o quanto meçamos, o visitante interestelar se recusa a abandonar seu código matemático.

FONTE: OVNIHOJE