James Forrestal e a gestão secreta da tecnologia não humana

ROTANEWS176 08/02/2026 01:10

Uma investigação relaciona James Forrestal à realocação de uma nave recuperada na Itália em 1933 e ao desenvolvimento de materiais avançados como o nitinol.

Reprodução/Foto-RN176 Forrestal no centro de uma operação de recuperação de OVNIs em Magenta, Itália.

Em 22 de maio de 1949, James V. Forrestal, o primeiro Secretário de Defesa dos Estados Unidos, faleceu. Oficialmente, sua morte resultou de uma queda de uma janela do Hospital Naval de Bethesda, onde estava internado. Além das circunstâncias pessoais e políticas que envolveram o evento, a importância de Forrestal no desenvolvimento subsequente de tecnologia bélica reside em um aspecto menos conhecido: seu suposto envolvimento em programas para recuperar tecnologia não humana antes do incidente de Roswell.

Uma pesquisa do pesquisador americano Craig Oliver, publicada no Medium, confirma que Forrestal, criador do complexo militar-industrial, foi uma figura-chave na transferência para os Estados Unidos de materiais exóticos recuperados na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo uma “aeronave” de origem desconhecida encontrada na Itália em 1933.

O Incidente Italiano de 1933

Segundo documentos divulgados pelo pesquisador italiano Roberto Pinotti, em junho de 1933, as autoridades fascistas recuperaram um objeto aéreo não identificado após uma queda entre as regiões do Piemonte e da Lombardia. Esse incidente teria levado à criação de um comitê secreto chamado Gabinetto RS/33, encarregado de guardar e estudar o objeto.

Telegramas atribuídos a esse período indicam que Benito Mussolini ordenou “silêncio absoluto” em relação ao incidente, aludindo a um “pouso de aeronave desconhecida em solo nacional”. O material recuperado, juntamente com supostos restos biológicos, teria sido armazenado em instalações controladas pelo regime.

Após a queda do fascismo e o avanço dos Aliados na Itália, o destino desse objeto tornou-se incerto. É nesse ponto que surge o nome de James Forrestal.

Embora essa alegação não tenha sido corroborada por documentação pública oficial, ela se encaixa no contexto estratégico da época: os Estados Unidos estavam incorporando ativamente tecnologia, cientistas e materiais considerados sensíveis ou estratégicos, tanto de origem alemã quanto de outros teatros de operações europeus, como Oliver demonstra em sua pesquisa ao publicar o Microfilme 114 dos arquivos do OSS (Escritório de Serviços Estratégicos), que documenta a ligação de Forrestal com o retorno à Itália de certos cientistas no âmbito do Projeto McGregor. 

Reprodução/Foto-RN176 Telegrama com as instruções de Mussolini

De fato, segundo o denunciante David Grusch, que confidenciou a Roberto Pinotti, presidente do ICER, duas semanas antes da libertação de Roma, em 4 de junho de 1944, Forrestal — então Secretário da Marinha — ordenou a transferência marítima do objeto recuperado em 1933 para os Estados Unidos. Grusch afirmou que a operação contou com a mediação do Vaticano, que facilitou os contatos e o apoio logístico em meio ao colapso do regime italiano.

Caso o objeto italiano tenha de fato chegado a solo americano, Oliver situa seu desembarque em portos do sul da Califórnia, possivelmente em San Diego, onde já existia infraestrutura naval e científica de alto nível.

Forrestal e a institucionalização do sigilo

Forrestal foi um dos arquitetos do novo sistema de defesa americano após a guerra. Ele participou diretamente da criação do Departamento de Defesa e da consolidação de uma estrutura permanente de pesquisa classificada.

Nesse contexto, seu nome aparece ligado ao comitê ultrassecreto Majestic-12, um grupo supostamente criado em 1947 por ordem do presidente Harry S. Truman para gerenciar a recuperação e investigação de objetos não identificados. Embora a existência do MJ-12 não tenha sido oficialmente reconhecida, inúmeros documentos e depoimentos vazados o colocam como um órgão de coordenação entre militares, cientistas e agências de inteligência.

De acordo com essa linha de investigação, Forrestal teria sido MJ-1, ou seja, uma figura central no comitê. Seu envolvimento não se limitaria a Roswell, mas remontaria à recuperação anterior de tecnologia não convencional na Europa.

O estudo do nitinol

Um fato fundamental nessa cronologia é que apenas quatro dias após a morte de Forrestal, em maio de 1949, teve início o estudo formal de uma liga de níquel-titânio com propriedades extraordinárias: o nitinol.

Este material apresenta memória de forma e superelasticidade, características que não se encaixam facilmente no estado da metalurgia convencional no final da década de 1940. Oficialmente, seu desenvolvimento é atribuído a pesquisas civis posteriores, mas documentos e depoimentos sugerem que esse tipo de material já estava sendo trabalhado em ambientes secretos no final da década de 1940.

Reprodução/Foto-RN176 Microfilme 114 dos arquivos da OSS

As propriedades do nitinol correspondem às descrições feitas por Jesse Marcel Jr. sobre os fragmentos recuperados após o incidente de Roswell em 1947, que, segundo seu depoimento, não podiam ser cortados ou deformados permanentemente.

De pesquisas confidenciais à NASA

Décadas mais tarde, o nitinol foi incorporado a programas avançados da NASA, incluindo aplicações em estruturas e sistemas aeroespaciais sujeitos a condições extremas. Seu uso no programa do ônibus espacial consolidou seu status como material estratégico.

A rapidez com que esse tipo de tecnologia passou da fase experimental para aplicações aeroespaciais levanta questões sobre sua verdadeira origem e sobre a possível existência de pesquisas anteriores não oficialmente reconhecidas.

Um mês após a morte de Forrestal e o início do estudo do nitinol, cientistas alemães trazidos pela Operação Paperclip se instalaram no Arsenal de Redstone, no Alabama. Entre eles estava Wernher von Braun, figura fundamental no futuro programa espacial americano.

Redstone se tornaria o núcleo do desenvolvimento de mísseis e, mais tarde, um dos pilares da corrida espacial. Coincidência?

A coincidência temporal entre a chegada desses cientistas, o estudo de novos materiais e a reorganização do aparato de defesa sugere um processo coordenado de integração tecnológica reversa.

A hipótese de que o progresso científico americano do pós-guerra foi acelerado pela recuperação de tecnologias não convencionais não pode ser comprovada conclusivamente com a documentação atualmente disponível. No entanto, a cronologia que conecta o incidente italiano de 1933, a figura de James Forrestal, os primeiros estudos sobre o nitinol e a chegada de cientistas de alto nível aos Estados Unidos sugere uma linha de investigação coerente que justifica uma pesquisa mais aprofundada.

FONTE: Fonte E OVNI HOJE