ROTANEWS176 28/03/2026 10:10
CONHEÇA O BUDISMO DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS
Conheça o princípio “boa influência” (zen-chishiki, em jap.) e inspire positivamente as pessoas ao redor.

Reprodução/Foto-RN176 Desenho de humano para ilustração da matéria
O principal propósito da prática do Budismo de Nichiren Daishonin é manifestar o estado de buda (máxima felicidade). O budismo ensina o princípio “bom amigo” ou “boa influência” (zen-chishiki, em jap.) — pessoa que ajuda outra a evidenciar o estado de buda, ensina sobre a prática da fé e a auxilia a extrair seu máximo potencial, conduzindo-a à plena felicidade.
Na Soka Gakkai, o laço de companheirismo que permite a relação humana de incentivos mútuos visando ao desenvolvimento de cada pessoa como verdadeiro ser humano de valor é um autêntico exemplo de “boa influência”. O buda Nichiren Daishonin ressalta a importância de um bom amigo:
Quando uma árvore é transplantada, ainda que soprem ventos fortes, ela não tombará se estiver sustentada por uma firme estaca. Porém, até uma árvore que cresceu no mesmo local de origem poderá tombar se suas raízes forem fracas. Uma pessoa, ainda que fraca, não tropeçará se aqueles que a apoiam forem fortes; ao passo que alguém de força considerável, se estiver sozinho, poderá tombar num caminho sinuoso.1
Daishonin conclui: Por isso, o melhor meio para atingir o estado de buda é encontrar um bom amigo.2
Amigos verdadeiros
A analogia apresentada por Nichiren Daishonin nesse trecho do escrito aplica-se perfeitamente à vida de um praticante budista. Mesmo uma pessoa fraca pode se tornar forte quando possui um bom amigo, um apoio que a estimule a vencer. Como membros da BSGI, temos a grande boa sorte de estarmos cercados por pessoas que nos encorajam e nos conduzem constantemente à prática nos momentos de dificuldade, tais como doença, acidentes ou outros sofrimentos da vida. Pode ser difícil manter a prática por si só, especialmente ao enfrentar adversidades. Por isso, uma boa influência que direcione a pessoa à recitação de daimoku é fundamental. Nesse sentido, devemos sempre valorizar os “bons amigos” que nos circundam e que nos incentivam a dar continuidade à prática da fé.
Bom mestre
O maior exemplo de zen-chishiki no budismo é ter um bom mestre. O presidente Ikeda incentiva os membros da SGI a desafiar e a vencer cada obstáculo com alegria e sabedoria, tornando-se assim uma pessoa de inestimável valor.
Um ser humano que possui apoio é forte; ele não é derrotado. Principalmente, se lutar com o apoio de um ‘bom amigo’ (zen-chishiki), pode sobrepujar quaisquer tempestades de provações e fazer desabrochar as flores da vitória e da felicidade. O ideograma que representa a palavra ‘incentivo’ significa ‘estender uma força de dez mil’ ao outro. O diálogo sincero é o mais desprovido de vaidade, capaz de unir mais fortemente o coração das pessoas e aprofundar e espalhar ainda mais as raízes da confiança.3
Sol de alegria e incentivos
Na sequência desta passagem do escrito citado:
No entanto, não há nada mais difícil do que encontrar um bom amigo. Por essa razão, o Buda comparou essa dificuldade à de uma tartaruga de um único olho que precisa encontrar um tronco flutuante com uma cavidade do tamanho exato para se encaixar, ou à de tentar descer uma linha do céu de Brahma até a terra, e aí passá-la através do orifício de uma agulha. Além disso, nesta última era maléfica, as más companhias são mais numerosas do que as partículas de pó que formam a terra, ao passo que os bons amigos são tão escassos quanto as partículas de pó que se pode juntar sobre uma unha.4
Ao contrário, um indivíduo que impede e desencoraja outro em sua busca da iluminação é chamado “mau amigo” ou “má influência” (aku-chishiki, em jap.). Um “mau amigo” é aquele que, intencionalmente ou não, dificulta ou impede nossa prática budista. Lutar contra “maus amigos” significa fazer do próprio coração um sol de alegria e incentivos. É manifestar um estado de buda que se alegra diante de qualquer dificuldade.
Está em nossas mãos
Somos nós que determinamos se um indivíduo é um bom ou um mau amigo, isto é, se ele encoraja ou impede nossa fé. Tomemos como exemplo alguém que nos critica e que faz de tudo para impedir nossa prática. Se nos sentimos desencorajados a ponto de abandonarmos a prática budista é porque permitimos que ele aja como mau amigo. Mas, se apesar de entristecidos transformarmos esses sentimentos em ímpeto para aprofundarmos ainda mais nossa fé no Gohonzon é porque enxergamos de todo o coração nessa pessoa um bom amigo.
Fontes:
Brasil Seikyo, ed. 2.290, 5 set. 2015, p. A8.
Idem, ed. 1.863, 14 out. 2006, p. A8.
Notas:
1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 625, 2020.
2. Ibidem.
3. Brasil Seikyo, ed. 2.168, 23 fev. 2013, p. A1.
4. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 625, 2020.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS









