ROTANEWS176 11/04/2026 09:15
ESPECIAL DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO
Nichiren Daishonin recitou Nam-myoho-renge-kyo pela primeira vez em 28 de abril de 1253, revelando a prática essencial para que todas as pessoas sejam verdadeiramente felizes.

Reprodução/Foto-RN176 Ilustração retrata o buda Nichiren Daishonin
O budismo surgiu na Índia há cerca de 2.500 anos com Shakyamuni que, preocupado com a felicidade das pessoas, desejou incessantemente descobrir o caminho para uma existência sem sofrimentos. Com essa busca, ele despertou para a verdade de que existe uma lei fundamental, a qual permeia o universo, inclusive a vida das pessoas.
No século 13, no Japão, Nichiren Daishonin, aos 12 anos, começou a estudar os principais ensinamentos budistas. Após muito empenho e dedicação, na idade adulta chegou à conclusão de que o Sutra do Lótus continha o ensinamento mais profundo do buda Shakyamuni. Ele havia despertado para a mais ampla lei da vida revelada no Sutra do Lótus. Essa Lei fundamental denomina-se Nam-myoho-renge-kyo e reside no interior da vida das pessoas.
Ao meio-dia de 28 de abril de 1253, Nichiren Daishonin recitou pela primeira vez em público Nam-myoho-renge-kyo, e assim deixou sua oração como um legado para a humanidade. Ele também expôs a um grupo de pessoas o Sutra do Lótus e revelou ser este o ensinamento supremo capaz de conduzir as pessoas à iluminação.
Sua declaração aconteceu no templo Seicho-ji, com a presença do seu mestre, Dozen-bo, e de outros sacerdotes. Daishonin afirmou nesse dia que o daimoku (recitação do Nam-myoho-renge-kyo) é a essência do Sutra do Lótus. Foi a partir dessa data que ele começou a propagar seus ensinamentos.
O presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI), Dr. Daisaku Ikeda, declara:
A revolução religiosa de Nichiren Daishonin reavivou os ideais do Sutra do Lótus, que, com base no objetivo da felicidade humana, ensina que todas as pessoas possuem a capacidade de transformar a própria vida.1
Nichiren Daishonin dedicou a vida a uma luta de compaixão e de juramento para propagar a Lei Mística, visando revelar o estado de buda das pessoas e eliminar a infelicidade da humanidade. Ao mesmo tempo, combateu durante toda a sua vida as funções malignas que tentavam obstruir a felicidade das pessoas comuns. Nesse processo, ele enfrentou grandes obstáculos e perseguições, empenhando-se para que seu ensinamento fosse transmitido às futuras gerações por meio de seus discípulos e de seus escritos, denominados Gosho.
Em seus escritos, Daishonin predisse que seus ensinamentos se expandiriam pelo mundo inteiro. Contudo, por um longo período de setecentos anos, o budismo ficou estagnado nos templos do Japão. Foi somente com o surgimento da Soka Gakkai (em 1930) e, principalmente, pela tenacidade de seus três primeiros presidentes — Tsunesaburo Makiguchi, Josei Toda e Daisaku Ikeda — que o budismo se espalhou por 192 países e territórios.
O poder do daimoku
“Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar Nam-myoho-renge-kyo.”2 Nichiren Daishonin inicia o escrito A Felicidade neste Mundo com essa frase encorajadora e que todos os membros da SGI põem em ação para a felicidade pessoal e a do próximo. São milhões de pessoas no mundo fazendo ecoar, nas 24 horas do dia, o som do daimoku, o poderoso som do universo.
Ikeda sensei reforça sobre a importância dessa prática:
Por isso, uma pessoa que vive com base no daimoku não encontra-rá impasses na vida. (…) O daimoku transforma a amargura em alegria, e a alegria num grande júbilo. Portanto, nos momentos de alegria ou de tristeza, nas horas boas ou más, aconteça o que acontecer, recite sempre daimoku. Este é o caminho direto para a felicidade.3
Todos nós, ao praticarmos o budismo e recitarmos daimoku diariamente, sintonizamos nossa vida com o ritmo natural do universo, polimos nosso caráter e ajustamos nossa vida para a rota da felicidade absoluta, ultrapassando dificuldades, rompendo limites e conquistando o impossível. O objetivo principal da prática budista é, portanto, fazer com que cada pessoa realize sua revolução humana, contribuindo também para que outros descubram seu mais elevado potencial inerente. Em termos práticos, significa buscar o aprimoramento do próprio coração, a mudança de atitudes, a maneira de pensar, para se tornar um ser humano melhor e compartilhar essa felicidade com as demais pessoas.
Em sua explanação do escrito O Aspecto Real do Gohonzon, o presidente Ikeda ressalta: “Daishonin orientou ‘Jamais busque este Gohonzon fora de si mesma. O Gohonzon existe apenas dentro do corpo de pessoas como nós, mortais comuns, que abraçam o Sutra do Lótus e recitam Nam-myoho-renge-kyo’”.4 E sensei também nos ensina:
O importante é orar Nam-myoho-renge-kyo, a Lei fundamental incorporada no Gohonzon (…). É dessa maneira que a Lei Mística inerente a nós se evidencia e abrimos a condição de vida de buda. Ao superarmos as adversidades tendo como base a Lei Mística, avançamos por toda a eternidade pela rota da felicidade que por nada será destruída, e assim adornamos nossa existência com a maior de todas as alegrias.5
Saiba mais
Veja infográficos com história ilustrada sobre a vida de Nichiren Daishonin.
Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.561, 24 abr. 2021, p. 6 e 7.
Notas:
1. Terceira Civilização, ed. 535, mar. 2013.
2. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 713, 2020.
3. IKEDA, Daisaku. Sabedoria para Criar a Felicidade e a Paz — Parte 1: A Felicidade. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024, p. 113-114.
4. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. II, p. 92, 2017.
5. Brasil Seikyo, ed. 2.438, 6 out. 2018, p. B2.
Ilustração: Copilot
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS









