Artemis 2 pousa na Terra após missão histórica na Lua

3-VÍDEOS: NAS ÍNTEGRA PARA VOCÊ ENTENDER CORRIDA ESPACIAL QUE COMEÇOU NO SÉCULO XX NA GUERRA FRIA (EUA X URSS)! –

ROTANEWS176 11/04/2026 15:06

Tripulação enfrentou temperaturas extremas em altíssima velocidade para reentrar na atmosfera, com ajuda de paraquedas. Foi a primeira missão tripulada desde 1972.

Reprodução/Foto-RN176 Em etapa crítica da Artemis 2, cápsula Onion pousou na costa da Califórnia, no oceano Pacífico, com enormes paraquedas© NASA/Handout/REUTERS

Os quatro astronautas que fizeram história ao alcançar a órbita da Lua pela primeira vez em mais de meio século retornaram à Terra nesta sexta-feira (10/04). A missão de dez dias orbitou o satélite natural – sem pousar – e se tornou a primeira viagem tripulada a atingir a órbita lunar desde 1972.

A cápsula Orion pousou no Pacífico às 21h07 (horário de Brasília), na costa de San Diego, cidade do estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

A aterrissagem contou com enormes paraquedas, antes que a Marinha dos EUA buscasse a tripulação e os levasse de volta à terra firme. O navio de resgate USS John P. Murtha aguardava a sua chegada, assim como um esquadrão de aviões militares e helicópteros.

Reprodução/Foto-RN176  Astronautas foram resgatados pela Marinha dos EUA após pouso no oceano, conforme planejado pela Nasa© NASA/Handout/REUTERS

Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a tripulação percorreu um total de 694.481 milhas, o equivalente a 117.659 quilômetros. A aproximação à Lua levou os astronautas mais longe do que qualquer ser humano jamais havia chegado, superando o recorde de distância anterior estabelecido pela Apollo 13 em 1970.

“Os Estados Unidos voltaram a enviar astronautas à Lua e a trazê-los de volta em segurança”, afirmou Jared Isaacman, administrador da Nasa, sobre a missão.

Reprodução/Foto-RN176  Fãs se reuniram para assistir ao pouso da Artemis 2 no Museu de Ar e Espaço de San Diego, na Califórnia© Grace Hie Yoon/Anadolu/picture alliance

Por sua vez, o presidente Donald Trump parabenizou a tripulação, que deverá visitar em breve a Casa Branca. Ele antecipou que o seu governo continuará impulsionando a exploração espacial. “Faremos de novo e, depois, próximo passo, Marte”, disse o republicano.

Mais de 30 vezes a velocidade do som

O pouso exigiu uma manobra tão crítica quanto o lançamento. A previsão era de uma queda a velocidade 45 vezes maior do que a de um avião, com temperaturas a quase metade das da superfície do Sol.

Reprodução/Foto-RN176  Astronautas Victor Glover e Christina Koch foram a primeira pessoa negra e a primeira mulher a visitarem a Lua© Bill Ingalls/NASA/Anadolu/picture alliance

A bordo da cápsula Orion, Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen não apenas sentiram o peso deles multiplicado por quatro durante a queda, mas também enfrentaram temperaturas extremas de de cerca de 2.700 °C, depositando sua segurança no escudo térmico da nave, outro dos testes decisivos da missão Artemis 2.

“Pilotar uma bola de fogo pela atmosfera é algo extremamente profundo”, disse Glover em vídeo antes da operação de reentrada. No momento em que atingissem a atmosfera, eles viajariam a 32 vezes a velocidade do som, um feito inédito desde as missões Apollo da Nasa às Luas nas décadas de 1960 e 1970.

A cápsula Onion é totalmente autônoma, não exigindo controle manual dos astronautas, exceto em caso de emergência.

Manobra de “alto risco”

O engenheiro espanhol Carlos García-Galán, responsável pelo programa Moon Base da Nasa, explicou que o lançamento e a decolagem são as manobras de maior risco.

Ele destacou que o retorno permite atingir a velocidade necessária para testar o escudo térmico que protege os astronautas das “temperaturas extremamente altas geradas pelo atrito com a atmosfera ao entrar na Terra”.

“Só podemos alcançar esta velocidade se formos em direção à Lua”, acrescentou ele à agência EFE.

Durante um voo de teste, ocorreram problemas com o escudo térmico. Em consequência, a Nasa optou por uma rota diferente para a reentrada na atmosfera.

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, chegou a afirmar que não ficaria tranquilo até que os quatro tripulantes retornem para suas famílias.

“Vou ser honesto e dizer que, na verdade, venho pensando na reentrada desde 3 de abril de 2023, quando nos designaram essa missão”, disse à imprensa Rick Henfling, diretor de Voo para o Retorno da Artemis.

RN176 Da direita para esquerda Astronauta, Reid Wiseman Comandante da missão da Artemis II, Astronauta Jeremy Hansen especialista de missão na missão Artemis II da NASA, Astronauta Victor J. Glover Piloto da Artemis II e a Astronauta Christina Koch Especialista da Missão Artemis II eles usaram óculos especiais para observar o eclipse solar© NASA/Planet Pix/ZUMA/picture alliance

Recorde de distância da Terra

Depois de decolar da Flórida em 1º de abril, os astronautas acumularam uma conquista após a outra ao conduzirem com destreza o tão esperado retorno lunar da Nasa, o primeiro grande passo para o estabelecimento de uma base lunar sustentável.

Na cena mais comovente da missão, os astronautas, com lágrimas nos olhos, pediram permissão para batizar duas crateras com os nomes da nave lunar e da falecida esposa de Wiseman, Carroll.

Durante a aproximação recorde, eles documentaram cenas do lado oculto da Lua e apreciaram um eclipse solar total, uma cortesia do cosmos graças à data de lançamento. O eclipse, em particular, “simplesmente nos deixou boquiabertos”, disse Glover.

Problemas a bordo

No entanto, a viagem não ocorreu sem problemas técnicos. Tanto o sistema de água potável quanto o de propulsão da cápsula enfrentaram percalços com as válvulas. O contratempo mais notável foi no banheiro, o que impediu a tripulação de usá-lo durante a maior parte da viagem, forçando os astronautas a recorrer a sacolas plásticas e funis.

Reprodução/Foto-RN176  Missão Artemis 2 testou a Cápsula Onion da Nasa© NASA/Handout/AFP

Mas isso não preocupou os astronautas. “Não podemos explorar mais a fundo a menos que façamos algumas coisas que sejam inconvenientes”, disse Koch, “a menos que façamos alguns sacrifícios, a menos que assumamos alguns riscos, e tudo isso vale a pena.”

Em 2027, a missão Artemis 3 prevê a acoplagem da cápsula a um ou dois módulos de pouso lunar em órbita ao redor da Terra. Já a Artemis 4 tentará pousar uma tripulação de dois astronautas perto do polo sul da Lua em 2028. fcl/ht (AP, EFE, AFP, Lusa)

RN176; Assistam a 3 vídeos para entender essas viagens à Lua dos EUA na liderança e uma instalação de uma estação lunar na própria Lua. O primeiro vídeo da Universe é a criação do Programa Apollo, o segundo vídeo Além da Matéria e fotos do lado oculto da Lua jamais vistos durante essa Corrida espacial no século XX na Guerra Fria, entre a União Soviética e os Estados Unidos do Projeto como Todo, e o terceiro e último vídeo USA TODAY é a reentrada da Artemis II na atmosfera terrestre como se fosse um meteoro (bolo de fogo por causa da sua velocidade).

A cápsula Orion da missão Artemis II reentrou na atmosfera terrestre a uma velocidade extrema, superior a 38.000 km/h (algumas fontes indicam até 40.000 km/h). Esse retorno ocorreu a aproximadamente 30 vezes a velocidade do som. Essa alta velocidade foi essencial para a “aerofrenagem” (usar a atmosfera para reduzir a velocidade) antes da abertura dos paraquedas, gerando temperaturas superiores a 2.700°C no escudo térmico. O contexto da reentrada da cápsula e a entrada da Orion foram na costa da Califórnia, no Oceano Pacífico, depois de 10 dias no espaço com o objetivo de circular em torno da Lua. Deixe as suas conclusões desse projeto estadunidense no mundo de um futuro contemporâneo!

FONTES: DW BRASIL, AP, EFE, AFP, LUSA, UNIVERSE, ALÉM DA MATERIA, USA TODAY E RN176