Força Aérea Americana reativa bombardeiro Apocalypse II que estava parado no deserto com pintura “bala de prata”

ROTANEWS176 08/05/2026 09:41

Por Mateus Alves

RN176 Apocalypse II decolando em voo de teste Divulgação – USAF

Um bombardeiro supersônico Rockwell B-1B Lancer da Força Aérea Americana voltou a voar após passar quase dois anos em um extenso processo de regeneração e manutenção pesada conduzido pelo Complexo Logístico Aéreo de Oklahoma City, na Base Aérea de Tinker, em Oklahoma.

A aeronave decolou da unidade em 22 de abril, encerrando um trabalho intensivo para restaurar sua capacidade operacional depois de permanecer armazenada no chamado “cemitério de aeronaves” da Base Aérea de Davis-Monthan, no Arizona. O avião havia sido colocado em armazenamento do tipo 2000 em 2021 junto ao 309º Grupo de Manutenção e Regeneração Aeroespacial, e teve sua pintura retirada por completo, deixando apenas o alumínio original da aeronave, que foi apelidada de “bala de prata”.

RN176 Apocalypse II no hangar Divulgação – USAF

O esforço envolveu mais de 200 militares e funcionários civis do 567º Esquadrão de Manutenção de Aeronaves, que trabalharam em turnos prolongados para realizar revisões completas de sistemas, reparos estruturais e a substituição de mais de 500 componentes.

Pilotos do 10º Esquadrão de Testes em Voo de Tinker conduziram voos de verificação sobre o estado de Oklahoma com a aeronave em configuração metálica sem pintura, realizando inspeções funcionais para validar sistemas e desempenho. Após a aprovação nos testes e a certificação como totalmente apta para missão, o bombardeiro seguiu para a etapa final do processo: a pintura. Na instalação de pintura, três equipes se revezaram continuamente para preparar a aeronave para a entrega final, incluindo o desenho especial do seu nome de batismo: Apocalypse II.

RN176 Apocalypse II de volta do teste Divulgação – USAF

O programa de regeneração ocorre em meio aos esforços da Força Aérea americana para modernizar sua frota de bombardeiros, ao mesmo tempo em que mantém plataformas consideradas essenciais para operações atuais. A iniciativa também reforça a importância da manutenção de depósito na ampliação da vida útil das aeronaves militares.

Após a conclusão do processo, o B-1B retornou à Base Aérea de Dyess, no Texas, onde voltou a integrar a frota operacional com um novo nome e uma nova arte no nariz da aeronave, marcando oficialmente sua restauração.

FONTES: AEROIN E RN176