ROTANEWS176 18/06/2026 01:55
Por Anne Evelin

Reprodução/Foto-RN176 Em aparição rara, segundo maior animal do mundo é avistado pela primeira vez no ano no litoral de São Paulo
Uma visitante incomum chamou a atenção no litoral norte de São Paulo neste mês: uma baleia-fin (Balaenoptera physalus), segunda maior espécie de baleia do planeta, foi avistada em Ilhabela no último domingo (14), segundo relatos de veículos locais.
Foi o primeiro registro dessa espécie em 2026, feito pelo capitão da embarcação Ximanguinho, que realiza expedições de observação de baleias entre Ilhabela e o canal de São Sebastião, onde o indivíduo foi avistado.
O canal separa o município de São Sebastião de Ilhabela, com 30 km de extensão e profundidade máxima de 42 metros.
A baleia-fin, segundo maior mamífero do mundo (atrás da baleia-azul), pode atingir entre 18 e 27 metros de comprimento e pesar até 80 toneladas.
Com coloração assimétrica (mandíbula direita branca e mandíbula esquerda preta), ela tem corpo alongado e é extremamente rápida: nada a velocidades próximas de 35 a 40 km/h.

RN176 A maior espécie de baleia do planeta
Embora sejam mais associadas a águas frias e temperadas, as baleias-fin têm distribuição cosmopolita e ocorrem em praticamente todos os oceanos.
No Atlântico Sul ocidental, no entanto, os registros costumam ser relativamente raros, especialmente no Sudeste do Brasil.
Há mais ocorrências entre o Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, embora esparsas.
A presença do animal em Ilhabela pode estar ligada a uma combinação de fatores ecológicos, como as correntes frias sazonais, que levam a espécie a alterar suas rotas migratórias, ou a maior disponibilidade de alimento na costa de Ilhabela, marcada pela ressurgência costeira (quando águas profundas, frias e ricas em nutrientes são deslocadas para a superfície do oceano).
No século passado, as baleias-fin eram extremamente ameaçadas pela caça comercial, que reduziu a população mundial da espécie em centenas de milhares de indivíduos, até que se instituiu uma moratória internacional à prática por parte da International Whaling Commission, organização intergovernamental criada em 1946 para regulamentar a caça e a conservação das baleias em escala global.
A espécie é classificada, hoje, como vulnerável globalmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A temporada de observação de baleias em Ilhabela costuma ir do fim de maio até o mês de agosto, período em que as baleias-jubarte, mais comuns na região, visitam a costa paulista.

RN176 Ela tem aparição raríssima
O primeiro registro das jubartes também foi feito, em 2026, em Ilhabela, arquipélago a cerca de 212 km da capital, banhado pelo Atlântico e muito importante para os ecossistemas de conservação do litoral paulista.
Nos últimos anos, pesquisadores têm observado aumento de registros de cetáceos no Atlântico Sul ocidental.
Os cetáceos de grande porte, que ocupam o topo das cadeias tróficas marinhas, funcionam como indicadores da saúde dos oceanos, especialmente quando aparecem em áreas costeiras.
FONTE: REVISTA FÓRUM E RN176










