ROTANEWS176 01/07/2026 21:37
Por Adriana Victorino
O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou nesta quarta-feira, 1º, a gangue equatoriana Chone Killer como uma Organização Terrorista Estrangeira. O grupo também entrou para a lista de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT).
“O governo Trump, em colaboração com o Equador e o presidente Daniel Noboa, continuará protegendo nosso hemisfério, mantendo as drogas ilícitas fora de nossas ruas e desmantelando as fontes de renda que financiam os narcoterroristas violentos”, informou o Departamento de Estado em comunicado.
A medida é a mesma aplicada às facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), designadas como terroristas no início de junho. A decisão autoriza, sem aviso prévio, o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA.
“Designo a gangue equatoriana Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira e Terrorista Global Especialmente Designado. As gangues equatorianas ajudam os cartéis mexicanos a transportar e exportar drogas ilícitas para financiar o terrorismo e atividades criminosas. Os Chone Killers atacaram civis, agentes da lei e autoridades governamentais, incluindo assassinatos de alto perfil de autoridades públicas”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, em publicação no X.

Reprodução/Foto-RN176 O presidente dos EUA, Donald Trump Foto: Saul Loeb/AFP
Ataques a embarcações
A designação, de acordo com a interpretação jurídica do governo Trump, dá carta branca para atacar esses grupos ou seus líderes, onde quer que estejam. No ano passado, Washington atacou embarcações de supostos traficantes no Caribe e, posteriormente, no Pacífico, deixando pelo menos 215 mortos, segundo um levantamento da AFP.
Organizações de defesa dos direitos humanos e jurídicas denunciaram esses ataques com mísseis, que geralmente não deixam sobreviventes, como uma violação flagrante do direito internacional.
No último dia 12 de junho, o Pentágono atacou o esconderijo do líder da gangue criminosa venezuelana “Tren de Aragua”, Niño Guerrero, que morreu na operação. O ataque contou com a colaboração do governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, com o qual os laços se estreitaram enormemente após a operação de captura e retirada de Nicolás Maduro do país.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, é um dos aliados fiéis de Trump na região e já visitou os Estados Unidos em várias ocasiões para coordenar a luta contra o crime organizado.
As tropas estrangeiras que participarem da luta contra o crime organizado no Equador terão imunidade, de acordo com um decreto emitido por Noboa há 12 dias. Pelo território equatoriano transita 70% da cocaína proveniente de seus vizinhos, a Colômbia e o Peru, principais produtores mundiais dessa droga.
O tráfico de drogas transformou o país em um dos mais violentos da América Latina, com 51 homicídios a cada 100 mil habitantes, segundo a Insight Crime. / COM INFORMAÇÕES DA AFP
FONTE: AFP










