Flávio Bolsonaro diz que “Brasil não aguenta mais 4 anos de PT”

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2026

ROTANEWS176 22/08/2026 19:08

Durante o discurso, Flávio afirmou que o Brasil vive uma escalada da violência e associou o cenário à gestão do atual governo

Reprodução/Foto-RN176  Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar o PCC, o Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas – (crédito: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Em agenda de campanha no Rio de Janeiro neste sábado (22/8), o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal (PL), afirmou que pretende adotar medidas de endurecimento no combate ao crime organizado. Ele também apresentou a candidatura ao governo do Estado de Douglas Ruas como parte de um projeto de oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Durante o discurso, Flávio afirmou que o Brasil vive uma escalada da violência e associou o cenário à gestão do atual governo. Segundo ele, “o Brasil não aguenta mais 4 anos de PT”. O candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que seus adversários estariam ligados aos “palácios”, enquanto sua candidatura representaria “as ruas”.

Ao defender Douglas Ruas para o governo do Rio, Flávio disse que o candidato é uma das pessoas “mais preparadas” para comandar o Estado. Ele também contou que conversou com Jair Bolsonaro sobre a possibilidade de lançar Ruas como candidato durante uma manifestação em Copacabana, em 7 de setembro do ano passado.

Segundo Flávio, Bolsonaro teria respondido favoravelmente à ideia: “Bora de Douglas”. O candidato afirmou ainda que Ruas teria capacidade de circular por diferentes regiões e levar para o Palácio Guanabara as demandas da população.

Segurança pública

A segurança pública foi o principal eixo do discurso. Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende classificar o PCC, o Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Também defendeu o endurecimento das punições para criminosos.

“Esses caras vão mofar na cadeia ou vão ser neutralizados pela nossa polícia se enfrentarem”, declarou. Em outro trecho, afirmou que “ladrão de celular vai começar com 8 anos de cadeia” e defendeu que condenados trabalhem para custear a própria permanência no sistema prisional e indenizar as vítimas.

Flávio também prometeu medidas específicas contra crimes sexuais. Disse que pretende aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças e afirmou que sua eventual gestão adotaria mecanismos tecnológicos para ampliar a proteção das mulheres.

O candidato ainda declarou que pretende enfrentar organizações criminosas classificadas por ele como “narcoterroristas”. “A partir de janeiro do ano que vem nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, afirmou.

Educação e emprego

Além da segurança, Flávio apresentou propostas nas áreas de educação, qualificação profissional e empreendedorismo. Segundo ele, programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, seriam mantidos, mas deveriam representar apenas o primeiro passo da atuação do Estado. “Nós vamos garantir o Bolsa Família, vamos garantir a aposentadoria, mas nós vamos melhorar a sua vida”, afirmou.

Entre as propostas citadas, está a oferta de qualificação profissional para jovens e a ampliação do ensino técnico. Flávio defendeu a aproximação entre escolas e empresas, com o objetivo de formar estudantes já direcionados ao mercado de trabalho.

O candidato também anunciou a intenção de criar o programa “Minha Primeira Empresa”, voltado ao empreendedorismo. Segundo ele, a proposta seria permitir que jovens saíssem da formação com condições tanto para ingressar em empregos com melhores salários quanto para abrir o próprio negócio.

Críticas ao governo Lula

Flávio construiu parte do discurso em contraste direto com Lula. Ao questionar o público sobre o futuro do Rio de Janeiro com a permanência do atual governo, afirmou que o Estado estaria pior em áreas como segurança e combate ao crime organizado. “Com Lula e paz vocês acham que vocês vão estar mais seguras ou não com a sua bolsa nas ruas, num ponto de ônibus?”, questionou.

O candidato também criticou as condições de segurança enfrentadas pela população e citou o uso de drones com explosivos por criminosos. Segundo ele, crianças estariam sendo treinadas pelo tráfico para operar esses equipamentos.

Flávio comparou essa realidade com a infância que teve no Rio de Janeiro. “Na minha época de criança eu soltava a pipa ali no Pavão Mendonça. Hoje as crianças estão sendo ensinadas a subir drone com bomba para atacar na cabeça dos outros”, afirmou.

Durante o discurso, Flávio também mencionou as ameaças que afirma ter recebido durante a campanha. Disse que já recebeu mais de 2 mil ameaças de morte e que precisa fazer campanha sob esquema de segurança, com carro blindado e colete à prova de balas. “Não pensem que é fácil ter que fazer campanha cheio de segurança, com carro blindado, usando colete à prova de balas”, afirmou.

Segundo o candidato, apesar das ameaças, pretende continuar a campanha “com fé e coragem”. “Eu não vou baixar a cabeça para bandido”, declarou. Ao encerrar esse trecho do discurso, Flávio afirmou que seu objetivo é “devolver as ruas pro povo brasileiro” e criticou o medo enfrentado por pessoas que circulam pelas cidades. “Ou nós vencemos o PT ou o PT vai acabar com o nosso Brasil”, afirmou.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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