A previsão científica que estabelece o “fim do mundo” em 13 de novembro de 2026
ROTANEWS176 26/08/2026 21:53
Em novembro de 1960, um estudo provocativo publicado na revista Science pelo físico austríaco Heinz von Foerster e sua equipe da Universidade de Illinois estabeleceu uma data exata para o apocalipse demográfico: sexta-feira, 13 de novembro de 2026.

Reprodução/Foto-RN176 Crédito da imagem ilustrativa: n3m3/leonardo.ai
Longe de recorrer a profecias místicas ou desastres astronômicos, os pesquisadores basearam seu cálculo em uma análise estatística meticulosa da evolução populacional ao longo dos últimos dois milênios.
Ao contrário dos modelos exponenciais tradicionais, o cálculo de von Foerster propôs um crescimento hiperbólico. A hipótese defendia que a capacidade da humanidade para cooperação e comunicação acelerava continuamente a taxa de crescimento populacional.
Partindo dessa premissa, o tempo necessário para dobrar a população tornou-se cada vez menor. Projetando essa tendência, a equação atingiu um ponto de infinito matemático precisamente na data especificada, um marco que o físico intencionalmente definiu para coincidir com seu aniversário.
Foi nesse contexto que os autores imortalizaram uma das frases mais perturbadoras do relatório sobre o colapso devido ao espaço físico:
“Nossos tataranetos não morrerão de fome, morrerão amontoados.”

Reprodução/Foto-RN176 Crédito: Heinz von Foerster et al., Ciência, 1960.
Apesar do impacto da afirmação, as limitações do modelo tornaram-se evidentes quase imediatamente. Ao inverter a fórmula, determinou-se que o primeiro ser humano deve ter habitado a Terra há cerca de 200 bilhões de anos, um número insustentável que excede em muito a idade do próprio universo.
Por essa razão, a comunidade científica rejeitou a projeção como um cenário literal e a relegou a um mero exercício de provocação teórica. No entanto, a proximidade do prazo final trouxe o cálculo controverso de volta ao centro do debate público.
A reviravolta inesperada
Pouco antes do prazo estabelecido naquele experimento, a realidade global apresentou um cenário diametralmente oposto. Durante a década de 1960, a atenção pública permaneceu obcecada com os riscos da superpopulação, alimentada por obras influentes como “A Bomba Populacional“, de Paul Ehrlich, que previa fomes e guerras inevitáveis.
No entanto, a história tomou um rumo diferente. A taxa de crescimento anual atingiu o pico de 2,2% em 1963 e, desde então, caiu drasticamente para 0,84%. Hoje, a taxa média de fertilidade nos países da OCDE é de 1,46 filhos por mulher, significativamente inferior aos 2,1 necessários para garantir a reposição populacional entre gerações.

Reprodução/Foto-RN176 Heinz von Foerster. Crédito: Universidade Ilionis.
Como resultado dessa tendência, países como China, Japão, Itália e Alemanha já enfrentam um envelhecimento populacional acelerado e uma perda líquida de população. O medo da superlotação deu lugar a uma preocupação muito mais concreta: o espectro do despovoamento.
Estudos recentes indicam que esse fenômeno não se deve ao desinteresse individual, mas sim a barreiras estruturais específicas. Quase 20% das pessoas entrevistadas globalmente admitem ter menos filhos do que gostariam devido à insegurança no emprego, à dificuldade de acesso à moradia e à incerteza em relação às mudanças climáticas.
O paradoxo de 2026 é tão claro quanto revelador. O verdadeiro risco não é a falta de espaço físico prevista na década de 1960, mas a consolidação de um ambiente socioeconômico tão hostil que ter filhos se tornou um objetivo quase inatingível.
FONTES: Fonte-MP OVNIHOJE E RN176



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