A vitória do discípulo é a vitória do mestre

ROTANEWS176 11/10/2025 10:35

INCENTIVO DO LÍDER 

Reprodução/Foto-RN176 Desenho ilustrativo da matéria

No dia 2 de outubro de 1960, seis meses após assumir a presidência da Soka Gakkai, Daisaku Ikeda iniciou sua primeira visita ao exterior, marcando a data que hoje celebramos como Dia da Paz Mundial. A jornada de Ikeda sensei o levou pelas cidades de Honolulu, São Francisco, Seattle, Chicago, Nova York, Washington, Los Angeles e Toronto. Chegou às terras brasileiras em 19 de outubro, ocasião que ficou eternizada como Dia da Fundação da BSGI. No dia seguinte, foi criado o primeiro distrito da organização e o primeiro fora do Japão, o Distrito Brasil.

Mesmo febril e com a saúde debilitada, Ikeda sensei veio ao Brasil, concretizando o sonho do seu mestre, Josei Toda, de expandir o budismo e promover a felicidade individual e a paz no mundo. A dedicação do presidente Ikeda à BSGI foi imensa, visitando o país mais três vezes, ou seja, construindo a organização com a própria vida.

Inspirada pelo Mestre, que se formou na “Universidade Toda”,1 iniciei minha faculdade de direito aos 32 anos, já casada e com três filhos. A falta de recursos financeiros na juventude havia adiado esse sonho. Houve momentos de desânimo, mas as palavras de Ikeda sensei, que sempre incentivou o estudo e a leitura, me impulsionaram a persistir. Diante de dificuldades financeiras, de saúde e familiares, suas orientações me confortavam e me davam a força para continuar.

Lembro-me do juramento do presidente Ikeda ao seu mestre:

Eu queria vencer. Tinha de vencer. Relatar a vitória a meu mestre era minha suprema missão como discípulo; era também a comprovação do conceito da unicidade de mestre e discípulo.2

Essa frase se tornou também minha comprovação, pois sei que a maior alegria do presidente Ikeda é nos ver vitoriosos na vida.

Em 2005, ao apresentar meu trabalho de conclusão de curso (TCC), dediquei-o a Ikeda sensei, citando a declaração proferida na Convenção Cultural dos Jovens da BSGI, conhecida como “Convenção da Chuva”, em 1999: “Se a posteridade há de julgar meu mestre, por minha qualidade será julgado o supremo líder do mundo!”.3

Com esse compromisso, meu TCC não poderia ter nota menor que 10, e assim foi: obtive a única nota 10 da turma de formandos de 2005.

Naquele momento, compreendi o verdadeiro significado da “unicidade de mestre e discípulo” (shitei funi): para transmitir a grandeza do Mestre por meio da minha atuação e qualidade, eu precisava ser um grandioso ser humano, uma pessoa de valor e de firme caráter. Ter firme caráter é fazer o que é certo e necessário, mesmo sem vontade ou quando ninguém está vendo.

A relação de mestre e discípulo não se define pela proximidade física, mas pela unicidade de propósito, pelos laços de coração a coração, que nos impulsionam a abraçar nossa missão e a nos esforçar incessantemente para concretizar os sonhos do Mestre, em outras palavras, ser feliz e fazer os outros felizes.

Marina Satie Yokoo de Azevedo

Coordenadora da Divisão Feminina de Coordenadoria

Notas:

1. A fim de apoiar seu mestre, Josei Toda, nos trabalhos das empresas dele, Daisaku Ikeda interrompeu os estudos noturnos. Porém, o presidente Josei Toda compensou-lhe dando aulas particulares intensivas sobre ampla variedade de assuntos, o que Ikeda sensei mais tarde chamou de “Universidade Toda”.

2. Terceira Civilização, ed. 402, fev. 2002, p. 9.

3. Brasil Seikyo, ed. 1.818, 5 nov. 2005, p. A2.

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS