ROTANEWS176 24/07/2025 10:30
Por Carlos Ferreira

Reprodução/Foto-RN176 aeronaves A330-900neo Ricardo Morgan
A Azul Linhas Aéreas anunciou a desativação definitiva de duas aeronaves A330-900neo, que foram incorporadas à sua frota no ano passado, provenientes da Ásia. Esses aviões operaram principalmente em rotas de longo curso, realizando voos para destinos nos Estados Unidos a partir dos aeroportos de Viracopos, Confins e Recife.
No total, as aeronaves realizaram 689 voos de e para Orlando e Fort Lauderdale, com o último voo registrado em maio. Ao longo deste período, no entanto, houve polêmica em torno da configuração dos jatos.
Os A330-900neo foram fundamentais para suprir a baixa oferta de aeronaves e a indisponibilidade de motores, um reflexo da crise global que impactou a cadeia de suprimentos do setor aéreo.
A inclusão desses widebodies na frota da Azul ajudou a reforçar a operação internacional da companhia, que investiu na aquisição de novos A330 de diferentes companhias aéreas. No entanto, as configurações internas das aeronaves desativadas não estavam alinhadas ao padrão de conforto e excelência que a Azul se compromete a oferecer aos seus clientes. Com essa decisão, a empresa prioriza o feedback recebido dos passageiros.
A desativação das duas aeronaves não impactará a oferta atual de voos da Azul, uma vez que elas já estavam fora de operação. A companhia continua focada na expansão de sua malha internacional, atualmente operando para doze destinos internacionais, incluindo operações regulares e sazonais na América do Sul, Estados Unidos e Europa.
Em junho, a Azul também iniciou operações inéditas ligando Campinas e Recife a Madri, na Espanha, além de uma nova rota conectando a capital pernambucana a Porto, em Portugal.
Para a alta temporada de julho, a Azul reportou um aumento de cerca de 70% no número de voos internacionais em comparação ao ano anterior, oferecendo mais de 200 mil assentos em chegadas e partidas.
Avião apertado
Inicialmente, a empresa recorreu a duas aeronaves usadas, ainda que bastante novas, para cumprir voos para a Flórida na alta temporada do verão americano, porque ficou com uma lacuna na sua frota de longo curso com a saída dos jatos Airbus A350-900.
Estes aviões, que antes voavam na low-cost AirAsiaX, vieram, entretanto, em uma configuração de interior muito diferente da utilizada pela Azul, sem classe executiva e sem entretenimento de bordo, causando críticas por muitos dos passageiros.
Diante disso, John Rodgerson, CEO da Azul, havia afirmado que a configuração não seria mais vista nos voos da companhia a partir de agosto. E depois, mais detalhes foram revelados por Jason Ward, parceiro de John na cúpula da Azul e hoje Vice-presidente de Pessoas e Clientes.
FONTE: AEROIN










