Cadela continua esperando na entrada de casa dez meses após perder tutor: o que explica esse comportamento?

ROTANEWS176 10/10/2026 17:07

Por Alessandra Baroni

Sadie reconhecia a chegada do tutor pelo som do caminhão e manteve o hábito de esperá-lo, levantando questões sobre como cães lidam com a perda de pessoas próximas

Reprodução/Foto-RN176 Sadie mantém o hábito de observar o caminho por onde seu tutor costumava chegar, mesmo dez meses após a perda.  • Reprodução: Instagram/@alexcooperfrankford

Há dez meses, a cadela Sadie continua repetindo um hábito que antes terminava com a chegada de seu tutor. Todas as manhãs, ela procura um lugar no quintal de casa, nos Estados Unidos, de onde consegue observar a estrada por onde o homem costumava voltar. Mesmo após a morte dele, a cadela mantém a rotina de espera, despertando curiosidade sobre como os cães reagem à ausência de pessoas com quem desenvolveram vínculos afetivos.

A história foi compartilhada por Sarah, viúva do tutor, em um vídeo divulgado pelo GeoBeats Animals. O caso também levanta uma questão sobre a relação entre humanos e animais de estimação. Os cães compreendem a morte de seus tutores ou continuam repetindo hábitos associados à convivência com eles?

Sadie mantém hábito mesmo após perder tutor

O marido de Sarah trabalhava como inspetor de minas quando encontrou Sadie abandonada perto do portão de uma das instalações que visitava. A cadela demonstrava medo de outras pessoas, mas se aproximava dele. Após alguns encontros, o homem decidiu levá-la para casa, onde os dois desenvolveram uma relação próxima.

Com o tempo, Sadie passou a aguardá-lo na entrada da propriedade todas as tardes. Segundo Sarah, a cadela reconhecia o som do caminhão do tutor antes mesmo de avistá-lo.

Após a morte do tutor em dezembro de 2025, Sadie manteve o hábito de observar a estrada todas as manhãs. Em relato ao GeoBeats Animals, Sarah contou que, nos dias de chuva ou frio, a cadela acompanha o movimento pelo quarto do filho, de onde consegue enxergar o mesmo caminho.

Na tentativa de confortá-la, a família espalhou roupas do tutor pela casa para manter seu cheiro familiar, mas a iniciativa não mudou o comportamento. Segundo Sarah, Sadie não costuma procurá-lo pelos cômodos da residência, embora continue atenta à estrada por onde ele chegava.

Embora a família associe o comportamento à espera pelo tutor, não é possível afirmar que a cadela compreenda a morte ou esteja conscientemente aguardando seu retorno. A permanência do hábito também pode estar relacionada à memória, à rotina e às experiências construídas durante a convivência.

FONTE: CNN BRASIL

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