ROTANEWS176 25/01/2026 02:12
Por Iris V Boas
A China superou a Rússia em número de submarinos movidos a energia nuclear e passou a ocupar a segunda posição global nesse segmento estratégico, aproximando-se dos Estados Unidos e alterando o equilíbrio da dissuasão submarina no Indo-Pacífico.

Reprodução/Foto-RN176 Submarino nuclear chinês Tipo 094. Foto: Wikimedia
A informação foi divulgada pela publicação especializada Defense Security Asia.
De acordo com o levantamento, a Marinha do Exército Popular de Libertação (PLAN) conta atualmente com cerca de 32 submarinos nucleares ativos, enquanto a frota russa possui entre 25 e 28 unidades em serviço. Os Estados Unidos permanecem como líder absoluto, com aproximadamente 71 submarinos nucleares em operação até o fim de 2025.
Frota chinesa em expansão

Reprodução/Foto-RN176 Submarino chinês navega em direção à área designada durante um exercício de treinamento marítimo no início de dezembro de 2025. Foto: China Military Online
No início de 2026, a marinha chinesa opera submarinos de ataque nuclear multiuso das classes Tipo 093 e Tipo 093A, projetados para missões antissubmarino e antissuperfície por meio de torpedos e mísseis. Uma evolução relevante é o Projeto Tipo 093B, que incorpora 24 células verticais de lançamento para mísseis antinavio YJ-12 ou YJ-18, além de seis tubos de torpedo de 533 mm na proa.
No componente estratégico, a PLAN dispõe de ao menos nove submarinos lançadores de mísseis balísticos das classes Tipo 094 e Tipo 094A, armados com mísseis balísticos lançados por submarinos JL-2 e JL-3. Próxima geração e indústria naval
A China também avança em dois projetos de nova geração. O casco de um submarino de ataque Tipo 095 encontra-se nos estágios iniciais de montagem, enquanto o primeiro submarino estratégico do projeto Tipo 096 já está em construção. Esses programas reforçam a capacidade industrial naval chinesa e sinalizam continuidade na expansão qualitativa e quantitativa da frota.
Rússia cai para terceiro, mas sem colapso de capacidade

Reprodução/Foto-RN176 Submarino nuclear russo “Arkhanguelsk” no Mar de Barents. Telegram @mod_russia
Segundo a análise, a queda da Rússia para a terceira posição não decorre de perda súbita de potencial, mas do efeito cumulativo de estagnação industrial, restrições orçamentárias e prioridades estratégicas concorrentes, fatores que limitaram a renovação da frota e a prontidão operacional.
FONTE: PORTAL TERRA










