Com um peso de 770 quilos, o maior tubarão branco do Atlântico está se dirigindo para uma área turística
ROTANEWS176 04/08/2026 08:10
Por Emanoel Freires dos Santos

Reprodução/Foto-RN176 O transmissor só consegue enviar uma localização completa quando a nadadeira dorsal permanece fora da água por tempo suficiente para se comunicar com os satélites.© Imagem gerada por IA
Contender, um tubarão-branco adulto com 4,2 metros de comprimento e peso estimado entre 750 e 770 quilos, voltou a emitir um sinal de seu transmissor em julho de 2026. A localização exata não foi confirmada, mas seu padrão migratório indica um deslocamento para o norte, possivelmente em direção às praias de Cape Cod, nos Estados Unidos.
Quem é Contender e por que seu tamanho chama tanta atenção?
Contender é o maior macho da espécie já marcado, examinado e liberado pelo programa científico responsável pelo acompanhamento de tubarões-brancos no Atlântico Norte ocidental. Ele foi identificado em 17 de janeiro de 2025, a aproximadamente 72 quilômetros da costa entre a Flórida e a Geórgia.
O animal recebeu um transmissor preso à nadadeira dorsal, além de passar pela coleta de amostras biológicas. O rastreamento do tubarão Contender permite acompanhar parte de seus deslocamentos e estudar áreas importantes para alimentação, reprodução e permanência sazonal.
- Comprimento aproximado de 4,2 metros;
- Peso oficial estimado em cerca de 750 quilos;
- Macho adulto da espécie Carcharodon carcharias;
- Transmissor preparado para funcionar por aproximadamente cinco anos;
- Movimentos registrados entre o sudeste dos Estados Unidos e o Canadá.
Para qual área turística o tubarão pode estar seguindo?
Os pesquisadores consideram que o animal pode estar avançando em direção a Cape Cod, península de Massachusetts conhecida pelas praias, faróis e cidades que recebem muitos visitantes durante o verão. A possível aproximação foi levantada após um sinal fraco emitido em 10 de julho, mas esse registro não permitiu determinar em qual ponto do oceano ele estava.
Como funciona o rastreamento por satélite?
O transmissor só consegue enviar uma localização completa quando a nadadeira dorsal permanece fora da água por tempo suficiente para se comunicar com os satélites. Como o tubarão-branco pode passar longos períodos nadando em profundidade, meses sem novos registros não significam que o equipamento parou de funcionar.
Uma única transmissão curta, chamada de sinal incompleto, confirma apenas que a nadadeira chegou brevemente à superfície. São necessários vários registros consecutivos para calcular uma posição mais precisa, razão pela qual não é possível afirmar que Contender já esteja próximo das praias.
- O transmissor fica preso à nadadeira dorsal;
- O equipamento envia dados somente quando alcança a superfície;
- Um sinal isolado não revela uma posição exata;
- Vários registros ajudam a reconstruir a trajetória;
- Períodos de silêncio são comuns durante mergulhos prolongados.

Reprodução/Foto-RN176 O transmissor só consegue enviar uma localização completa quando a nadadeira dorsal permanece fora da água por tempo suficiente para se comunicar com os satélites.© Imagem gerada por IA
A possível aproximação representa perigo imediato aos turistas?
Não existe confirmação de que Contender esteja atualmente perto de banhistas ou dentro de uma área de praia. O deslocamento para o norte acompanha uma migração sazonal em busca de águas adequadas e presas, especialmente peixes e mamíferos marinhos. A possível rota em direção a Cape Cod é uma projeção baseada nesse comportamento, e não uma localização confirmada em tempo real.
O que os cientistas esperam descobrir com essa migração?
O acompanhamento pode revelar quanto tempo os grandes machos permanecem em áreas de alimentação, quais trajetos utilizam entre os Estados Unidos e o Canadá e quais regiões funcionam como habitats essenciais. Dados anteriores mostram que a maioria dos tubarões marcados no sudeste norte-americano viaja até o Canadá Atlântico durante o verão e o início do outono.
A rota de Contender também pode fornecer pistas sobre locais de acasalamento, ainda pouco conhecidos pelos pesquisadores. Cada novo sinal amplia o mapa de migração desse predador marinho e ajuda a compreender como temperatura, disponibilidade de alimento e ciclos reprodutivos orientam seus deslocamentos pelo Atlântico Norte.
FONTE: CATRACA LIVRE E RN176



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