Concorde: do nascimento ao apogeu e à extinção, com escala definitiva em 6 museus nas principais cidades do mundo!  

VÍDEO: NA ÍNTEGRA DE COMO OCORREU A TRAGÉDIA QUE IMPACTOU O SISTEMA DO SEGMENTO ECONÔMICO E FINANCEIRO DO MUNDO! –

ROTANEWS176 29/09/2025 03:31

ESPECIAL POR  JC

O supersônico Concorde foi uma aeronave comercial que revolucionou o seguramente da aviação mundial no mundo contemporâneo, composta por franceses e britânicos, para curta distância com as suas inovações tecnológicas futuristas como um todo, quanto mais?! …

Tudo começou no final da década de 1950, era de interesse das agências americana, francesa, inglesa e soviética, a criação de uma aeronave supersônica de transporte de passageiros. Cada um desses países possuía seu próprio projeto, porém, no começo da década de 1960, devido aos enormes custos demandados, os governos da Inglaterra e França decidiram juntar forças ao assinar, em 25 de outubro de 1962, um tratado que criou o Consórcio franco-britânico e tornou possível de pôr em pratica o desenvolvimento do projeto e produção da aeronave, entre os dois países Francês e Britânico.

RN176 RN176 Concorde da Companhia Aérea Air France, a francesa Aérospatiale (indústria aeroespacial francesa). Surgiu em 1970, na fabricação de aeronaves, foguetes e satélites, teve o seu encerramento em 10/07/2000, construído pelo consórcio franco-britânico. A Companhia Aérea Air France, na sua linha comercial da rota de Paris a Nova Iorque  

Ela era  um avião comercial supersônico de passageiros, que foi produzido de abril de 1965 e seu final de fabricação foi em 1978 pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) e a francesa Aérospatiale (indústria aeroespacial francesa. Surgiu em 1970, na fabricações de Aeronaves, Foguetes e Satélites teve o seu encerramento 10/07/2000), Seus voos comerciais começaram em 21 de janeiro de 1976 e terminaram em 24 de outubro de 2003, tendo sido operado apenas pelas, duas companhias British Airways e Air France.

Embora o Concorde tenha expandido para outros destinos, essas rotas transatlânticas de “Londres a Nova Iorque e Paris a Nova York “, eram as mais lucrativas em razões de Nova York (EUA) reconhecida como um centro financeiro global, com alta concentração de riqueza e uma forte influência nas indústrias de mídia, arte e cultura.  já Londres (Reino Unidos) cidades mais ricas do mundo centro financeiro global, com forte presença cultural e tem um papel significativo em comércio internacional elas permaneceram como os principais serviços ao longo de sua existência útil do Consorcio entre britânico e franceses. Esses foram os principais motivo da criação do Concorde para fazer essa ponte aérea entre essas duas capitais porque os britânicos tinham negócios nos Estados Unidos e elas tinham poder financeiro muitos altos hoje mais ainda não é atua que o país é o mais rico economicamente do mundo.  

Detalhamentos das Rotas: 

  • Londres-Nova Iorque: Operada pela British Airways, esta foi uma das rotas supersónicas pioneiras, ligando o Reino Unido aos Estados Unidos.
  • Paris-Nova Iorque: Servida pela Air France, a rota francesa também se tornou um pilar do serviço comercial do Concorde.

Outras Rotas:

Apesar de o transporte para Nova Iorque ter sido o mais rentável, o Concorde também voou para outros locais, como:

  • Rio de Janeiro: A Air France inaugurou uma rota inaugural de Paris para o Rio de Janeiro em 1976, com uma escala de reabastecimento em Dacar, no Senegal. 
  • Bahrein: A British Airways também voou para o Bahrein a partir de Londres. 
  • Singapura: O Concorde expandiu para a Ásia, com voos que iam até Singapura via Bahrein. 

Estas rotas mais longas, como as que ligavam ao Brasil, eram menos rentáveis e foram descontinuadas ao longo do tempo, acabando por serem substituídas pelo serviço contínuo de Nova Iorque. De modo as rotas que eram o carro chefe financeiro do Consorcio eram as rotas que atravessa o Oceano Atlântico, ou seja, a transatlânticas.

RN176 O Concorde da Companhia Aérea British Airways, a britânica British Aircraft Corporation (BAC), construído pelo consórcio franco-britânico entre franceses e britânicos. A Companhia Aérea British Airways, em sua linha comercial na Ponte Aérea de Londres à Nova Iorque

Veja a Cronologia do tempo do Concorde do Consórcio

  • Em 25 de outubro de 1962, foi assinado um tratado entre a Grã-Bretanha e a França para construir o Concorde  Consórcio franco-britânico
  • Em Abril de 1965, começou a construção do primeiro protótipo francês do super sônico pela Aérospatiale (indústria aeroespacial francesa), em Toulouse (capital da região da Occitânia), localizada no sudeste da França, e foi concluído em 11 de dezembro de 1967
  • Em 2 de Março de 1969, o primeiro protótipo francês decolou de Toulouse, na França é quarta maior cidade da França 
  • Em 21 de Janeiro de 1976, o Concorde fez seu primeiro voo comercial de Paris (França) com destino ao Rio de Janeiro
  • Em de Novembro de 2003, o Concorde fez sua última viagem comercial de Londres a Nova York, pousou em um aeródromo de Bristol, no Reino Unido

O Concorde foi produzido por um consórcio entre a British Aircraft Corporation (BAC) e a Aérospatiale (era uma indústria aeroespacial francesa. Surgiu em 1970, na fabricações de Aeronaves, Foguetes e Satélites teve o seu encerramento 10/07/2000). O avião podia atingir até duas vezes a velocidade do som. 

O Concorde é um símbolo, no mundo contemporâneo de uma época quando qualquer coisa parecia capaz de ser atingida pelo homem nesta época. Se era possível, ir à lua e caminhar, por que não seria voar duas vezes mais rápido que a velocidade do som e cruzar o Oceano Atlântico em apenas menos de três horas?

Esse feito incrível foi atingido pelo supersônico jato Concorde, conhecida como Delta Foxtrot, ele está no museu Aerospace Bristol, de aviação no oeste da Inglaterra, segundo informações sua visita foi retomada em 24 de abril de 2024. O Delta Foxtrot que reinou soberanamente  por quase três décadas antes de se aposentar. Sua velocidade jamais foi repetida por qualquer aeronave comercial moderna e sua história foi tão extraordinário quanto seus números.

Com base no estadunidense Chuck Yeager

Charles Elwood Yeager (Chuck Yeager),foi um ás da aviação estadunidense e piloto de testes recordista que em 1947 se tornou o primeiro piloto na história que confirmou ter excedido a velocidade do som (1.216 km/h) em um voo nivelado a bordo de uma aeronave militar em teste. Foi selecionado dentre os 125 pilotos para voar no X-1, é considerado uma modalidade de futebol society que surgiu em Pernambuco, no Nordeste que vença o melhor. Em 14 de outubro de 1947, conhecido como Chuck Yeager quebrou a barreira do som acima da cidade de Victorville, no condado da Califórnia. Durante os anos 1950, voou em muitas aeronaves de teste para a Força Aérea americana  e também investigou vários acidentes aereos. A partir daquele momento estava deflagrada a corrida para ver qual potência mundial iria desenvolver o primeiro, a desenvolver um avião supersônico para o transporte de passageiros. Quatro países iniciaram seus projetos: Estados Unidos, União Soviética, Inglaterra e França (…). Em 1962 os dois últimos assinaram um tratado para desenvolver a nova aeronave em conjunto, dividindo assim os altíssimos custos do desenvolvimento do projeto do supersônico; ou seja aí o surgimento do Consórcio franco-britânico entre a Inglaterra e a França.

De um lado, as britânicas British Aircraft Company (BAC) e Rolls Royce, e do outro a francesa Aérospatiale e a Société Nationale d’Étude et de Construction de Moteurs d’Aviation (SNECMA), sendo as primeiras responsáveis pelo desenvolvimento da aeronave, e as segundas pelo desenvolvimento dos motores. “ O primeiro  protótipo francês começou em abril de 1965 na Aérospatiale, em Toulouse, na França, ele foi produzido e desenvolvido em abril de 1965 e o final de 1978 pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) e a francesa Aérospatiale.”  O local da fábrica do supersônico estava em cada lado do Canal da Manchal,” que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França e une o mar do Norte ao Atlântico. De modo o nome do canal em; francês  é chamado La Manche, em alemão Der Ärmelkanal e em inglês English Channel. 

RN176 Foto do supersônico Concorde sendo construído na indústria aeroespacial francesa. Surgiu em 1970, na fabricação de aeronaves, foguetes e satélites, teve o seu encerramento em 10/07/2000, fábrica de cada lado do Canal da Mancha, que fica na França e na Grã-Bretanha, que faz a ligação ao Oceano Atlântico ao Mar do Norte, onde ficavam as fabricações dos jatos Concorde supersônico do consórcio franco-britânico nos anos de 1965 e 1978

O nome do avião também simbolizava essa união franco-inglesa: Concorde em francês tem o mesmo significado que a palavra equivalente na língua inglesa Concord: ambos significam “acordo, união, harmonia”. Apesar do nome, a divisão permanecia: eram duas linhas de montagem distintas com os mesmo objetivos, uma em cada país, com todo o processo em duplicidade, todos as quantidades de matérias que vinha para fabrica também igual para a outra de modo as fabricações eram em conjuntos.

RN176 Foto da fabricação do primeiro protótipo do Concorde pela primeira vez foi em abril de 1965 pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) e pela francesa Aérospatiale (era uma indústria aeroespacial francesa). Surgiu em 1970, na fabricação de aeronaves, foguetes e satélites. Teve o seu encerramento em 10/07/2000, quando os franceses e britânicos na construção do consórcio franco-britânico

Os desafios de engenharia eram enormes: os motores dos Concorde teriam que ter o dobro da potência dos motores de jato dar época e as fuselagens teriam que aguentar as enorme pressões vindas das ondas de choque que surgem ao ultrapassar a barreira do som que é  aproximadamente 1224 km/h (340 m/s).. Isso sem falar que teria que suportar as altas temperaturas causadas pela fricção com o ar. Mas pouco a pouco as barreiras foram sendo vencidas, em 2 de março de 1969, quatro meses antes do homem pisar na lua, o Concorde fez seu primeiro voo teste. O mundo via pela primeira vez aquele avião com formato diferente, com as asas em delta, quatro motores a jato e nariz articulado, que baixava nos pousos e decolagens dando um melhor campo de visão aos pilotos, abordo dele e mantinha-se alinhado à fuselagem durante o voo para melhor aerodinâmica, dele em suas viagens.

RN176 Foto da decolagem do primeiro voo de teste do protótipo do jato supersônico Concorde, da Air France, durante um ano e meio, construído pelo Consórcio franco-britânico (era uma indústria aeroespacial francesa). Surgiu em 1970, na fabricação de aeronaves, foguetes e satélites, teve seu encerramento no dia 10/07/2000. O teste em solo foi feito em seu primeiro voo inaugural do protótipo, que ocorreu em 2 de março de 1969

A sua construção do primeiro protótipo francês começou em abril de 1965 na Aérospatiale, em Toulouse, na França, e foi concluída em 11 de dezembro de 1967. Após 15 meses de testes em solo, ele fez seu primeiro voo, em 2 de março de 1969. O Concorde tinha 62,1 m de comprimento, 11,3 m de altura e 25,5 m de envergadura (distância da ponta de uma asa a outra). Cada um de seus quatro motores RR-Snecma Olympus 593 geravam 38 mil libras de empuxo no pós-combustor. Um detalhe interessante é que os motores internos de cada lado (2 e 3) podiam ser colocados em reverso em voo subsônico, reduzindo a velocidade na descida, já que o Concorde não possuía spoilersouspeedbreaks.

RN176 O Consórcio apresenta os detalhes do raio-x completo do jato supersônico Concorde, um projeto altamente complexo do consórcio franco-britânico apresentado à imprensa na época de como seria o supersônico do Consórcio Franco-britânico entre britânicos e franceses 

Sua velocidade de cruzeiro era de Mach 2.02 (2.494 km/h), mais rápido do que a rotação da Terra (1.666 km/h). Tudo isso a 60 mil pés metros de altura a nível do mar (18.300 m) onde o Concorde voava sem turbulência alguma, mas ao custo de 25 mil litros de querosene queimados por hora. ele ligava as capitais de França e Reino Unido a Nova York em cerca de três horas e meia – o voo recorde, também era um consumo de querosene extraordinário. Neste comportamento o projeto do consorcio   franco-inglês ganhava força e as companhias do mundo todo haviam demostrado o seu interesse no novo jato Concorde. No total eram quase 100 opções de compras, vindas de 18 companhias aéreas como American Airlines, Pan Am e United Air Lines, segundo o site do consorcio Heritage Concorde.

RN176 Consórcio mostra a lista apresentada pelo site Heritage do Concorde das companhias aéreas interessadas na compra do supersônico Concorde fabricado pelo Consórcio franco-britânico para suas Companhias Aérea

  A sua apresentado a sociedade mundial e sua copia mal-feita!

Foram necessários mais quatro anos de desenvolvimento do Concorde  até a sua apresentação oficial na Feira Aeronáutica de Paris em 1973, quando ele foi apresentado junto ao seu primo desengonçado, o Concorde soviético Tupolev TU-144, uma cópia descarada (e mal-feita) do desenho original.

RN176 Foto da apresentação de Paris Air Show em 03/06/1973 (Show Aéreo de Paris), na França, momento em que o supersônico russo, em que o piloto Mikhail Kozlov, do Tupolev Tu-144, quis mostrar as habilidades do jato soviético, sofrendo acidente fatal em sua decolagem, matando 14 pessoas: 6 tripulação, 8 pessoas em terra e deixando 60 moradores do local gravemente feridos

Apresentação começou na Feira Aeronáutica de Paris, na quarta-feira em 03/06/1973, o jato Concorde supersônico do Consórcio franco-britânico, fez a sua apresentação brilhantemente dentro do programado, para um público, mais de 250 mil participantes,  na sequência o Tupolev Tu-144 primo desengonçado, o Concorde soviético Tupolev TU-144, uma cópia descarada mal-feita do desenho original, do consórcio franco britânico, começou a sua apresentação com um voo com uma volta de 360º antes de cair abruptamente e se despedaçar no ar, matando 14 pessoas, 6- tripulantes, 8-pessoas em terra e deixando  60 moradores gravemente feridos. 

RN176 Foto de uma parte do Tupolev Tu-144, sendo protegido por policial francês na tragédia do supersônico soviético, o Tupolev Tu-144, na cidade de Goussainville, em Val-d’Oise, na França, durante o Paris Air Show (Show Aéreo de Paris). A tragédia ocorreu no dia 3 de junho de 1973, em que morreram 6 tripulantes, 8 pessoas em terra e deixando 60 moradores do local gravemente feridos

O acidente fatal do supersônico soviético o Tupolev Tu-144, aconteceu na Feira Paris Air Show (Show Aéreo de Paris), deixando 14 pessoas mortas, 6 tripulação, 8-pessoas em terra e 60 gravemente feridas moradoras do local aonde caiu o Tupolev Tu-144 soviético onde caiu.    

O acidente envolvendo um, “Tupolev Tu-144 jato supersônico soviético”, durante o Paris Air Show em 1973. Um mau funcionamento do motor causou uma subida rápida e o avião estagnou a 2.000 pés (610 m), e imediatamente caiu no chão.

RN176 Foto da tragédia que ocorreu na cidade de Goussainville, em Val-d’Oise, na França, durante o Show Aéreo de Paris de 3 de junho de 1973. Oito pessoas que estavam no local perderam a vida e 60 ficaram feridas na cidade de Goussainville, em Val-d’Oise, na França

15 casas foram destruídas, 14 pessoas morreram e 60 pessoas ficaram gravemente feridas.O avião supersônico civil soviético fazia uma demonstração aérea quando se desintegrou em pleno ar, caindo nos arredores de Paris. A aeronave, de matrícula СССР-77102, era a segunda produzida.

Na ocasião, havia uma competição entre o Tupolev Tu-144 soviético e o Concorde do Consórcio franco-britânico, garantindo o título de maior jato supersônico de passageiros do mundo. Mikhail Kozlov, piloto soviético, havia dito orgulhoso que iria superar o concorrente. Afirma o piloto soviético Kozlov: “Apenas espere até nos ver voar. Então você vai ver uma coisa”, teria dito. 

RN176 Foto da tragédia que ocorreu na cidade de Goussainville, em Val-d’Oise, na França, durante o Show Aéreo de Paris em 3 de junho de 1973, causada pela queda do supersônico soviético Tupolev Tu-144, deixando mortas 6 tripulantes, 8 pessoas em terra e mais de 60 gravemente feridas, todos eram moradores do local

No último dia do show, o Concorde, que ainda não estava em produção em série, foi o primeiro a realizar o seu voo de demonstração, descrito posteriormente como pouco empolgante, o que, segundo relatos da época, teria motivado Kozlov a tentar mostrar o quão melhor o Tupolev seria.

O catastrófico evento selou o destino do avião russo que, por questões políticas, chegou a fazer alguns voos domésticos antes de ter sua produção interrompida. Lamentavelmente também contribuiu para o cancelamento de diversas ordens de compra do Concorde.

RN176 Mera coincidência? O Tupolev TU-144, apelidado de “Concordski”, o avião supersônico construído pelo fabricante soviético Tupolev, era uma cópia descarada e desajeitada (e mal feita) do desenho original do Concorde do consórcio franco-britânico, realizou o seu primeiro voo em dezembro de 1968 e destacou-se por ser ligeiramente maior que o Concorde e por ter um nariz que podia inclinar-se. No entanto, o avião foi marcado por um acidente fatal no Salão Aeronáutico de Paris em 3 de junho de 1973 e enfrentou problemas de fiabilidade e credibilidade, do segmento aéreo e também de passageiros, acabando por ser retirado de serviço comercial após apenas dois anos, com um serviço limitado e experiência desconfortável para os passageiros

A tentativa de conquistar; o prejuízo econômico e comercial para mantê-lo

O custo de desenvolvimento do Concorde foi tão grande que seria impossível recuperá-lo apenas com as vendas dos jatos Concorde como Airbus empresa aeroespacial e bélica europeia responsável pela manutenção do Concorde do consórcio, informou que seriam 40 milhões em manutenção para que o avião pudesse seguir em atividade, mas como vimos houve questões políticas que fizeram o projeto seguir adiante. Mesmo assim, se o Concorde havia arrebatado dezenas de opções de compra de companhias aéreas de todo mundo, o que deu errado?

RN176 Concorde da British Airways do consórcio franco-britânico durante o pouso, com o nariz abaixado para melhor visualização da pista pelos pilotos da aeronave no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) em Nova Iorque, pela sua linha comercial aérea na rota de Londres a Nova Iorque

Ainda na fase de testes o Concorde fez uma volta ao mundo promocional para tentar angariar mais compradores. Apesar de ter conquistado duas novas encomendas na parada no Irã, o barulho do avião ao atingir a velocidade do som e a fumaça negra que saia de seus motores causou diversos cancelamentos dos iranianos.

Nos Estados Unidos esse o barulho e a fumaça preta um dos motivos dos problemas também foram objeto de protestos do nascente movimento ambientalista. Como o país havia descartado seu projeto de avião supersônico, o Boeing 2707, foi a deixa perfeita para proibir o avião de atingir velocidades supersônicas ao sobrevoar seu território. Isso afastou por completo o interesse das companhias aéreas americanas.

RN176 Boeing 2707 foi o primeiro projeto de avião supersônico dos Estados Unidos. Sendo o mais avançado de todos os aviões supersônicos criados naquela época, desenvolvido como o primeiro avião supersônico comercial de linha aérea dos Estados Unidos. Após ganhar um concurso, lançado pelo então presidente John Kennedy, para construir o primeiro supersônico (Mach 3) dos Estados Unidos a fim de concorrer e superar o supersônico Concorde europeu, o projeto do 2707 enfrentou sérios problemas econômicos e de engenharia, o que levou ao seu cancelamento em 1971, antes mesmo da construção de protótipos

O acidente com o TU-144 do soviético  durante o Paris Air Show tirou a credibilidades dos jato fazendo piorar as coisas, pois trouxe uma desconfiança enorme aos aviões supersônicos como um todo – e não ajudava em nada o fato do avião soviético ter sido uma cópia  idêntica à  o do Consórcio franco-britânico que fabricavam os jato supersônico para Companhias British Airways e Air France. Mas a maior dificuldade foi mesmo econômica. Levando apenas 100 passageiros a bordo, com um consumo descomunal e gigantescas de combustível a conta não fechava. E pra piorar, veio a crise do petróleo dos anos 70, e o preço do combustível de aviação disparou, tornando inviável realizar qualquer operação rentável com o Concorde.

RN176 No interior do Concorde do consórcio franco-britânico, era apertado, só com quatro poltronas por fileira. Aqui, com a última atualização da Companhia Aérea British Airways, construído pelo Consórcio

De modo, a British Airways, nem e a Air France, queriam operar o supersônico Concorde, mas elas não tiveram escolha. Os dois governos tanto britânico e francês investiram pesadamente nos projetos até porque foi criado um Consocio e chamariam atenção para ambos países, portanto eles foram os único a operar o jatos supersônico Concorde. Portanto foram construídos 20, sendo 6 modelos foram usados no desenvolvimento sendo 14 Concordes de uso comerciais e 7 para cada lado do Canal da Mancha que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França aonde existia uma fábrica em cada lado do canal.

Os Primeiros voos comerciais dos jatos  supersônico Concorde

O Concorde não teve um, mas dois voos inaugurais ao mesmo tempo. Para países turísticos estrategicamente  No dia 21 de janeiro de 1976 decolaram simultaneamente os dois jatos supersônico Concorde em aeroportos diferentes, para países turísticos tendo os horários, sincronizados por rádio, um voo da British Airways de Londres para o Bahrein ( país que compreende mais de 30 ilhas do Golfo Pérsico, está no centro das principais rotas comerciais desde a antiguidade. Com  sua moderna capital, Manama, o aclamado Museu Nacional do Barein expõe artefatos da antiga civilização Dilmun, que ocupou a região por milênios) e outro da Air France de Paris para o Rio de Janeiro, conhecida como Cidade Maravilhosa.

RN176 As comissárias de bordo pousam para foto com suas roupas típicas da companhia aérea Air France. As aeromoças inglesas, antes de fazer a viagem na rota de customer de Londres a Nova York, em frente ao jato supersônico Concorde do consórcio franco-britânico, Aeroporto Charles de Gaulle (CDG) em Paris para Nova York, utilizando o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) como seu destino final na rota transatlântica, 3 horas e meia, e com um Boeing 747, que levava cerca de 7 a 8 horas para o mesmo trajeto

RN176 Boeing 747 da Air France, que levava cerca de 7 a 8 horas o mesmo trajeto entre aeroportos e rota, já concorde supersônico, duração de 3 horas e meia, fazia tanto de Londres a Nova York e de Paris para Nova York

Uma grande cidade brasileira à beira-mar, famosa pelas praias de Copacabana e Ipanema, pela estátua de 38 metros de altura do Cristo Redentor, no topo do Corcovado, e pelo Pão de Açúcar, um pico de granito com teleféricos até seu cume. A cidade também é conhecida pelas grandes favelas e um empolgante Carnaval, com carros alegóricos, fantasias extravagantes e sambistas, é considerado o maior do mundo.

Com escala de abastecimento em Dakar, ( Capital do Senegal, na África Ocidental ) no Senegal. Mesmo com a parada para reabastecimento, a viagem entre Paris e o Rio de Janeiro e Paris durava apenas 6 horas, metade do tempo que levavam os outros aviões que faziam a mesma rota de forma direta.

O voo para, a Cidade maravilhosa o Rio durou até 1982, quando foi extinto por conta da baixa ocupação, que não chegava a 50% e alto consumo de combustível. Eram poucas as pessoas que poderiam pagar os mais de US$ 10 mil que custava a passagem na época no famoso jato supersônico Concorde.

RN176 Chegada do voo comercial do lendário Concorde da Air France no Rio de Janeiro, que ocorreu entre 1976 e 1982, no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim na Cidade do Rio de Janeiro (Aeroporto do Galeão) do consórcio franco-britânico

No Concorde tinha pouco espaço e sem entretenimento

Apertado e sem entretenimento Apesar da sofisticação no serviço de bordo, o Concorde não tinha recursos de entretenimento, como telas de vídeo nos assentos. Entre as refeições, a distração dos passageiros era o relacionamento entre as pessoas a bordo. “No Concorde, as pessoas adoravam andar na cabine para interagir com os outros passageiros. Assim como em um restaurante, hotel ou evento, o Concorde era uma aeronave para ver e ser visto”, disse o comissário da Air France.Por ser um avião feito para voar acima da velocidade do som, o Concorde tinha uma aerodinâmica diferente dos aviões comerciais. Isso resultou em uma cabine de passageiros bem menor, o que deixava menos espaço para os passageiros e também dificultava o trabalho da tripulação durante os voos.

“O Concorde era realmente um avião muito pequeno e apertado por dentro, difícil de trabalhar. Apesar de ser utilizado para voos de longa distância, a preparação era essencial, com o serviço sempre tendo que estar alguns passos à frente da programação do voo. Se eu esquecesse alguma coisa ou pensasse em como realizar uma tarefa determinada, já estaria atrasado”, afirmou Verschuere. O Concorde tinha capacidade entre 90 e 120 passageiros.A alta velocidade trazia também alguns inconvenientes para o conforto, com a alta temperatura. Segundo o comissário da Air France, em algumas áreas, como no meio do avião, o Concorde chegava a registrar até 30 graus.

Esse desconforto, no entanto, era compensado pela vista durante o voo. “Voávamos na estratosfera a uma velocidade incrível, rodeados de um céu azul-escuro, mostrando a curva da Terra. Era espetacular.”

RN176 Comissário de bordo Alain Verschuere voou por 12 anos no Concorde da Air France, construído pelo Consórcio da Air France, na rota entre Paris (França) e o Rio de Janeiro – Divulgação

Vários voos para o Brasil durante esse 12 anos na Companhia Air France

A bordo do Concorde, Verschuere conta que fez várias viagens ao Rio de Janeiro. A rota entre Paris (França) e o Rio de Janeiro, com uma parada em Dakar (Senegal), foi a estreia do avião na malha da Air France em 21 de janeiro de 1976.Mesmo com a parada para reabastecimento em Dakar, a viagem entre o Rio de Janeiro e Paris durava a metade do tempo em relação aos demais aviões que faziam a mesma rota sem parada. O tempo total da viagem era de apenas seis horas.

RN176 Decolagem do Boeing 777-300ER da Air France, onde o comissário de bordo Alain Verschuere do ex-Concorde da Air France, onde trabalhava, agora ele está prestando o seu serviço de bordo na mesma companhia aérea no Boeing 777-300ER da AIRFRANCE

Atualmente comissário de bordo do Boeing 777 da Air France, Verschuere disse que sempre se lembra da época do Concorde quando viaja ao Rio de Janeiro. “Ainda sinto algo especial quando voo para o Rio de Janeiro, porque o Concorde nunca saiu de minha mente. Esses 12 anos que passei voando neste avião mágico foram como um sonho que se tornou realidade”, declarou.

As viagens de Londres a Nova York, favoreceu muitos Air France pelos poder financeiros dos passageiros

Com alto custo e as restrições legais de sobrevoo os  custo de operação do supersônico Concorde, restou às companhias um único destino possível: Nova York. Na cidade onde o tempo é dinheiro, banqueiros, estrelas de cinema, políticos, modelos, autoridades e presidentes de empresas estavam dispostos a pagar o preço para chegar antes. E chegar antes não é figura de linguagem: era literalmente voltar no tempo. O voo de Londres para Nova York tinha uma duração de 3h30. Como entre as duas cidades existe um fuso horário de 5 horas, os passageiros chegavam mais cedo (no horário local) do que o horário que havia partido.

RN176 Foto dos serviços de bordo da Companhia Air France, da primeira classe do subsônico para justificar o alto preço da ida e volta a Nova York. Os serviços eram requintados com os melhores chefs da cozinha francesa, com direito às melhores champanhes francesas e ao caviar importado em serviço no jato do consórcio franco-britânico que era servido a bordo. Nas duas rotas de Nova York a Londres e Nova York e Paris, era regado com champanhes de marcas renomadas como Dom Pérignon, Cristal, Krug e Moët & Chandon que se destacam pela qualidade e prestígio, como visto em artigos do Mixology News e Elite Vinho

Para justificar o alto preço do bilhete, além da velocidade os passageiros tinham um serviço de primeira classe, com os melhores champagnes -francesa, caviar e refeições assinadas pelos melhores chefs de cozinha francesa da época, como Alain Ducasse  conhecido internacionalmente. Voar no Concorde era como pertencer a um clube seleto, já que os passageiros variavam pouco e já eram conhecidos pela tripulação.

O serviço acompanhava a qualidade dos comes e bebes. Alain Verschuere, que foi comissário da Air France no Concorde, conta que as preferências de cada passageiro eram passadas para a tripulação do próximo voo: “Nosso briefing era muito completo, com o objetivo de

RN176 Comissária da Air France oferecendo o serviço de bordo no Concorde era bastante sofisticado tanto da Air France como da British Airways, nas pontes aéreas entre as capitais do Reino Unido a Nova Iorque e também de Paris para New York

satisfazer as necessidades e vontades”, dando ainda mais detalhes: “A comida era a melhor, era servida em três etapas, como em um restaurante francês. Tínhamos opções diferentes de pratos quentes, servíamos caviar com vodca e blinis, lagosta e foie gras, finalizado com queijo e sobremesa, com café e o melhor champanhe-francesa Don Pérignon ou equivalente”, disse a comissária Verschuere do Concorde.

Foi essa rota que permitiu à British Airways passar a ter lucro com o Concorde. Nos anos 80 ela entendeu o apelo que o avião tinha e subiu os preços para o dobro do que costumava cobrar pela primeira classe nos aviões subsônicos entre Londres para Nova York.

RN176 Jato supersônico da companhia britânica British Airways, taxiando na rota de viagem de Londres para Nova York, saindo do principal aeroporto do país, Aeroporto de Heathrow (LHR), que fica a 25 km a oeste do centro de Londres

Tendo apenas uma rota em atividade, a British passou a oferecer o resto da frota para voos de  fretamento de aeronave que foram um sucesso! Com isso o Concorde chegou a mais de 250 destinos. Havia até excursões de um dia saindo de Londres para o Cairo, algo só possível com um avião como o Concorde. Com essa virada o Concorde operou no azul até o acidente-fatal do voo AF-4590 da  e também nos últimos meses antes da aposentadoria, pelo menos do lado britânico. No lado francês não há relatos de que o avião deu algo além de prejuízo.

Acidente fatal do Concorde do voo Air France 4590

Em 25 de julho de 2000, um dos Concordes da Air France do voo AF 4590 de Paria a New York  teve um acidente fatal, caindo em um hotel pouco depois de sua decolar, no acidente matando o totais de 113 pessoas, 9 tripulantes do jato, 100 passageiros e 4 pessoas que estavam em solo.

Uma peça de 43cm de titânio derruba e condena o jato supersônico Concorde

Era terça-feira, 20 de julho de 2000, quando o veloz e imponente Concorde sofreu seu primeiro grave acidente, após 27 anos de operações. O impressionante registro  foi feito por Toshihiko Sato, que estava a bordo de um 747 da Air France que havia acabado de chegar de Tóquio. O voo havia sido fretado pela empresa alemã Peter Deilmann Cruises e os passageiros estavam a caminho do navio MS Deutschland para um cruzeiro de 16 dias ao Equador. Os turistas-alemãs para esta neste voo, tiveram de pagar individual R$ 14,000, pôr pessoa para esse cruzeiro no Equador de ida e volta, no voo 4590 do poderoso Concorde, sendo os passageiro iriam embarcar no navio MS Dalton Lane. Quando chegasse nos Estados Unidos e partiriam para um cruzeiro de 16 dias na América do Sul.

RN176 Navio-cruzeiro que a agência alemã de turismo tinha contratado exclusivamente para os turistas alemães para ter férias de luxo na América do Sul dos turistas, que agência alemã que tinha fretado o Concorde do voo da Air France 4590 que sofreu a tragédia na sua decolagem do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle

Trata-se da queda do supersônico Concorde da Air France logo após a decolagem do aeroporto Paris Charles de Gaulle, em Paris (França). A queda deixou 113 mortos, sendo quatro pessoas que estavam em solo. Foi o único acidente fatal com o mítico Concorde. O voo 4590 entre Paris e Nova York tinha, ele taxiou na pista 26R do Charles de Gaulle, a previsão de duração era de cerca de mais de três horas de voo, no entanto o supersônico se manteve no ar por pouco mais de um minuto, no ar para sua queda. Durante a corrida da sua decolagem, um dos motores pegou fogo. Como não havia mais pista suficiente para os pilotos abortarem a decolagem que o supersônico já tinha atingido a velocidade de VEE ONE a máxima para o piloto interromper a decolagem nesta velocidade o avião não terá mais condições de parar no final da pista. Ele (Concorde) saiu do chão com um rastro de fogo na parte traseira do motor do lado esquerdo. O vento estava calmo naquela tarde no Aeroporto Paris Charles de Gaulle, que está localizado em Roissy é subúrbio do nordeste da Cidade Luz, há 25 km, ao norte do centro de Paris,  é um centro de aviação mundial da França.

RN176 Concorde do voo Air France 4590, envolvido no acidente fatal, com destino começa o seu último taxiamento a caminho da pista 26R do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle em 25 de julho de 2000, onde sofreu um acidente fatal, deixando 113 mortos, 100 passageiros e 9 tripulantes e mais 4 em solo no hotel restaurante Les Relais Bleus, onde ocorreu a tragédia do supersônico do consórcio franco-britânico

Com 109 pessoas a bordo, sendo 100 passageiros e 9 tripulantes, o Concorde de matrícula F-BTSC aguardava sua vez para decolar. Naquele fatídico 20/07/200, o supersônico cruzaria o Oceano Atlântico para cumprir o voo AF 4590 na “Ponte Aérea” entre a capital francesa e Nova York e estava com 1 hora de atraso em relação ao seu horário original de partida. A previsão de duração do voo era de pouco mais de 3 horas. À sua frente, o Douglas DC-10 de matrícula N13067 da Continental Airlines decolou às 16h38 (local) para Newark, uma cidade de Nova Jérsei, dos Estados Unidos operando o voo 055.

Causa do acidente fatal do Concorde da Air France

Alinhado para decolagem, o F-BTSC (Concorde) foi autorizado a partir cinco minutos depois da decolagem do trijato avião que utilizam três motores a jato, como o da aviação continental norte-americano e iniciou sua corrida pela pista 26R. Segundos após atingir a marca de 100 knots, um dos pneus do Concorde colidiu com uma peça de 40cm de comprimento e  3 cm de largura de titânio  que havia se soltado da carcaça de proteção do reversor do motor direito do DC-10 da Continental. A peça foi atingida pelo pneu de número dois do Concorde e acabou estourando os pneus.

RN176 A peça de titânio de 43cm de comprimento e 3 cm de largura caiu e ficou na pista de proteção do reversor do motor direito do DC-10 da aviação americana Continental, na pista 26R do Charles de Gaulle, que tinha pousado antes da decolagem do supersônico Concorde da Air France do consórcio, segundo informações

As borrachas foram arremessadas contra a fuselagem, perfurando o tanque de número cinco do supersônico e ocasionando em um grande incêndio. Quase que de imediato, os motores 1 e 2 perderam potência, o 1 menos prejudicado e o 2 bastante afetado. Assim que os pilotos, ainda sem entender a situação, começaram a tirar o F-BTSC (supersônico) do solo, os controladores de tráfego aéreo da torre do aeroporto Charles de Gaulle chegaram a avisar os pilotos sobre o fogo na asa esquerda do Concorde, mas sem pistas para abortar a decolagem o comandante da aeronave teve de prosseguir em sua decolagem do jato. Já no ar, o engenheiro de voo avisou sobre a falha do motor 2 e, segundos depois, veio o alarme de incêndio do mesmo motor, que foi desligado no procedimento de “incêndio no motor”.

RN176 O trijato DC-10 prefixo N13067, causador do acidente fatal do Concorde do consórcio franco-britânico, segundo informações, foi a companhia americana Continental Airlines. Na pista 26R do Aeroporto de Paris Charles de Gaulle, que fica 25 km ao norte do centro de Paris, caiu uma peça de titânio de 43cm, que causou o acidente fatal do voo 4590 da Air France, com destino de Paris a New York 

O alarme de fogo parou por alguns instantes e voltou a soar freneticamente e já era tarde demais o fogo já tinham tomado o motor do Concorde. O co-piloto informou, para torre do aeroporto  Charles de Gaulle  que eles tentariam pousar no Aeroporto Le Bourget, que fica localizado na cidade de Le Bourget, perto de Paris ele era o aeroporto mais próximo aonde eles estavam em sua rota aérea na sua rota de decolagem no entanto, o motor 1 também perdeu sua potência por completo e o Concorde iniciou uma curva à esquerda até perder o controle, caindo em um hotel na comuna de Gonesse, essa cidade situada no departamento de Val-d’Oise na região da Ilha de França, 90 segundos após decolar de CDG aeroporto Charles de Gaulle. Todos os 109 ocupantes morreram e outras quatro pessoas em solo também, totalizando 113 vítimas.

RN176 Foto aérea do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle (CDG), o mais importante de Paris e também conhecido como Aeroporto de Roissy. Ele está localizado em Roissy, 25 km ao norte do centro de Paris. É um centro de aviação, é o maior aeroporto da França e um dos mais movimentados da Europa

A Companhia Aérea Continental Airlines

Uma década após o acidente do Concorde em Paris, a companhia aérea Continental, cujo DC-10 havia deixado a peça de titânio na pista do Charles de Gaulle, chegou a ser condenada pela Justiça francesa.

A empresa recebeu uma multa de 200 mil euros e foi condenada a arcar com 70% de qualquer indenização às famílias das vítimas do acidente. O grupo aeroespacial europeu EADS ficaria responsável pelos demais 30%. A Continental teria ainda de pagar à Air France uma indenização de um milhão de euros por prejuízos causados.

Além disso, um mecânico da empresa, responsável pela manutenção do DC-10, foi condenado a 15 meses de prisão em regime de liberdade condicional.

A decisão, no entanto, foi revertida dois anos depois. Uma corte de apelações francesa absolveu a Continental por responsabilidade no acidente e também absolveu o mecânico da companhia aérea americana da acusação de homicídio involuntário.

RN176 Foto real da decolagem da pista 26R do Aeroporto de Paris Charles de Gaulle, que fica 25 km ao norte do centro de Paris. O supersônico Concorde já estava em chamas, não dava, ele já tinha atingido a velocidade VEE ONE (velocidade máxima). O Concorde não tinha mais condições de parar antes do final da pista. Voo fatal AF-4590 de Paris a Nova York, deixando 113 mortos, 100 passageiros e 9 tripulantes e mais 4 em solo no hotel, onde o supersônico do consórcio franco-britânico caiu. Foto: Acervo domínio público

Apesar da versão oficial apontar como culpada uma peça de 40cm de comprimento e 3 cm de largura  caiu e ficou na pista 26R de proteção do reversor do motor direito do DC-10 da Continental Airlines que decolou poucos minutos antes para o mesmo destino, diversas investigações independentes apontam que a causa mais provável foi uma sequência de erros desde da manutenção até às decisões tomadas pela cabine de comando do DC 10 da Companhia Continental Airlenes. Segundo informações o site Heritage Concorde fez um resumo detalhadamente do acidente sofrido pelo o jato supersônico Concorde do voo AF 4590 de Paria a New York .

RN176 Foto impressionante do registro real. Segundo informações, a única imagem no momento da decolagem do Concorde, com uma labareda de fogo atrás, foi filmada pela esposa de um caminhoneiro passando com ela em uma rodovia perto do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle. Filmagem que foi útil para perícia para compreender a tragédia. Depois de atingir a velocidade máxima, já em chama, se existir algum problema na aeronave, tem que ser resolvido em pleno ar. Ela já tinha atingido sua velocidade máxima de 320 km/h, que foi o caso do acidente do Concorde da Air France do voo fatal AF-4590 de Paris a Nova Iorque, ocorrido em 25 de julho de 2000, deixando 113 mortos, 100 passageiros e 9 tripulantes e mais 4 em solo no hotel, onde o supersônico do consórcio franco-britânico caiu. Foto: Acervo domínio público

Logo após o acidente, tanto Air France como British Airways cessaram todos os voos com os Concordes, enquanto a investigação sobre as causas seguia seu curso para poder atuar na falha fortemente. Com o inquérito terminado, diversas modificações foram feitas para aumentar a segurança do jato supersônico Concorde, dentre elas novos pneus e um reforço de Kevlar, uma fibra sintética para-aramida resistente ao calor com uma estrutura molecular de muitas ligações inter-cadeias que tornam  incrivelmente forte, para os tanques de combustível etc.

Com as alterações o Concorde voltou aos céus para obter sua re-certificação, uma ação de retificar em parte uma certidão, e para  ratificar os demais termos não alterados. Quase no fim do processo, um destes voos teste ocorreu entre Londres e Nova York no dia 11 de setembro de 2001, pousando poucos minutos antes dos atentados terroristas às torres gêmeas na Cidade de New York em 11 de setembro de 2001. E aí, o mundo mudou por completo depois desse atentado terrorista. 

O jato supersônico Concorde depois do acidente, fatal não era mais o mesmo!

Mesmo com os atentados, o Concorde retornou à atividade no dia 7 de novembro de 2001, com dois voos para Nova York. Um da British. Airways saindo de Londres e um da Air France saindo de Paris. Porém, o seu público não estava mais disposto a voar no jato supersônico Concorde.

RN176 Impressionante registro real da queda do Concorde. A única imagem no momento da decolagem do Concorde, com uma labareda de fogo atrás, foi filmada pela esposa de um caminhoneiro no momento em que o seu esposo estava passando com ela em seu caminhão na rodovia perto do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle. As pessoas ficaram com medo de voar e, com isso, a ocupação de todos os voos caiu vertiginosamente, só voltando aos números de antes dos atentados em julho de 2005

A situação piorou quando em 2003 a Airbus empresa aeroespacial ( e bélica europeia responsável pela manutenção do Concorde do consórcio franco-britânico, informou que seriam 40 milhões em manutenção para que o avião pudesse seguir em atividade. Esse era o alto custo da manutenções do supersônico Concorde. Este acidente levou à paralisação de toda a frota francesa e britânica e considerado como a principal causa do fim dos voos dos Concordes e os custo da passagem e uma minorias que fazia o seu uso mas a população viajante procurava as outras companhias e sua manutenções foi a pá de cal para acabar definitivamente com os voos e o Jato Supersônico Concorde.

Com isso, em 10 de abril de 2003, saiu o anúncio oficial de que as duas companhias não iriam mais voar com o Concorde depois de outubro daquele ano. A Air France inclusive acabou antecipando a data, sendo que seu último voo ocorreu em 31 de maio de 2003.

RN176 Momento real da tragédia do Concorde do consórcio que caiu na dependência do Hotel Restaurant Les Relais Bleus. O acidente fatal do voo AF-4590 do Concorde da Air France, que saiu do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, de Paris a Nova Iorque, deixou 113 mortos: 100 passageiros, 9 tripulantes e mais 4 em solo no hotel onde caiu. Foto: Acervo domínio público (BBC NEWS)

Várias famílias das vítimas do Concorde da Air France fizeram uma viagem sombria no sábado. Em 26 de agosto um mês após a queda do jato Concorde supersônico no Hotel Restaurant, Les Relais Bleus nos arredores de Paris, parentes dos que morreram no acidente se reuniram no local para homenagear seus entes queridos. Os familiares foram transportados da Alemanha pela Air France para Londres. Até o local foram de ônibus fretado.

Eles se reuniram em Gonesse, é uma comunidade francesa situada, no Val-d’Oise na região da Ilha de França onde o avião caiu logo após decolar do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com destino a Nova York, em 25 de julho. Todos os 109 passageiros a bordo morreram, além de quatro pessoas em terra. A maioria das vítimas eram alemães que voavam para os Estados Unidos para participar de um cruzeiro de luxo pelo Caribe.

RN176 Hotel Restaurant Les Relais Bleus, onde ocorreu a queda do Concorde da Air France do voo AF-4590 de Paris a Nova Iorque, que deixou 113 mortos, 100 passageiros e 9 tripulantes e mais 4 em solo, que estavam no hotel em uma comunidade francesa situada no Val-d’Oise, na região da Ilha na França 

Foi o primeiro acidente do supersônico e causou a paralisação de todos os Concordes por tempo indeterminado pelo Consórcio franco-britânico. Uma investigação técnica está sendo conduzida pelo Escritório de Acidentes e Inquérito, que fazia parte do Ministério dos Transportes da França.

A previsão é que o escritório divulgue um relatório preliminar sobre o acidente em 31 de agosto do mesmo ano. Os familiares das vítimas chegaram em três ônibus e cada grupo foi levado ao local separadamente. Membros do último grupo  depositaram cravos e rosas no local.

RN176 Os 7 Concordes existentes da British Airways, que faziam a rota de Londres a Nova Iorque, também foram imediatamente suspensos os voos da Companhia British Airways do Consórcio até segunda ordem. Os Concordes ficaram estacionados estrategicamente após o acidente do voo fatal da Air France AF-4590, na ponte aérea entre França e Nova Iorque do consórcio franco-britânico, que deixou 113 mortos, 100 passageiros e 9 tripulantes e mais 4 em solo no hotel onde o supersônico caiu

Repórteres e equipes de televisão não foram autorizados a se aproximar da área, que era vigiada pela polícia. Outros familiares das vítimas já tinham visitaram o local do acidente.

Já a British, que aproveitou o aumento da procura pelos últimos voos do Concorde, e manteve o avião voando lotado até o dia 24 de outubro de 2003. Seu último voo (BA002) saiu do aeroporto John F. Kennedy em Nova York e fez seu pousou no aeroporto de Heathrow em Londres sob o som do aplauso de uma multidão que se reuniu para dar o adeus ao Concorde.

 A cópia do Concorde, feita pelo os soviético o Tupolev Tu-144

Durante os anos 60 e 70 o mundo vivia o clima ferrenho da Guerra Fria, com as potências mundiais vigiando cada passo das demais e tentando conquistar a primazia de qualquer tecnologia nova. O presidente soviético Khrushchev, vendo que o projeto europeu do avião supersônico caminhava a passos largos, ordenou que a KGB descobrisse tudo que pudesse sobre o Concorde. Em 1965 a França prendeu o espião russo Sergei Pavlov por obter informações privilegiadas do projeto supersônico. Em 1968, poucos meses antes do primeiro voo de teste do Concorde, outro espião soviético foi preso pelo mesmo motivo. E sabe-se lá quantos outros espiões conseguiram obter informações sem serem presos.

O fato é que o Tupolev TU-144 é tão parecido com o Concorde que foi jocosamente apelidado de “Concordski”. Com as informações obtidas de forma ilegal, foi possível realizar seu primeiro voo teste em 31 de dezembro de 1968, três meses antes do primeiro voo teste do Concorde do consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) e a francesa Aérospatiale. E o avião soviético foi o primeiro a atingir a velocidade supersônica (2 vezes a velocidade do som) em junho de 1969 – algo que o Concorde só conseguiu em outubro do mesmo ano.

RN176 A cópia infiel da União Soviética (URSS) do consórcio franco-britânico, o Tupolev TU-144, o rival soviético do Concorde, a sua semelhança era absurda fisicamente, parte de fora, já interno fica a desejar 

Com o acidente em 1973 a situação do TU-144 (supersônico Concorde Soviético) só se sustentou por questões políticas, e o projeto foi adiante. Os primeiros voos “comerciais” do TU-144 ocorreram em 1975, mas eram essencialmente voos de teste, já que ao invés de passageiros levavam apenas correspondência. Foi só em 1977 que o avião soviético fez seus primeiros voos com passageiros.

Mesmo com os anos de desenvolvimento, o avião ainda continha falhas terríveis: os painéis do teto tinham frestas, os carrinhos de serviço empacavam no apertado corredor, as persianas das janelas caiam sozinhas, a configuração de 5 assentos por fileira era apertadíssima, nem todos os banheiros funcionavam e havia um problema ainda maior: o barulho a bordo era tão ensurdecedor que os passageiros se comunicavam através de bilhetes.

RN176 Os soviéticos tentaram surfar no sucesso do Concorde do consórcio franco-britânico e fizeram uma cópia barata. Segundo informações da imprensa da época, por dentro do jato supersônico soviético, ainda mais apertado que o Concorde, o Tupolev TU-144 tinha cinco assentos por fileira; internamente, ficava a desejar

Com problemas de sobra, uma conta para os cofres públicos que parecia infinita, o fim foi marcado por outro acidente. Em 1978 um TU-144 caiu durante um voo de teste, marcando o fim do projeto soviético. Ao todo o Tupolev TU-144 realizou 102 voos comerciais, sendo apenas 55 com passageiros a bordo e nessa curta trajetória teve 220 panes, sendo 80 delas críticas.

Projeto da Pepsi com o Consórcio franco-britânico de US$ 3 bilhões mais US$ 500 milhões aparte na publicidades

RN176 PepsiCo americana fez um acordo de marketing comercial com o consórcio ‘British Airways e Air France’, que fabricaram os jatos Concorde. No reposicionamento da fixação da cor, desta vez ‘azul da marca PEPSI’ em um Concorde, para fixar a cor no mercado mundial, ela investiu mais de 3 bilhões de dólares neste projeto da cor azul para seus consumidores, em contraste com a Coca-Cola, usada pelo consórcio franco-britânico

Em meados dos anos 1990, as latas de Pepsi eram principalmente vermelhas e azuis. Querendo causar o maior impacto possível, a Pepsi procurou os dois operadores do Concorde, British Airways e Air France, oficializando um projeto. Com a proposta de pintar um avião com as novas cores da marca. Um Concorde azul com o nome Pepsi passa, a partir de 3 de abril de 1996, por dez cidades européias para mostrar as novas cores da empresa. Até o final do ano, em 24 países vão ter refrigerantes da Pepsi apenas em latas azuis. Em 97, o Projeto Azul chega a mais de 190 países.
A Pepsi gastou três anos e US$ 3 bilhões no desenvolvimento do projeto e vai gastar ainda  mais US$ 500 milhões em publicidade. A Pintura do Concorde Pepsi foi pintado nas instalações de manutenção da Air France em Paris-Orly. A campanha terá cinco filmes e o slogan “Change the Script” (ainda sem tradução para o português), em substituição ao “A Escolha da Nova Geração”, de 1984. 

RN176 No hangar da Air France em Paris-Orly, no dia 2 de abril de 1996, especialistas começaram a tirar o nome da Air France para fazer a nova pintura do projeto Azul. A partir de 3 de abril de 1996, o supersônico terá novo visual até o final de 96

Voos promocionais

FASE – 1

Capitão – Y. Pecresse

Primeiro Oficial – B. Bachelet

Engenheiro de Voo – A. Piccinini

31 de março Paris (ORY)-Londres (LGW)

02 de abril Londres (LGW)-Londres (LGW)

03 de abril Londres (LGW)-Dublin (DUB)

03 de abril Dublin (DUB)-Dublin (DUB)

04 de abril Dublin (DUB)-Estocolmo (ARN)

RN176 Em Paris-Orly, o supersônico, em 2 de abril de 1996, no hangar, todo isolado para nova pintura da Pepsi, iniciará uma campanha promocional na Europa e no Oriente Médio. Para a operação comercial da Pepsi, será um total de 16 voos, incluindo os voos de balsa partindo de Orly, e 10 cidades serão visitadas. Cada voo, exceto o primeiro e o último, teria sido uma ocasião para voar supersônico

04 de abril Estocolmo (ARN)-Estocolmo (ARN)

04 de abril Estocolmo (ARN)-Paris (CDG)

31 de março Paris (ORY)-Londres (LGW)

02 de abril Londres (LGW)-Londres (LGW)

03 de abril Londres (LGW)-Dublin (DUB)

03 de abril Dublin (DUB)-Dublin (DUB)

04 de abril Dublin (DUB)-Estocolmo (ARN)

04 de abril Estocolmo (ARN)-Estocolmo (ARN)

04 de abril Estocolmo (ARN)-Paris (CDG)

RN176 O Concorde no hangar da Air France, já em 2 de abril de 1996, com o nome da Pepsi, que fez investimento neste projeto de mais de US$ 3 bilhões

06 de abril Paris (CDG)-Beirute (BEY)

07 de abril Beirute (BEY)-Dubai (DXB)

07 de abril Dubai (DXB)-Dubai (DXB)

07 de abril Dubai (DXB)-Jeddah (JED)

08 de abril Jeddah (JED)-Cairo (CAI)

08 de abril Cairo (CAI)-Milão (LIN)

09 de abril Milão (LIN)-Madri (MAD)

09 de abril Madri (MAD)-Madri (MAD)

09 de abril Madri (MAD)-Paris (ORY)

RN176 No hangar da Air France de Paris-Orly, em 2 de abril de 1996, O projeto da Pepsi, em sua cartada final da pintura, que foi gasto no projeto Azul, mais US$ 500 milhões em publicidade e divulgação no projeto Azul da Pepsi

FASE – 2

Capitão – G. Arondel

Primeiro Oficial – P. Decamps

Engenheiro de Voo – M. Suand

06 de abril Paris (CDG)-Beirute (BEY)

07 de abril Beirute (BEY)-Dubai (DXB)

07 de abril Dubai (DXB)-Dubai (DXB)

07 de abril Dubai (DXB)-Jeddah (JED)

08 de abril Jeddah (JED)-Cairo (CAI)

08 de abril Cairo (CAI)-Milão (LIN)

09 de abril Milão (LIN)-Madri (MAD)

09 de abril Madri (MAD)-Madri (MAD)

09 de abril Madri (MAD)-Paris (ORY)

RN176 Em 2 de abril de 1996, Concorde Pepsi, onde foi pintado nas instalações de manutenção da Air France em Paris-Orly, foi desembrulhado como se fosse um presente para ser preparado para ser apresentado para a imprensa mundial para fala do Projeto Azul

Com o objetivo de definitivamente contrastar com a Coca Cola, a empresa decidiu investir mais de 3 bilhões de dólares num projeto grandioso de reposicionamento da marca e lançamento de embalagens, desta vez na cor Azul A companhia francesa topou a parceria, mas não pense que foi tão simples como pintar o avião e sair voando!

  Limite da velocidade devido à pintura de cor azul

Uma das ações mais emblemáticas desse período foi a pintura do Concorde F-BTSD, transformando-o numa “lata de refrigerante”. Embora o valor total pago pelo privilégio de exibir suas cores corporativas no Concorde nunca tenha sido divulgado, só os trabalhos de pintura de aeronaves como o Boeing 767 podem custar mais de US$ 150.000. Já o Concordes operavam em ambientes extremos em altitudes de até 60.000 pés e velocidades ​de cruzeiro de 1.350 mph (Mach 2,04), sujeitando a fuselagem da aeronave a imensas pressões durante o voo supersônico. Devido ao aquecimento da estrutura da aeronave, os Concordes se estendiam de 15 a 30 cm durante o cruzeiro em alta velocidade.

RN176 Depois de pronto, o supersônico Concorde foi apresentado para a imprensa mundial no aeroporto de Gatwick, em Londres, em 31 de março de 1996, no hangar onde a Pepsi revelou a nova marca da cor azul. Iniciando uma campanha promocional na Europa e no Oriente Médio. Para a operação comercial da Pepsi, foram realizados um total de 16 voos, incluindo os voos de balsa partindo de Orly (segundo mais importante aeroporto de Paris; o primeiro mais importante de Paris é o Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle), e 10 cidades foram visitadas. Cada voo, exceto o primeiro e o último, teria sido uma ocasião para voar supersônico

Havia um motivo para todos os Concorde serem pintados de branco: a temperatura. A aprovação do fabricante veio, mas com a ordem de manter as asas pintadas de branco, pois abaixo estavam os tanques de combustível. A Air France também recebeu o conselho de permanecer voando na velocidade máxima (Mach 2,02) por no máximo 20 minutos. Foram necessários 200 litros de tinta e 2 mil horas de trabalho para concluir a tarefa. Foram 16 voos pelo mundo ao total, incluindo o voo de Paris para Londres onde o avião foi revelado ao público em uma festa lotada de celebridades. O resultado ficou lindo demais! 

200 litros de tinta azul para fazer o turismo da divulgação da nova embalagem da Pepsi em 16 voos por 10 cidades  

Os trabalhadores gastaram 2.000 horas e usaram 200 litros de tinta azul para concluir a tarefa de repintar a aeronave no esquema da Pepsi, que foi concluída nas instalações de manutenção da Air France no aeroporto de Paris – Orly, em sigilo estrito, com trabalhadores ocultando a pintura concluída, cobrindo o jato em papel de embrulho marrom.

Mapa do roteiro do turismo do jato Concorde na divulgação da cor Azul da Pepsi da Nova embalagem do produto

RN176 O mapa do itinerário dos voos turísticos do Concorde do consórcio com a cor-azul da Pepsi em 16 voos por 10 cidades da Europa e do Oriente Médio é divulgado na nova embalagem do produto Pepsi

Em seguida, o jato voou para o aeroporto de Gatwick, em Londres, sob a escuridão da noite de 31 de março de 1996 e, ao pousar, foi prontamente rebocado para o hangar onde a empresa revelaria a nova marca. 

Em 2 de abril de 1996, centenas de jornalistas de 40 países cobriram a grande revelação da nova marca aplicada no Concorde, que contou com as supermodelos Claudia Schiffer e Cindy Crawford, bem como o fenômeno do tênis Andre Agassi. Nas duas semanas seguintes, a aeronave completou um tour de 16 voos por 10 cidades pela Europa e Oriente Médio, usando a pintura exclusiva, antes de retornar ao serviço nas cores regulares da Air France.

RN176 O Museu do Ar e do Espaço em Le Bourget está aberto todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 10h às 18h. Endereço: Aéroport de Paris-Le Bourget, 93352 Le Bourget, França. Telefone: +33 1 49 92 70 00

A aeronave em si é historicamente significativa por várias outras razões. Além de usar brevemente o logo da Pepsi, esse foi um dos exemplares finais do Concorde e se beneficiou de técnicas avançadas de construção, como rebites de titânio ​​para “aumentar a leveza”, totalizando 2.050 libras em economia total de peso em comparação com os primeiros.

Atualmente, aeronave agora reside em exposição permanente no Museu do Ar e do Espaço em Le Bourget, França.

Exemplos de Concordes em exibição:

  • Centro Steven F. Udvar-Hazy (Chantilly, Virgínia, EUA): Uma das aeronaves está lá, permitindo que os visitantes a vejam e caminhem sob ela. 
  • Museu do Voo (Seattle, EUA): O Concorde G-BOAG, que realizou o último voo de passageiros do Concorde, está exposto aqui. 
  • Musée de l’Air et de l’Espace (Le Bourget, França): O Concorde F-BTSD, que detém recordes de voos mais rápidos, está localizado neste museu. 
  • Museu Intrepid (Nova York, EUA): Um Concorde está em exibição, tendo chegado ao museu após ser restaurado. 
  • Fábrica da Airbus (Toulouse, França): Um Concorde está na fábrica da Airbus em Toulouse. 
  • Aeroporto de Bristol Filton (Reino Unido): O último Concorde a ser construído está neste local. 

RN176; Assistam aos vídeos sobre o quanto o Concorde impactou a economia e o segmento da aviação comercial nas principais cidades e países do mundo. As reportagens e documentário produzidos darão uma compreensão eficaz. Veja na sequência elas: AP Archive, TU-144 Supersonic, Robert Cohn Octel Communication, scotty2707, NBA Inside Stuff, Simpin2, Gordon Roxburgh, eduardogeorgenews e TV Cultura-SP, referentes à tragédia e à extinção do supersônico Concorde, que teve como objetivo encurtar a distância entre as principais cidades mais importantes do mundo no século XXI, Londres-Reino Unido e Nova York-EUA. Dê a sua opinião sobre esse artigo!

FONTES: ROTANEWS176=ESPECIAL, ARQUIVO PUBLICO, AUDIOVISUAL E IMPRENSA ESCRITA