Cuidado ao comer atum: pouca gente sabe, mas existe uma reação comum que leva muita gente ao hospital, mesmo quem não é alérgico

ROTANEWS176 26/06/2025 16:10

Reprodução/Foto-RN176 Cuidado ao comer atum: pouca gente sabe, mas existe uma reação comum que leva muita gente ao hospital, mesmo quem não é alérgico© Ilia Nesolenyi/Gettyimages

Os peixes são alimentos nutritivos e bastante presentes nos pratos dos brasileiros, sendo o atum um dos mais consumidos, com diversos tipos de preparações. No entanto, apesar de sua popularidade, esse ingrediente pode provocar uma reação adversa pouco conhecida — e que não está necessariamente ligada a alergias alimentares.

Trata-se da síndrome escombroide, um problema mais comum do que muitos imaginam e que, em alguns casos, exige atenção médica imediata. Entenda mais!

O que é a síndrome escombroide?

A síndrome escombroide – também conhecida como intoxicação por histamina de peixe – é uma reação tóxica causada pelo consumo de peixes mal armazenados, como o atum, levando ao acúmulo da substância chamada histamina. 

“Não é uma resposta alérgica, que depende do sistema imune para acontecer. É uma intoxicação alimentar”, esclarece Lucila Camargo Lopes de Oliveira, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Alguns dos sintomas que a condição pode provocar são:

  • Vermelhidão na pele
  • Coceira
  • Dor de cabeça
  • Náuseas e vomito
  • Diarreia
  • Mal-estar geral

Quais outros peixes podem causar a síndrome escombroide?

Além do atum, outros peixes mal armazenados que podem causar a síndrome escombroide estão associados a família Scombridae, que possuem um alto teor de histidina. Entre os mais comuns estão:

  • Cavalinha
  • Bonito
  • Sardinha
  • Dourado-do-mar

Como evitar a síndrome escombroide?

De acordo com a especialista, a melhor forma de evitar a intoxicação é consumir alimentos de boa procedência, que tenha garantia de armazenamento e manuseio adequados.

“Aquele peixe que tenha sido mantido numa rede de frio adequada, que não tenha ficado exposto à temperatura ambiente por muito tempo — geralmente por mais de duas horas”, recomenda. 

FONTE: MINHA VIDA