ROTANEWS176 18/01/2025 11:45 ESPECIAL DIRETO DA REDAÇÃO DO JBS
Nestes trechos do capítulo “SGI”, do volume 21, do romance Nova Revolução Humana, Ikeda sensei registra momentos dos bastidores da fundação da Soka Gakkai Internacional.
Reprodução/Foto-RN176 Representantes da organização de diversos países em encontro no Japão (Tóquio, jun. 2024). Foto: Seikyo Press.
Shin’ichi teve a ideia de realizar uma conferência para a paz mundial e de estabelecer uma organização budista internacional durante a sua visita ao Havaí em abril de 1974. Na ocasião, conversou com membros de Guam. Trocando opiniões com eles, resolveu que de algum modo converteria Guam, um lugar que sofrera intensamente com a devastação provocada pela guerra, num farol para a paz mundial.
“Carma” é outro nome para missão. Locais que vivenciaram a brutalidade da guerra têm a missão de emitir grandes ondas de paz.
Shin’ichi expôs aos líderes centrais da Soka Gakkai dos Estados Unidos a intenção de realizar uma conferência para a paz mundial em Guam. Quando a pessoa central da organização em Guam ouviu sobre o plano por intermédio de um dos líderes americanos, manifestou sincero apoio. Ele solicitou encarecidamente que a conferência para a paz mundial fosse realizada em Guam para que sua ilha pudesse dar início a uma corrente pela paz.
Depois da concordância dos representantes de vários países, deliberou-se a realização da Primeira Conferência para a Paz Mundial em Guam. (p. 14)
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Na entrada do hall, havia sido colocado um livro de visitas para todos assinarem, como registro de participação naquele memorável evento. Shin’ichi também assinou o livro, que possuía colunas reservadas para a pessoa indicar o nome e a nacionalidade. Ele registrou seu nome e, então, na coluna para a nacionalidade, escreveu: “O Mundo”. As pessoas que estavam em volta dele se emocionaram profundamente.
Enquanto assinava o livro, recordou-se ternamente do compromisso do seu mestre, segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, com o ideal da cidadania global. Shin’ichi declarou em seu coração: “Toda sensei, dedicarei a vida ao kosen-rufu mundial, para promover a paz e a felicidade para toda a humanidade”.
Shin’ichi já havia libertado seu coração de qualquer fronteira muito tempo atrás. Para ele, a verdadeira pátria não era o pequeno país chamado Japão, no leste da Ásia, mas o próprio mundo. Na coluna da nacionalidade, ele escreveu “O Mundo”, pois isso representava seu sentimento mais íntimo e genuíno. (p. 11-12)
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De manhã cedo, em 26 de janeiro, dia em que se daria a Primeira Conferência para a Paz Mundial, Shin’ichi estava na praia da ilha de Guam.
Lembrou-se de uma viagem que fez com seu mestre, Josei Toda, no verão de 1954, à terra natal dele, Atsuta, um vilarejo em Hokkaido. Fitando o Mar do Japão enquanto o sol se punha, o Sr. Toda disse a Shin’ichi:
“Construirei uma sólida base para o kosen-rufu no Japão, mas você assentará o caminho para o kosen-rufu no mundo inteiro”.
Shin’ichi gravou aquelas palavras em seu coração como se fossem uma ordem expressa e final.
E agora, recordando-se delas, disse a Josei Toda em seu coração:
“Sensei! Hoje, membros de 51 países e territórios estão se reunindo para a conferência para a paz mundial. O kosen-rufu está se propagando para todos os cantos do mundo, divulgando sua mensagem de paz global. Parece que, na conferência de hoje, vou me tornar presidente da Soka Gakkai Internacional e passar a assumir a liderança, tanto nominal como efetiva, do kosen-rufu mundial. Como seu representante, estou prestes a alçar voo pelo mundo”.
E naquele dia, Shin’ichi foi, de fato, nomeado presidente da SGI por decisão unânime dos participantes da conferência. Aquele momento assinalou o alvorecer de um novo e épico dia na história do kosen-rufu. (p. 29-30)
No topo: Representantes da organização de diversos países em encontro no Japão (Tóquio, jun. 2024). Foto: Seikyo Press.
Dica de leitura
Veja sobre a fundação da SGI no romance Nova Revolução Humana, v. 21, capítulo “SGI”. Para mais informações, acesse aqui .
FONTE: SEIKYO PRESS