Felicidade que se propaga

ROTANEWS176 28/02/2026  11:30 

CONHECA O BUDISMO DIRETO MDA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

A construção de um mundo de paz começa com a mudança no coração de cada pessoa. Veja como a sincera dedicação na prática do shakubuku abre portas para a transformação pessoal e da sociedade

Reprodução/Foto-RN176 Desenho de um diálogo feminino de ilustração da matéria

Na Soka Gakkai, fevereiro é considerado o mês do shakubuku, pois nessa época, em 1952, o jovem Daisaku Ikeda, com apenas 24 anos de idade, liderou um histórico movimento no Distrito Kamata, Japão, que concretizou 201 novas famílias praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin.

Também, atualmente, estamos para receber as comemorações dos sessenta anos da segunda visita de Ikeda sensei ao Brasil, em 1966, empreendida em meio à ampla propagação do budismo em terras brasileiras na época. Desde a primeira visita do Mestre, em 1960, quando contava com cerca de cem famílias de praticantes, a organização passou a ter mais de oito mil após pouco mais de cinco anos.

Mais do que números, essas vitórias expressam a força da correta prática da fé e da relação de unicidade de mestre e discípulo que abraçam um mesmo ideal pelo estabelecimento da paz no mundo.

Reprodução/Foto-RN176 Desenho de ilustração da matéria

Praticar para transformar

Basicamente, realizar o shakubuku é apresentar a prática do Budismo de Nichiren Daishonin a outra pessoa. O termo “shakubuku” significa “remover o sofrimento e conceder a alegria”, ou seja, um ser humano benevolente possui essa atitude compassiva. São essas duas ações simultâneas que revivem a bondade e dissipam a escuridão na vida das pessoas e da sociedade.

O conceito de shakubuku não se limita apenas a propagar o budismo. A relação com a propagação existe porque Nichiren Daishonin demonstrou que o método mais adequado para propagar o budismo é a benevolência. Em outras palavras, praticar o shakubuku consiste em “propagar o budismo com benevolência”. O presidente Ikeda salienta:

Nós somos bodisatvas da terra que nascemos nesta era com o desejo de lutarmos juntos pelo kosen-rufu.

Ao orarmos Nam-myoho-renge-kyo com a consciência dessa missão e dessa profunda relação cármica, uma ilimitada força e sabedoria emergem do âmago da nossa vida.

Fazer shakubuku é a ação mais sublime de um buda. Por isso, desafiem realizar shakubuku  com máxima alegria e vivacidade.

Shakubuku é o mais supremo e nobre ato humano porque valoriza incondicionalmente cada pessoa destinando-lhe sinceros e incansáveis incentivos.1

Ser feliz com os outros

O objetivo da prática do shakubuku é a conquista da iluminação, ou a felicidade absoluta, tanto de quem ensina o budismo quanto de quem aprende. Ikeda sensei ressalta:

Desejar somente a própria felicidade é egoísmo. Desejar apenas a felicidade dos outros é hipocrisia. A verdadeira alegria existe quando cada um de nós juntamente com as outras pessoas nos tornamos felizes.2

Não existe segredo, fórmula ou técnica especial para se realizar o  shakubuku. Propagar o budismo não é uma questão de ser eloquente ou explicar teorias difíceis. A transmissão acontece por meio do contato de vida a vida. 

O que garante o sucesso na realização do  shakubuku  é o sentimento de alegria e orgulho por realizar essa prática. A alegria de atuar como um discípulo do mestre e o orgulho de servir como emissário do Buda — ter esses sentimentos é fundamental. Isso é propagar o budismo com sinceridade. 

Os benefícios dessa prática se encontram na alegria sentida por se esforçar em realizar o shakubuku. Não está unicamente na conversão do convidado ou na quantidade realizada, conforme Ikeda sensei diz:

Muito além da questão de que se cada pessoa com quem conversamos se converte ou não ao budismo, nossa preocupação fundamental deve ser a de promover ainda mais a compreensão e o entendimento sobre nossa filosofia, enquanto trabalhamos em conjunto com as pessoas ao nosso redor para construirmos uma sociedade mais feliz para todos.3

Comportamento e comprovação

Somente as palavras não são suficientes para propagar o budismo porque não se transmite benevolência com explicações. Isso só é possível com o coração que transborda de alegria do estado de buda e que se manifesta no próprio comportamento.

Não há outro caminho para mudar a si próprio e a sociedade por meio do shakubuku que não seja a benevolência. 

Se quisermos um resultado concreto, precisamos trilhar esse caminho.

No budismo, a benevolência é a manifestação concreta da iluminação na vida de uma pessoa. Recitar daimoku com fé inabalável no Gohonzon é a própria iluminação. Em nossa atuação pela realização do shakubuku e pelo kosen-rufu, como membros da Soka Gakkai, podemos criar diversas oportunidades para as pessoas terem o contato direto com a Lei Mística. Ikeda sensei nos incentiva dizendo:

Fé é “força para viver”. Fé é a “fonte de felicidade”. Quem se empenha nas atividades da SGI, aplicando o princípio da “prática individual e altruística (aos outros)”, manifesta vivacidade e entusiasmo. Jamais é infeliz.

Realizar shakubuku não é algo fácil, mas não existe causa maior para seu próprio desenvolvimento.

Pelo princípio de “desejos mundanos são iluminação”, a medida de seus esforços e desafios para fazer shakubuku é o exato tamanho da sua felicidade.

Preocupar-se sinceramente com a realização de shakubuku é, em si, a grande preocupação de um buda. Por isso, quem realiza o shakubuku já está na condição de vida de um buda.4

Em meio ao grandioso avanço de “Cinquenta anos em cinco”, os integrantes da BSGI empenham-se visando 2030, quando serão comemorados o 70o aniversário da organização e o centenário da Soka Gakkai, pondo em prática o espírito fundamental da realização do shakubuku para a felicidade de todos e pela transformação do destino de toda a humanidade.

Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.675, 23 jan. 2025, p. 16-17.

Notas:
1. Brasil Seikyo, ed. 2.399, 9 dez. 2017, p. C4.
2. IKEDA, Daisaku. Sabedoria para Criar a Felicidade e a Paz — Parte 1: Felicidade. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2022. p. 219.
3. Brasil Seikyo, ed. 1.925, 26 jan. 2008, p. A3.
4. Idem, ed. 2.399, 9 dez. 2017, p. C4

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO