ROTANEWS176 28/02/2026 11:05
RELATO DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS
Por Yumi Meireles Suzuki Kussuda
Com a força de suas raízes, nutridas pela prática budista, Yumi comprova e segue inspirando os amigos à felicidade plena.

Reprodução/Foto-RN176 Yumi Meireles Suzuki Kussuda. Na BSGI, atua como vice-responsável pela Divisão Feminina da RM Joinville e responsável pelo Zenshin da CRE Sul.
Uma árvore não se torna frondosa sem raízes fortes. Essa premissa é tão verdadeira na natureza como na trajetória de Yumi Meireles Suzuki Kussuda, 45 anos, residente em Joinville, SC. A convicção dela resume a história pioneira de sua família, que completou 65 anos de dedicação ao Budismo de Nichiren Daishonin, mesclando-se com o surgimento da BSGI. “Quando não existia mais esperança, fomos abraçados pela Soka Gakkai”, recorda-se. Voltamos a 1960, durante os preparativos para a primeira visita de Daisaku Ikeda, terceiro presidente da Soka Gakkai, ao Brasil. Por meio de uma mobilização que incluía anúncios em jornais da colônia japonesa, o avô de Yumi , Yaichi Suzuki, recebeu o convite para conhecer a filosofia. O momento era de extrema vulnerabilidade: viúvo precocemente, criava sozinho cinco filhos pequenos, enquanto enfrentava um complexo processo financeiro. Proveniente de Shizuoka, vieram ao Brasil recomeçar a vida, atravessando o oceano em uma jornada de mais de cinquenta dias.

Reprodução/Foto-RN176 Yumi e a família
Um surto de sarampo levou familiares antes de desembarcarem. Ao encontrar o Budismo Nichiren, ele não hesitou e conduziu os cinco filhos a iniciarem juntos a prática. Um deles era o pai de Yumi, Roberto, que ainda criança começou a prática por intermédio dos companheiros que o convidavam para jogar futebol após as atividades. Seu sonho era pertencer à Força Aérea Brasileira. Tornou-se engenheiro eletricista e serviu a Aeronáutica. Sem dúvida no coração, apresentou o budismo à namorada, que se tornou sua esposa. E assim nasceram três filhas no lar, no qual reinava a coragem para superar a tudo. Yumi, a filha do meio, e as irmãs Moniki e Kimiko jamais se afastaram da prática da fé. “Eles enfrentavam qualquer problema com base no desafio diário de daimoku e nas orientações de Ikeda sensei”, revela Yumi.
A gratidão é imensa: “Somos frutos dessas poderosas raízes, fortalecidas pelo incentivos do Mestre que, mesmo doente, corajosamente veio ao Brasil plantar a semente da esperança para os brasileiros”, emociona-se Yumi. “Crescemos nos jardins Soka, repleto de alegria e muito companheirismo.
Com raízes iguais a essas, como não se fortalecer?”.

Reprodução/Foto-RN176 Foto de destaque da matéria
Desenvolvimento constante
Mais tarde, Yumi cursou psicologia. No meio dessa experiência, vivenciou a dor da perda repentina do pai, em 2003. “Minha mãe e nós, filhas, jamais nos permitimos ser derrotadas por qualquer obstáculo.”
No ano seguinte, em 2004, Yumi participou de um intercâmbio na Soka Gakkai Internacional (SGI) nos Estados Unidos (SGI-Estados Unidos), ocasião em que conheceu Eduardo, também praticante budista, com quem mais tarde se casou. Foram quase dez anos atuando juntos na Juventude Soka, construindo recordações de ouro, enquanto percorriam mais de dez cidades da região norte do estado de Santa Catarina para encontrar os membros. Após o casamento em 2013, decidiram aprimorar os estudos na Argentina. O marido, Eduardo, estudou medicina com muito afinco, e também atuava nas atividades na sede central. Lá, lideraram um bloco no qual havia apenas três membros, número que subiu para mais de trinta quando retornaram para o Brasil em 2016.
O primogênito da família, Lorenzo Hideo, nasceu em Buenos Aires. Os outros dois, Lavínia Yoshie e Lucas Takashi nasceram em Joinville. “Os três possuem a boa sorte de ter o nome oferecido por sensei. São nossos tesouros, a quarta geração de praticantes da família, e vivem felizes nos jardins Soka”, ressalta a emocionada Yumi.
Flores e frutos
As conquistas de Yumi no trabalho como psicóloga se somam à carreira em pleno desenvolvimento do marido na medicina. Atualmente, ela trabalha no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). Comprovando a força do Nam-myoho-renge-kyo na vida, Yumi inspirou à prática da fé mais de dez pessoas.
“Aprendi com minha mãe a nobre arte de compartilhar o budismo, sempre priorizando a felicidade de quem está à minha frente. Fico imensamente feliz ao ver cada pessoa a quem apresentei o budismo vencendo as adversidades”, enfatiza. A mais recente é uma amiga do trabalho, que recebeu seu Gohonzon (objeto de devoção no budismo) em dezembro último.
De volta às origens
Tornar mais uma família feliz foi uma vitória que Yumi levou no coração ao integrar o Grupo de Aprimoramento da SGI no Japão (Kenshukai) em janeiro deste ano. Uma trajetória inesquecível ao lado de sete companheiros dos grupos Zenshin (mulheres até 45 anos) e do Alvorada (grupo de jovens seniores) da BSGI. “Com imensa gratidão, ali pude renovar meu juramento e declarar com convicção: “Eu venci e vencerei ainda mais!”.
Yumi também se referia à vitória familiar diante da doença. A sobrinha, Mariana, de 19 anos, descobriu um tumor maligno no ovário em 2025. Após a cirurgia e alguns meses de quimioterapia, em novembro último veio a vitória: os exames mostraram que não havia mais sinais da doença. Foi a prova viva de que “O inverno nunca falha em se tornar primavera”,1 resume Yumi.
Como integrante do grupo Zenshin, Yumi se sente honrada por todo o treinamento precioso recebido e de estar construindo uma jornada de felicidade ao lado das amadas companheiras, com base em “Shitei funi é a minha vida e avançar é a nossa missão”.
Yumi Meireles Suzuki Kussuda, 45 anos. Piscóloga. Na BSGI, atua como vice-responsável pela Divisão Feminina da RM Joinville e responsável pelo Zenshin da CRE Sul.
Nota:
- Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 560, 2020
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS










