Há uma fotografia, que ficou imortalizada e famosa da Guerra do Vietnã, que completa 40 anos

3-VÍDEOS: NA ÍNTEGRA PARA ENTENDER O QUE FOI A GUERRA DO VIETNÃ! –

ROTANEWS176  01/06/2012 13:41                                    

Especial por JC

Menina de foto ganhadora do Prêmio Pulitzer( que é um prestigioso prêmio americano concedido anualmente em reconhecimento a trabalhos notáveis nas áreas de jornalismo, literatura e composição musical) lembra consequências em sua vida. Ela chegou a ser usada pelo governo comunista como ‘modelo’ contra o Ocidente.

A famosa fotografia da “menina do napalm” completa 40 anos nesta sexta-feira. A imagem tornou-se um dos grandes símbolos dos estragos da Guerra do Vietnã é vista até hoje pelos envolvidos na cena como determinante para mudar os cursos do conflito

Reprodução/Foto-RN176 Imagem icônica mostra menina vietnamita correndo nua após o bombardeio de sua vila com explosivo napalm. A fotografia imortalizada que ajudou acabar com a Guerra feita em 8 de junho de 1972 (Foto: Nick Ut/AP)

Na imagem, a menina vai ter sempre 9 anos de idade, gritando “Muito quente! Muito quente!” enquanto corre em desespero pela rua que sai de seu vilarejo no Vietnã. Nua após sofrer ferimentos de explosivo napalm que é uma, mistura de Naftenato de alumínio e Palmitato de alumínio mono e di-hidroxilados, NP (NaPalm) é associado a um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar incendiário convencional. em um bombardeio em 1972, ela vai para sempre ser uma vítima sem nome.

Reprodução/Foto-RN176 O fotógrafo Nick Ut visita a personagem de sua foto
mais famosa, um ano após o bombardeio, a menina vietnamita Kim Phuc (Foto: AP)

Kim Phuc tinha somente nove anos quando um avião do exército sul-vietnamita bombardeou o pequeno povoado de Trang Bang, próximo de Ho Chi Minh, a antiga Saigon.

Veja a foto que praticamente acabou com a Guerra do Vietnã:

RN176; – A polêmica por trás da autoria de uma das fotos mais famosas da história

O ataque foi coordenado com o comando americano, que pretendia controlar a estrada entre Camboja e Vietnã. Os relatórios dos EUA indicavam que não havia civis na cidade, como explicaram posteriormente os militares à frente da operação, os mesmos que deram sinal verde para o lançamento de mísseis carregados de napalm, um combustível capaz de carbonizar qualquer forma de vida, e que transformou o em um inferno em chamas. O fogo dessas bombas, que alcança 1.200 graus, queimou suas roupas e causou queimaduras em 65% de seu corpo, especialmente nas costas e no braço esquerdo, cuja pele era derretida pelo calor.

Kim saiu correndo sem roupas pela estrada – gritando “muito quente, muito quente” – com o rosto em lágrimas, assim como seus outros parentes. Neste mesmo momento, a imagem acabou sendo imortalizada pelo fotógrafo vietnamita Nick Ut, que cobria a Guerra do Vietnã para a agência americana Associated Press. A foto, tirada no dia 8 de junho de 1972, foi divulgada em todo mundo e revelou todos os horrores do conflito à sociedade internacional, sendo decisiva para acelerar o fim dos confrontos.

Reprodução/Foto-RN176 Em imagem de 1997, Kim Phuc aparece com o filho e o marido no apartamento da família em Toronto (Foto: Nick Ut/AP)

Kim Phuc chegou em estado crítico ao centro médico e o pessoal, sem muitos recursos, enviou a jovem diretamente para o necrotério, onde passou três dias. “Mas eu não morria”, contou. contou. Graças a um amigo de seu pai, a menina acabou sendo realocada em umas instalações para queimados. Neste local, a jovem ficou internada durante 14 meses. “É um milagre o fato de eu ter conseguido sobreviver”, confessou a mulher que emocionou os californianos com sua história. No encontro, Kim também mostrou as cicatrizes em seu braço queimado, que, mesmo depois de 17 cirurgias plásticas, ainda seguem visíveis.

Ela continua –  as sequelas psicológicas duraram muito mais tempo comigo. Mas, depois de 1982, ela encontrou a paz.

RN176 Da dir. para esq. de baixo para cima: Nick Ut e Kim Phuc juntos, a foto tirada pelo fotografo Nick Ut fotógrafo-freelancer vietnamita a foto da garotinha com 9 anos de idade na época ela correndo na rua sem roupa gritava “Muito quente! Muito quente!” agência americana Associated Press como principal foto da Guerra do Vietnã e na parte de cima de costa a vietnamita Kim Phuc a queimadura da Bomba Napalm (mistura incendiária de um agente gelificante e um petroquímico volátil que aumenta a temperatura do fogo)

“Estou muito contente. Penso que a fotografia é um presente muito poderoso para mim e acho que o mundo é melhor graças a ela. Isso porque, a imagem fez com que o povo adquirisse mais consciência do que é uma guerra”, afirma.

Após a Guerra do Vietnã, Kim Phuc foi convidada pelo governo comunista do país para diversas campanhas. Após criar uma boa relação com as autoridades, a jovem conseguiu uma permissão para estudar em Cuba, onde aprendeu um pouco de espanhol e conheceu seu marido. Em 1992, quando voltava de uma viagem de Moscou para Havana, Phuc aproveitou uma escala de seu avião no Canadá para pedir asilo político. Há 15 anos é embaixadora de Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A imagem mais famosa da Guerra do Vietnã, feita pelo fotógrafo Huynh Cong “Nick” Ut, da Associated Press, completa na semana que vem 40 anos. A menina Kim Phuc, hoje aos 49 anos, conta que a fotografia passou a “persegui-la”.

Reprodução/Foto-RN176 Nick Ut, fotógrafo que segue trabalhando para a Associated Press, visita a antiga casa de Phuc no vilarejo Trang Bang no Vietnã, perto de onde a famosa fotografia foi tirada (Foto: Na Son Nguyen/AP)

“Eu realmente queria escapar daquela pequena menina. Mas parece que aquela imagem não me deixava ir”, diz Phuc.

Passados vários anos, ela e o fotógrafo já se reuniram diversas vezes para recontar os acontecimentos no dia do bombardeio e suas consequências, principalmente na vida da mulher. Phuc virou embaixadora da boa vontade da Organização das Nações Unidas (ONU), e ajuda vítimas de guerra.

Há anos moradora do Canadá, ela lembra do que foi obrigada a enfrentar depois que o regime comunista do norte tomou conta do sul do Vietnã, onde fica a vila em que ela nasceu. Vendo o potencial de usar a menina como símbolo de suas críticas ao Ocidente, o governo obrigou-a a abandonar a faculdade e passar a atender jornalistas, sempre em visitas monitoradas.

“Eu fui queimada com napalm e me tornei uma vítima de guerra, mas crescer daquele jeito me tornou outro tipo de vítima”, lembra a mulher.

RN176; Assistam aos 3 vídeos, o primeiro vídeo mostra a Kim Phuc correndo nua no meio da rua depois que saiu do vilarejo com seu irmão e primos depois da Bomba Napalm, o segundo vídeo é da agência espanhola EFE que descreve a história dos 40 anos da foto que influenciou a Guerra do Vietnã e o terceiro e último vídeo é um documentário de como surgiu a Guerra do Vietnã. Deixe o seu comentário!

FONTES: RN176/EFE/ E HISTORY