Incessante correnteza azul da “criação de valores”

ROTANEWS176 21/06/2025 12:05

ENCONTRO COM O MESTRE

Por Dr. Daisaku Ikeda

Ser e desenvolver pessoas que se dediquem ao kosen-rufu a partir da própria revolução humana é o tema destes trechos selecionados de incentivos de Ikeda sensei

Reprodução/Foto-RN176 Ikeda sensei, acompanhado de sua esposa, Kaneko, é recepcionado pelos integrantes das Divisões dos Estudantes e dos Jovens da SGI-Reino Unido (Centro Cultural de Taplow Court, Reino Unido, jun. 1994). Ele foi um filósofo, escritor, fotógrafo, poeta e líder budista da SGI atualmente o Mestre e Presidente da Soka Gakkai Internacional – SGI – Editora Brasil Seikyo – BSGI

Nam-myoho-renge-kyo é a lei fundamental do universo. Quando recitamos Nam-myoho-renge-kyo, alinhamos nossa vida com a Lei Mística e geramos um poder tão vasto quanto o próprio universo. Recitar Nam-myoho-renge-kyo também é fonte de ilimitada boa sorte e benefício.

Nossa prática do gongyo é uma cerimônia majestosa e solene na qual oramos pela paz no mundo e pela felicidade de todos os seres vivos.

A cada dia, com a firme decisão de nos tornar “mais azuis do que a própria planta do índigo”, recitemos Nam-myoho-renge-kyo ainda mais intensamente e movamos tudo em direção à esperança e à vitória.

Brasil Seikyo, ed. 2.625, 31 dez. 2022, p. 11.


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Nossa prática do Budismo Nichiren é o motor para um incessante crescimento e desenvolvimento.

“Este ano me esforçarei com decisão renovada!”; “Vou romper meus limites!” — novos objetivos assim serão a força para conquistar a vitória da simultaneidade de causa e efeito.

A essência do Budismo Nichiren é a prática da fé para lutar constantemente. O contínuo desafio e o resoluto despertar tingirão nossa existência de eterno estado de buda.

Idem, ed. 2.386, 9 set. 2017, p. B4.


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O esforço e o empenho na prática budista, dia após dia, para concretizar nossos desejos e objetivos fortalecem nossas orações e aprofundam nossa fé. Ler o Gosho produz o mesmo efeito. Ao lermos o Gosho repetidas vezes em meio a nossas lutas, gravamos na vida as ações corajosas e justas de [Nichiren] Daishonin, sua infinita compaixão pelos discípulos e, acima de tudo, seu ardente compromisso com a propagação da Lei Mística. Desse modo, fazemos o estado de buda impregnar ou “tingir” nossa vida. Como Daishonin nos assegura em outra carta, A Neve e a Laca, “Aqueles que se imbuem do Sutra do Lótus [Nam-myoho-renge-kyo] invariavelmente se tornam budas”.1

Ao perseverarmos na prática budista, buscando nos aproximar da condição de vida de Daishonin e aprofundar a convicção de que somos bodisatvas da terra e a expressão da Lei Mística, alcançaremos uma condição de felicidade absoluta na qual estar vivo constitui em si a maior alegria.

Idem, ed. 2.382, 5 ago. 2017, p. B2.

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Tornar-se “mais azul que o índigo” significa desafiar a nós mesmos com coragem. Esse é o desafio corajoso de continuamente ultrapassar nossos próprios limites e criar valor em nossa vida e sociedade. É um empreendimento difícil e exigente, mas levará a um maravilhoso drama de revolução humana, transbordante de ilimitada satisfação e crescimento.

Terceira Civilização, ed. 603, nov. 2018, p. 8.

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As folhas da planta do índigo são esverdeadas com um ligeiro tom azulado. Mas, se algo é mergulhado várias vezes na tinta obtida dessas folhas, adquire um tom forte de azul. Nossa prática para atingir o estado de buda nesta existência também é assim.

Por expor esse princípio, o Sutra do Lótus pode ser comparado às folhas da planta de índigo. A prática do Budismo de Nichiren Daishonin, por sua vez, é como submergir algo repetidamente na tinta obtida a partir das folhas. Em outras palavras, no Budismo de Nichiren Daishonin, ao aprofundarmos a fé ouvindo os ensinamentos e ao nos empenhar ainda mais na prática, podemos manifestar o estado de buda e atingir a iluminação nesta existência.

O propósito do estudo dos escritos budistas não é só para compreen-der o espírito de Daishonin e fortalecer a fé. Ao incorporarmos os profundos princípios filosóficos, podemos adquirir a sólida convicção de que a esperança e a paz residem em nosso próprio coração, e nos dedicar à própria felicidade e à felicidade dos outros. O estudo também nos proporciona coragem para enfrentar as dificuldades por meio do exemplo de Daishonin, que triunfou sobre enormes obstáculos e provações. Eis a chave do estudo prático budista: um estudo que se pode aplicar na vida cotidiana. Tenhamos sempre isso em mente.

Idem, ed. 485, jan. 2009, p. 54.

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“O azul é mais azul que o anil” — Oh, jovens! Desenvolvam-se ininterruptamente. O brado da vitória dos sucessores é, sem dúvida, a gloriosa vitória do mestre e do discípulo.

Quando a base é sólida, ergue-se nela uma construção sólida. Assim também é a vida. É vencedora a pessoa que construiu a sólida base na juventude.

Estabeleçam objetivos claros e se empenhem diariamente. Tenham persistência e desafiem os problemas que estão diante dos seus olhos usando muita criatividade.

Somente com uma prática constante de recitação de daimoku para si e para os outros é possível construir a base da felicidade por toda a existência. Daishonin afirmou:

Uma mais uma são duas; duas se convertem em três; e assim sucessivamen-te, até formarem dez, cem, mil, dez mil, cem mil ou um asamkhya. Ainda assim, “uma” é a mãe de todos.2

Ajam corajosamente imbuídos de sincera oração hoje também. Jamais se esqueçam de que o desenvolvimento e a expansão do kosen-rufu se iniciam a partir da grandiosa revolução humana de uma única pessoa.

Brasil Seikyo, ed. 2.403, 20 jan. 2018, p. A2.

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“Do índigo, um azul ainda mais forte” uma expressão citada na obra Grande Concentração e Discernimento:

A tinta azul origina-se do índigo, mas quando utilizada para tingir algo repetidas vezes, a cor resultante fica ainda mais intensa que a própria planta do índigo.3

Da mesma forma, é importante desenvolver sucessores como seres humanos de valor melhores que si próprio, com o acúmulo de sinceros incentivos, sempre acreditando nesses companheiros valorosos.

Hoje, o palco do kosen-rufu se expandiu para diversas partes do mundo. Para ampliar ainda mais a grande correnteza do kosen-rufu mundial e torná-la cada vez mais abundante, é necessário proporcionar o crescimento de sucessivas legiões de seres humanos capazes.

Na comunidade local, também é extremamente importante desenvolver novas pessoas com o sentimento de fazer com que sejam sucessoras valiosas melhores do que si próprio. Essa é a tradição da Soka Gakkai. O verdadeiro ser humano de valor é aquele que desenvolve pessoas realmente valorosas.

Idem, ed. 2.449, 31 dez. 2018, p. B2.

Meu jovem,

não questione se a grandiosa

correnteza do kosen-rufu

é ou não uma certeza no curso da história.

Questione sim, a todo momento,

se possui ou não a paixão

de tornar o kosen-rufu uma certeza

em seu próprio coração

com o labor e suor de si mesmo.

Kosen-rufu é

implantar o supremo estado de vida do Buda

no coração da humanidade

seguindo o testamento de Daishonin,

cobrindo esta grande terra eternamente

com o desabrochar exuberante

de flores da renascença da vida.

Tiantai afirma:

“Do índigo, um azul ainda mais forte”.

A você, meu jovem,

oro ardentemente para que,

abraçado à Lei básica

e emitindo ilimitados raios de luz

do interior de sua própria vida,

trace com audácia

todo o curso da grandiosa história

do triunfo da sinfonia do povo. (…)

Meus jovens,

haja o que houver,

avancem sempre!

Agora é o tempo

em que não devem

recuar nem um passo sequer.

Jovens!

Haja o que houver,

desafiando resolutamente

o labor no aprimoramento diário,

cantem, cantem altivamente

os versos da juventude alegre e vigorosa.

Com a harmonia de ouro

indestrutível por toda a existência,

desbravem com todo o ardorw

a nova manhã da história da humanidade

e completem por mim o sagrado empreendimento.

Trechos do poema O Azul é mais Azul que o Anil.

Brasil Seikyo, ed. 2.410, 10 mar. 2018, p. H2.

Dicas de leitura

Veja sobre o tema “Azul mais Azul que o Índigo” no Guia para a Vitória que acompanha esta edição do BS.

Acompanhe a íntegra do poema O Azul é mais Azul que o Anil, de autoria de Ikeda sensei, na ed. 2.410 , 10 mar. 2018, p. H1 e H2.

Notas:

1. The Writings of Nichiren Daishonin [Os Escritos de Nichiren Daishonin], v. II, Tóquio: Soka Gakkai, p. 675.

2. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 698, 2020.

3. Ibidem, p. 644.

FONTE; JORNAL SEIKYO SHIMBUN