Jovens protagonistas
ROTANEWS176 10/10/2026 08:35
CONEXÕES JUVENTUDE SOKA DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS
Agir para influenciar positivamente o ambiente e incentivar as pessoas ao redor

Reprodução/Foto-RN176 Foto artística de destaque da matéria
Em um quebra-cabeça, todas as peças precisam se unir para formar a imagem completa. Na vida, às vezes, nós nos vemos apenas como parte de um conjunto, sem força para mudar a realidade.
O budismo ensina que cada vida é única e valiosa. Ao contrário de uma peça de jogo, a pessoa pode transformar o lugar onde vive ao promover uma mudança interior, influenciar positivamente o ambiente e, junto com os demais, construir espaços em que todos possam ser felizes.
Vida e ambiente: união inseparável
Em casa, na faculdade ou no trabalho, os ambientes que frequentamos reúnem o espaço físico e todas as formas de vida presentes nele. Esses elementos influenciam nossa existência. Se considerarmos apenas essa influência, podemos concluir que nossas ações não são capazes de transformar a realidade.
No entanto, nossa vida também pode influenciar as pessoas e o ambiente ao redor. Esse é o princípio da “unicidade da vida e seu ambiente” (esho-funi). Assim, nossa maneira de pensar e de agir no cotidiano participa diretamente da construção da realidade.
Por isso, cabe-nos realizar a revolução humana por meio da prática da fé e buscar soluções para os desafios. Desse modo, comprovamos a veracidade da Lei Mística nos ambientes em que vivemos e inspiramos outras pessoas a promover a mesma transformação positiva em sua vida.
Mudar o ambiente e gerar valor
Transformar o lugar onde vivemos pode ser desafiador. O primeiro passo é compreender que o Budismo de Nichiren Daishonin tem como propósito tornar as pessoas felizes. Com essa orientação, podemos fazer de qualquer ambiente um espaço harmonioso, agradável e alegre.
Nesse caminho, pode ser difícil conversar sobre o budismo ou incentivar outras pessoas. No entanto, isso não exige nada extraordinário.
Demonstrar os benefícios da prática por meio do próprio comportamento, ouvir o sofrimento alheio e agir como um bom amigo, oferecendo incentivos com base nas orientações do Mestre, são atitudes simples. Elas podem inspirar os amigos a conhecer naturalmente a prática budista — o shakubuku.
Esse sentimento guiou o presidente Ikeda em sua primeira viagem pelo mundo:
No dia 2 de outubro de 1960, dei meu primeiro passo para o kosen-rufu mundial. Desde o início, não fiz nada fora do comum. Simplesmente continuei incentivando um a um aqueles com quem me encontrei em cada viagem em prol do kosen-rufu. Foi um número incalculável de pessoas, e sempre tratei a quem estava diante de mim com máximo respeito e compaixão.1
Em resumo, para compartilhar a prática budista, basta valorizar a vida de cada pessoa e incentivá-la a conquistar a felicidade.
A mudança começa em mim
Quando transformamos nossa forma de pensar e de agir com base na prática, até aqueles com quem temos pouca afinidade passam a confiar em nós e se mostram dispostos ao diálogo para construir um ambiente acolhedor para todos.
Além disso, quando elevamos nossa condição de vida com a recitação do Nam-myoho-renge-kyo, desenvolvemos sabedoria para compreender melhor as circunstâncias das pessoas e coragem para agir corretamente. Assim, começamos a construir, dia a dia, uma sociedade humanística. Conforme o presidente Ikeda sempre orientou, a paz mundial não é utopia, pois ela começa com as ações de cada pessoa que desafia e vence a própria realidade com base na prática da fé e se torna referência positiva em seu meio. Parece pouco, mas os esforços de uma única pessoa são capazes de motivar diversas outras.
Com essa transformação individual, percebemos que a realização do kosen-rufu não está distante: ela começa em mim, neste exato momento.
Nota:
1. IKEDA, Daisaku. Fé, Prática e Estudo. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024. p. 40.
Trabalho: local em que se desenvolvem seres humanos
O local no qual exercemos nossa atividade profissional pode ser um dos mais difíceis de lidar com os relacionamentos interpessoais. Porém, com o coração determinado a implementar ações para realizar o kosen-rufu, partindo da nossa própria mudança, o trabalho se torna o ambiente de aprimoramento baseado na felicidade das pessoas.
Confira o depoimento da jovem Kathrin Lima Sovcik, responsável pela Juventude Soka no Distrito Cordovil, RM Irajá, no Rio de Janeiro, que inspira e incentiva jovens por meio da educação

Reprodução/Foto-RN176 Kathrin Lima Sovcik
Brasil Seikyo: O que a motivou a ser professora?
Kathrin: Minha motivação veio da minha própria realidade. Cresci em uma comunidade extremamente violenta no Rio de Janeiro, onde vi muitos amigos de escola e conhecidos perderem a vida devido ao crime. Em contrapartida, também vi de perto o poder da educação e como ela pode salvar a vida de diversas pessoas.
Para uma criança e/ou um adolescente da periferia, muitas vezes a escola é um refúgio. É o único momento do dia em que são ouvidos e têm a oportunidade de pensar sobre suas ambições, seus sonhos e o futuro que desejam construir.
A educação mudou a minha vida e, por isso, sempre senti que queria transformar a vida de outras pessoas também.

Reprodução/Foto-RN176 Kathrin Lima Sovcik
BS: Como seu trabalho pode ser uma oportunidade para desenvolver valor?
Kathrin: A educação desenvolve o valor de cada ser humano. Muitos alunos, ao chegarem à escola, não fazem ideia do potencial que possuem dentro de si. Mas, por meio de cada aula, debate e projeto, eles vão se descobrindo como seres humanos capazes de transformar a própria realidade e também a realidade de outras pessoas.
Acredito que a educação seja um caminho para construirmos uma sociedade mais harmônica e esperançosa na qual cada pessoa possa reconhecer o próprio potencial e utilizá-lo para criar valor.
BS: Algum incentivo do presidente Ikeda a encorajou a enfrentar os desafios de trabalhar na área?
Kathrin: “O conhecimento precisa estar a serviço da vida.” Essa é uma ideia que me inspira profundamente e que está presente em um discurso que o presidente Ikeda proferiu na Teachers College, da Universidade Columbia.
Para meu mestre da vida, a educação deve fazer com que o conhecimento contribua para a felicidade humana e para a construção da paz.
Mesmo nos momentos difíceis e vivendo em um país onde a educação ainda não recebe o valor que merece, procuro levar esse princípio comigo diariamente. É ele que me lembra por que escolhi educar pessoas e por que acredito que cada aluno possui um potencial imenso que pode transformar a própria vida e a sociedade.
FONTE: EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS



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