Juramento pelos direitos humanos
ROTANEWS176 24/10/2026 09:30
VENCER COM A NOVA REVOLUÇÃO HUMANA DIRETO DA REDAÇÃO=NRH
Esta série traz conteúdos de cada volume do romance Nova Revolução Humana, de autoria do presidente Ikeda

Reprodução/Foto-RN176 Desenho artístico de ilustração da matéria
O movimento global pelo kosen-rufu avança de forma dinâmica. Inspirados no lema “Uma Europa com Sensei”, os membros europeus seguem os passos pioneiros da primeira visita de Shin’ichi Yamamoto1 em outubro de 1961, detalhada nos volumes 5 e 11 da Nova Revolução Humana.
Durante essa jornada histórica por diversos países europeus, Shin’ichi plantou as sementes do humanismo e do diálogo intercultural. Na Alemanha Ocidental, diante do Muro de Berlim, expressou sua determinação de que ele cairia em trinta anos por meio da perseverança e do intercâmbio cultural. Na Itália, refletiu sobre a construção da “cidade eterna” de harmonia humana no coração das pessoas, um empreendimento de longo prazo. Em suas interações, por exemplo, com Eiji Kawasaki, incentivou a autonomia dos líderes, destacando que o kosen-rufu floresce quando cada indivíduo assume a missão pessoal pela paz e felicidade.
Nessa viagem, ele também visita a Holanda, a França, o Reino Unido, a Espanha, a Suíça e a Áustria. As perspectivas que compartilha sobre o kosen-rufuem cada país, sempre se referindo à história e à cultura específicas, tornaram-se inspiração e diretrizes motivadoras para os membros da Europa.
O volume também aborda a fundação da Aliança Política Komei cujo objetivo é servir ao povo com compaixão, promovendo a consciência política dos cidadãos para o bem-estar da sociedade.
Por fim, o romance recorda a absolvição de Shin’ichi em 25 de janeiro de 1962, após falsas acusações no Incidente de Osaka. Apesar de dezenas de sessões de julgamento, ele se manteve destemido, transformando esses desafios no alicerce de seu juramento pelos direitos humanos. Esse compromisso consolidou-se como a fonte global do humanismo e o motor do movimento da SGI em prol da paz.
Capítulo 1
Abrindo Caminho
Resumo
Shin’ichi viaja da Alemanha para a França e para o Reino Unido.
Trecho de destaque
“Se cada membro ajudasse a ampliar a rede de convivência e de benevolência em sua respectiva comunidade, o deserto humano da sociedade moderna poderia ser transformado num oásis de calor humano.”2
CORAGEM PARA TRIUNFAR
Em outubro de 1961, ao longo de sua visita a Paris, Shin’ichi Yamamoto comenta a liderança do general Charles de Gaulle, que comandou a libertação da França da ocupação da Alemanha nazista. Em um trecho do volume 5 consta: “Quando De Gaulle se aproximou do microfone sobre a plataforma erguida na praça, levantou os braços e formou um ‘V’ em direção aos céus. Era a sua grande declaração de vitória. E afirmou que o triunfo da França era o resultado da incessante e tenaz luta do povo contra o inimigo. Como resposta, a multidão começou a cantar A Marselhesa, o hino nacional francês. As vozes desse grande coro ressoaram pelos céus da pátria francesa”.3Mais à frente, o capítulo revela que “quanto à pessoa de De Gaulle, as avaliações divergem”,4 mas ressalta que Shin’ichi admirava sua força para superar as adversidades: “A firme e inabalável determinação de um líder, unida a uma valente ação, é o que abre o caminho para a vitória mesmo nas mais difíceis situações. Assim como uma pequena chama pode se espalhar e destruir um grande campo, essa determinação move o coração de outros e cria as condições para uma transformação favorável. Qual foi então a fonte da poderosa determinação de De Gaulle? Foi a sua consciência embasada nesta convicção: ‘Eu sou a própria França’. No nosso caso, seria: ‘Eu sou a própria Soka Gakkai’. Isso significa que, em vez de depender dos demais, é preciso assumir esta posição: ‘Eu sou o protagonista. A responsabilidade está em minhas mãos. Se eu for derrotado, todos cairão na infelicidade’. É esse compromisso que torna fortes as pessoas. Nós também, não importando quanto forem difíceis e duras as batalhas a serem enfrentadas, vamos, sem falta, vencê-las todas e avançar orgulhosamente através do Arco do Triunfo do kosen-rufu”.5
General Charles de Gaulle (1890–1970) Militar, escritor e estadista, Charles de Gaulle foi uma das figuras mais influentes da história francesa do século 20. Durante a Primeira Guerra Mundial, participou de importantes combates, foi ferido diversas vezes e chegou a ser feito prisioneiro pelos alemães. Nos anos seguintes, destacou-se pelos estudos sobre estratégia militar e pela defesa da modernização das forças armadas francesas. Em 1940, após a invasão da França pela Alemanha nazista, recusou-se a aceitar a rendição do país. Exilado em Londres, conclamou os franceses à resistência por meio de uma histórica transmissão pela BBC. A partir de então, liderou as Forças Francesas Livres, tornando-se símbolo da luta pela libertação da França no decorrer da Segunda Guerra Mundial. Reconhecido por sua coragem, senso de responsabilidade e compromisso com o futuro de sua nação, De Gaulle permanece como referência de liderança em momentos decisivos.6
Capítulo 2
Alegria
Resumo
Em Viena, Shin’ichi presta uma homenagem à vida e às batalhas de Beethoven. Em Roma, refletindo sobre a história do cristianismo, prevê um futuro brilhante para a propagação da Lei Mística.
Trecho de destaque
“O maior feito de um homem é criar e deixar outro que dá seguimento ao seu empreendimento.”9
AMIZADE Durante a visita à Cidade do Vaticano, Shin’ichi lembrou-se ternamente das caminhadas na Praia de Morigasaki e da profunda conversa filosófica com um amigo que havia decidido seguir a fé no cristianismo. Um trecho do volume 5 narra: “Nessa época, não tinha abraçado um pensamento ou filosofia que pudesse transmitir com convicção para seu amigo. O que podia fazer era somente respeitar a intenção dele. (…) ‘Se você decidiu por esse caminho, acho que está bem. O que eu desejo é a sua felicidade. Será provavelmente diferente do meu caminho, mas espero que você encontre algo importante que possa alçá-lo para o grande universo da sua vida. Tenho tuberculose e também uma vida muito difícil. Porém, estou disposto a vencer tudo e criar uma vida vigorosa para poder contribuir para o bem-estar das pessoas e da sociedade. Seja como for, vamos nos esforçar mutuamente.’. (…)
Pouco tempo depois, Shin’ichi encontrou-se com Josei Toda. [Ele] anotou num caderno a conversa com seu amigo na forma de versos e deu o título de Praia de Morigasaki:
Estou com meu amigo
na Praia de Morigasaki.
Forte é o perfume do mar,
em frente às ondas que se afastam. (…)
Boa sorte, meu amigo.
Em nosso próximo encontro —
quando há de ser ninguém sabe —
silenciosos partiremos
para diferentes rumos.
Ondas de prata vão e vêm
na Praia de Morigasaki.10
Shin’ichi contou sobre essa recordação aos jovens que o acompanhavam: ‘Se eventualmente encontrá-lo, desejo muito conversar novamente sobre a vida, e quero ensinar-lhe o budismo. A propagação religiosa inicia-se pela amizade. É respeitando as pessoas que se pode desenvolver o verdadeiro diálogo’”.11
Capítulo 3
Vitória
Resumo
Cem mil membros participam de uma convenção geral da Divisão Masculina de Jovens (DMJ), enquanto 85 mil moças [também] se reúnem para a convenção geral.
Trecho de destaque
“As cortinas de uma nova era devem ser abertas com a própria luta e esforço dos jovens. Em um palco preparado pelos outros, os jovens jamais poderão atuar como autênticos líderes. Se pretendem liderar a nova era, esse palco deve ser criado com as próprias mãos.”12
CORRESPONDER AO MESTRE
Josei Toda, mestre de Shin’ichi, confiou à Divisão Masculina de Jovens (DMJ) o objetivo de consolidar um núcleo designado por ele como “100 mil jovens patriotas”. Certa ocasião, em janeiro de 1958, Shin’ichi disse a Josei Toda, o qual estava acamado: “Este ano, a Divisão Masculina de Jovens conseguirá finalmente concretizar o objetivo de 100 mil integrantes”.13 Sentando-se, Toda sensei respondeu radiante: “Isto é maravilhoso! Com 100 mil rapazes, podemos realizar qualquer empreendimento. O alvorecer da nova era para o bem do povo está chegando finalmente!”.14 E o diálogo prosseguiu: “Quando o objetivo for concretizado efetivamente, vamos reuni-los para que o senhor possa vê-los pessoalmente”. “Será um evento inédito e terei o maior prazer de estar junto com eles.”15
Entretanto, Josei Toda não pôde viver para ver a concretização do seu ideal. Ele faleceu em 2 de abril de 1958, e o objetivo de 100 mil jovens foi alcançado em setembro. Quando Shin’ichi assumiu a presidência, os membros se uniram ao seu ideal de concretizar 3 milhões de famílias e iniciaram uma marcha intrépida. Depois de algum tempo, ele sugeriu aos líderes da Divisão Masculina de Jovens a realização de um evento reunindo 100 mil integrantes com o objetivo de assinalar a partida para um novo futuro desses rapazes.
Ludwig van Beethoven (1770–1827)
Nascido na Alemanha, foi um dos mais importantes compositores da história da música ocidental. Desde cedo, revelou talento extraordinário e recebeu sólida formação musical. Em 1792, mudou-se para Viena, principal centro musical da Europa, onde conquistou reconhecimento como pianista virtuoso e compositor inovador. No fim da década de 1790, surgiram os primeiros sinais de perda auditiva. Com o passar dos anos, a surdez tornou-se cada vez mais severa, obrigando-o a abandonar as apresentações públicas. Apesar das dificuldades físicas, emocionais e sociais que enfrentou, manteve-se fiel à sua vocação artística e continuou produzindo obras de grande profundidade. Sua música ampliou os limites da criação musical do seu tempo e influenciou profundamente as gerações posteriores. Entre suas composições mais conhecidas estão a Sinfonia nº 5 e a Sinfonia nº 9, célebre por incorporar vozes em seu movimento final, na Ode à Alegria. Reconhecido pela capacidade de transformar adversidades em criação, Beethoven tornou-se símbolo de perseverança, coragem e dedicação à missão escolhida. Seu legado permanece vivo em salas de concerto, escolas e instituições culturais de todo o mundo, inspirando pessoas a superar desafios e a desenvolver plenamente o próprio potencial humano.16
Capítulo 4
Leão
Resumo
Em 17 de janeiro de 1962, a Aliança Política Komei é formada. Em 25 de janeiro, Shin’ichi é inocentado de todas as acusações feitas contra ele relacionadas ao Incidente de Osaka.
Trecho de destaque
“Na verdade, o poder existe para proteger o povo e não para prejudicar e fazer sofrer cidadãos honestos. O povo é na realidade o protagonista da sociedade e do Estado. É preciso combater o poder maligno que age violando os direitos humanos. Eu declaro que essa é uma missão da Gakkai.”17
LUTA DESTEMIDA PELA JUSTIÇA
Em janeiro de 1962, Shin’ichi proferiu discursos na Reunião de Líderes da Divisão Feminina de Jovens de Kansai, no Auditório Cívico Central de Osaka, local em que se deu o Protesto de Osaka em julho de 1957, bem como na Reunião de Líderes da Divisão Masculina de Jovens no Ginásio Municipal de Esportes de Amagasaki. Naquela reunião, Shin’ichi declarou: “Acredito que tudo está sendo observado claramente pelo Gohonzon. O presidente Josei Toda disse que esse caso é uma manifestação dos ‘três poderosos inimigos’. Com convicção nas palavras douradas de Daishonin, ‘Quando um grande mal ocorre, um grande bem o sucederá’,18 vou me empenhar ainda mais fervorosamente na prática budista e avançar junto com os senhores em prol do kosen-rufu. Vamos lutar com a convicção de que, no final, vencerão aqueles que realmente se devotaram à prática budista acreditando no Gohonzon, e que o Budismo Nichiren será sempre vitorioso”.19 Depois da reunião das moças, Shin’ichi dirigiu-se para a reunião de líderes dos rapazes. Fazendo um retrospecto do Incidente de Osaka, declarou que sua detenção era uma arbitrariedade baseada em falsas denúncias e completou: “Estou preparado para enfrentar quaisquer perseguições. Se for condenado e novamente atirado à prisão, isso será insignificante comparado às perseguições a Nichiren Daishonin. Uma vez que estou decidido a seguir os ideais dos presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda, não pretendo de maneira alguma poupar minha vida. Contudo, declaro minha luta contra o poder enquanto este oprimir os cidadãos que se dedicam honestamente ao bem-estar da população. Budismo é vitória ou derrota. Vamos colocar à prova quem está correto: nós ou os promotores que agiram com autoritarismo nas investigações”.20 As palavras dele eram um enérgico protesto.
Fontes:
Brasil Seikyo, ed. 2.492, 23 nov. 2019, p. 14-15. / Idem, ed. 2.620, 8 out. 2022, p. 18-19.
Notas:
1. Shin’ichi Yamamoto: Pseudônimo do presidente Ikeda no romance Nova Revolução Humana. / 2. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 5, p. 55, 2019. / 3. Ibidem, p. 28-29. / 4. Ibidem, p. 30. / 5. Ibidem. / 6. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Charles-de-Gaulle-president-of-France. Acesso em: 14 out. 2026. / 7. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Johann-Wolfgang-von-Goethe. Acesso em: 14 out. 2026. / 8. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 5, p. 17, 2019. / 9. Ibidem, p. 96. / 10. IKEDA, Daisaku. Cantos do Meu Coração, Record, 1995. p. 29-30. / 11. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 5, p. 99-101, 2019. / 12. Ibidem, p. 170. / 13. Ibidem, p. 137 / 14. Ibidem. / 15. Ibidem. /16. Disponível em: https://www. beethoven.de. Acesso em 14 out. 2026. / 17. Ibidem, p. 237. / 18. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. II, p. 387, 2017. / 19. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 5, p. 230, 2019. / 20. Ibidem, p. 232.
Leia mais:
Livro Nova Revolução Humana, v. 5
Assista
Veja o vídeo da série “Aprender com a Nova Revolução Humana”, v. 5, no BS+.
FONTE: BRASIL SEIKYO – NOVA REVOLUÇÃO HUMANA=BS/NRH



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