Líderes religiosos rebatem declarações de Lula sobre a Igreja Católica
ROTANEWS176 22/09/2026 15:50
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio do Planalto

RN176 Luiz Inácio Lula da Silva presidente do Brasil e tenta a sua reeleição nas eleição de outubro de 2026 ©Foto: Instagram
.Líderes de diversas denominações manifestaram, neste sábado (19.set.2026), repúdio às afirmações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Igreja Católica, proferidas durante reunião no Palácio do Planalto com membros da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e convidados dos Estados Unidos e de Cuba.
No encontro, Lula afirmou que a Igreja Católica enfrentaria dificuldades enquanto mantivesse o celibato sacerdotal e não permitisse a ordenação de mulheres como padres ou bispas. Segundo ele, esse é um diferencial que favoreceu a expansão da Igreja Evangélica, “em que as mulheres são tratadas em igualdade de condições”.
Logo após as declarações presidenciais, dom Devair Araujo da Fonseca, bispo da Diocese de Piracicaba, publicou vídeo criticando políticos que “tentam dizer até o que a Igreja precisa fazer”, quando deveriam “estar cuidando do país”. Em celebração, o bispo pediu aos fiéis “consciência na hora de apertar os botões na urna” para não eleger candidatos que, segundo ele, “querem acabar com nossa liberdade”.
Dom Adair José Guimarães, bispo da Diocese de Formosa, também divulgou vídeo contra as observações de Lula. Ele afirmou não se sentir assustado e definiu os líderes que se intrometem em assuntos eclesiásticos como “apedeutas”. Ainda mencionou, citando dom José Eugênio Sales (in memoriam), que o presidente seria “caótico, apostático e romântico”, em vez de um verdadeiro católico apostólico romano.
Na sexta-feira (18.set.), a Frente Parlamentar Católica na Câmara dos Deputados divulgou nota de repúdio assinada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). O texto publicado no Instagram enfatiza que o diálogo entre autoridades e comunidades religiosas deve respeitar a autonomia doutrinária e a organização interna de cada confissão, sem pretender indicar mudanças na disciplina ou nas tradições sagradas.
O documento reforça que temas como celibato sacerdotal e ordenação feminina “possuem fundamentos teológicos, sacramentais e eclesiológicos” próprios da Igreja Católica. A nota ressalta também a importância de o Estado laico preservar a liberdade religiosa e garantir o respeito a todas as crenças, mantendo um diálogo institucional pautado pelo “respeito mútuo”.
Correção: 20.set.2026 (13h40) – Diferentemente do que constava na versão anterior, dom Adair qualificou políticos como “apedeutas”, e não “apateístas”. O texto foi atualizado para refletir a declaração correta.
FONTE: JETSS E RN176



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