Mais azul que o índigo – celebrando nossa missão

ROTANEWS176 12/07/2025 11:00

Por Livia Endo

Reprodução/Foto-RN176 Desenho humano da juventude de lustração da matéria  – Ilustração: Getty Images

Julho é o mês em que comemoramos a fundação da Divisão Masculina de Jovens (DMJ) e da Divisão Feminina de Jovens (DFJ). Com forte paixão por termos abraçado os ideais de Ikeda sensei como nossos, relembramos esse período hoje como integrantes da Juventude Soka.

Viver neste maravilhoso e rico solo da rede solidária de pessoas engajadas pela paz do mundo tem raízes nos esforços dos eternos Três Mestres Soka, e, principalmente, em seus incentivos aos jovens, com total confiança no potencial deles.

Um ano antes da fundação da DMJ e DFJ, Josei Toda, segundo presidente da Soka Gakkai, inspirou os jovens com uma situação cotidiana. Ele tentava reerguer seus negócios depois da guerra, e, com o país arruinado, a própria sociedade ainda enfrentava profunda escassez. Nesse contexto, Toda sensei se preocupava com o que se passava no coração dos jovens.

Era inverno no Japão. Josei Toda olhava pela janela. Então, ele disse aos jovens que estavam na sala:

— Vejam. Observem bem aquelas ervas daninhas ressequidas.

Sem entender, olharam o matagal apontado por ele. Os jovens pensaram que Toda sensei falaria sobre a falta de limpeza do local. Mas ele explicou:

— Vejam bem. Aquelas plantas ressequidas também já começam a produzir brotos verdes. “O inverno nunca falha em se tornar primavera” — essa é uma força insondável da própria vida. Pode-se dizer que essa força é o Nam-myoho-renge-kyo que permeia o universo. Por que será que naquela planta ressequida, morta, existe o poder de produzir brotos verdes? O fato é que este poder existe de forma magnífica.

Uma moça correu para fora para olhar de perto as plantas secas. Ao redor dos caules tinha muitos brotos pequenos e quase imperceptíveis. Ela ficou impressionada e gritou:

— Que bonito!

Josei Toda então explicou que aos olhos da sociedade a situação pela qual passavam parecia com uma planta completamente seca. E garantiu:

— Mas não é assim. Sem dúvida, foi um longo inverno. Porém, em breve, chegará a primavera. Não há dúvida que virá a primavera, pois nós temos o verdadeiro Nam-myoho-renge-kyo e a mais sincera fé. (…) É óbvio que chegará o momento em que novos brotos germinarão. Se vocês acreditam no Budismo de Nichiren Daishonin, confiem nas minhas palavras. Tenham mais um pouco de paciência. Pode parecer que essa situação difícil vai persistir indefinidamente, mas isso, absolutamente, não é verdade. Vamos nos esforçar.1

Em nossa vida, também podem ter momentos em que parece estarmos em meio a plantas ressequidas ou em um rigoroso inverno. Porém, com dedicação à prática do budismo, é certo de que essa situação não durará para sempre.

Ainda usando a natureza e as plantas como analogias para incentivar o nosso coração jovem, fomos confiados por Ikeda sensei como jovens do “azul mais azul que o índigo”. Ele afirma:

Quando nuvens se formam e trazem chuva, as plantas são revitalizadas. Da mesma maneira, quando recitamos Nam-myoho-renge-kyo diante do Gohonzon, definitivamente nutrimos nosso espírito, evidenciamos as flores da nossa missão pessoal e cultivamos poderosas árvores da felicidade.2

Assim, jovens do “azul mais azul que o índigo”, a partir deste aniversário da DMJ e da DFJ, vamos evidenciar as flores da nossa missão para criar à nossa volta, no local em que estamos agora, um maravilhoso jardim de esperança e de felicidade.

Livia Endo

vice-coordenadora da Juventude Soka da BSGI

Notas:

1. IKEDA, Daisaku. Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 5, p. 35, 2023.

2. RDez, ed. 203, nov. 2018, p. 6-10.

Ilustração: Getty Images

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO