Momentos inesquecíveis: volume 24 (parte 2)

ROTANEWS176 07/12/2024 08:00                                                                                                                              APRENDER COM A NOVA REVOLUÇÃO HUMANA                                                                                                Por Seikyo Shimbun

 

Reprodução/Foto-RN176 Desenho de ilustração da matéria – Ilustrações: Kenichiro Uchida

Rumo à era da revolução humana

Em 1977, com o objetivo de fortalecer os blocos (equivalentes aos distritos de hoje), os líderes de todos os níveis concentraram suas atividades nas reuniões de palestra feitas por bloco.

Quando os líderes centrais retornavam à sede da Soka Gakkai depois de participar das reu­niões de palestra, Shin’ichi muitas vezes lhes perguntava quantos membros haviam comparecido, e, principalmente, se as componentes da Divisão Feminina de Jovens demonstravam entusiasmo.

Shin’ichi sentia-se muito feliz quando lhe diziam que as integrantes da Divisão Feminina de Jovens do bloco haviam apresentado alegremente relatos sobre seus estudos, experiências pessoais ou atividades.

Certa ocasião, ele observou:

— Fico contente em ouvir isso. Significa que a nossa organização tem um futuro brilhante. Uma das razões pelas quais a Soka Gakkai cresceu até o ponto que constatamos hoje é o fato de termos valorizado consistentemente os jovens e possibilitado que atuassem na linha de frente da organização, treinando-os.

A época está mudando rapidamente. A essência fundamental da nossa fé não se altera, mas o modo como a conduzimos e o estilo da nossa organização precisam se adaptar ao tempo. (…)

Devemos acompanhar as mudanças em nossa sociedade e aprender com os jovens sobre novas formas de pensar. (…)

Shin’ichi estava sempre pensando no futuro, principalmente no século 21, de todos os ângulos possíveis. (…)

O presidente fundador da Soka Gakkai, Tsunesaburo Makiguchi, que estabeleceu a teoria de valor, salientou a importância de se advertir sobre as consequências negativas, na forma de perda ou castigo, decorren­tes de não se criar valor dentro de si. O segundo presidente, Josei Toda, para conscientizar a população em geral sobre a grandiosidade do budismo, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, ressaltou que o budismo é o caminho para se vencer a pobreza, a doença e os conflitos familiares, e deu ênfase ao poder do Gohonzon. No nosso caso, a pergunta é “O que as pessoas buscam no budis­mo hoje, e que aspecto do budismo devemos destacar quando o divulgamos aos outros?”.

Ao travar diálogos francos e sinceros com os jovens, Shin’ichi Yamamoto sentia que os indivíduos, a sociedade e o mundo buscavam a revolução humana — o processo para se tornar uma pessoa forte de coração e encarar os sofrimentos da vida positivamente — e estavam depositando grande expectativa no Budismo Nichiren e na Soka Gakkai. Embora fosse visível que as pessoas ainda vissem o budismo como um meio para solucionar questões como dificuldades financeiras ou doen­ças, ele notava que os jovens em particular tinham o foco voltado para a transformação pessoal e do seu modo de vida. Ele percebia a aproximação da era da revolução humana.

(Capítulo “Educação Humanística”)

A consideração e o diálogo fomentam a confiança

Shin’ichi mudou-se da casa da família para os apartamentos Aoba, no bairro de Ota, em Tóquio, depois de ter começado a trabalhar para Josei Toda em 1949. Nessa época, sempre fez esforços sinceros para estabelecer amizades com seus vizinhos.

Na juventude, Shin’ichi sempre era atencioso e se esforçava ao máximo para cumprimentar a todos de maneira alegre e radiante. Ele acreditava que não era coincidência todos residirem no mesmo prédio, mas um sinal de que possuíam uma ligação profunda; portanto, queria valorizar seus vizinhos e tentar fazer amizade com eles.

Ele chamava as crianças que moravam no apartamento ao lado para brincar em sua casa. Além disso, conversava com os pais delas sobre o budismo, pois desejava que aquela família se tornasse feliz e, de fato, depois de algum tempo, iniciaram a prática.

Shin’ichi realizava reuniões de palestra em seu apartamento. Ele convidava vários moradores do condomínio e das vizinhanças para participar. Alguns, com o tempo, começavam a praticar este budismo. (…)

Shin’ichi residiu no apartamento de Aoba por três anos. Em maio de 1952, casou-se com Mineko, e (…) então, mudaram-se para o Edifício Shuzanso em Sanno, no bairro de Ota. Era um prédio de dois andares com telhado vermelho, com aproximadamente dez unidades.

Shin’ichi e Mineko alugaram um apartamento de seis tatames (9,18 m²) no primeiro andar. (…) Tanto o filho mais velho, Masahiro, como o segundo, Hisashiro, nasceram enquanto moravam no apartamento em Shuzanso. Foi nesse período também que Shin’ichi exerceu responsabilidades enormes como coor­denador da Secretaria da Divisão dos Jovens da Soka Gakkai.

Após se mudarem para o Edifício Shuzanso, Shin’ichi foi imediatamente se apresentar aos vizinhos, oferecendo-lhes seu cartão de visita. Ele almejava construir relacionamentos harmoniosos com todos eles. (…)

Muitas pessoas os visitavam naquele apartamento. Shin’ichi dissera a Mineko: “Não importando quem venha nos visitar, cumprimente-o calorosamente e, ao se despedir, ofereça-lhe esperança de presente”. (…)

Em algumas ocasiões, essas conversas prosseguiam até altas horas da noite. No dia seguinte, Mineko dirigia-se à casa dos vizinhos e se desculpava: “Peço-lhes que me perdoem por ter tido visitas até tarde ontem à noite. Espero que não tenhamos feito muito barulho”.

Seja aonde for, consideração sincera e diálogo são o caminho para fazer desabrochar as flores da amizade e amadurecer os frutos da confiança.

(Capítulo “Farol”)

(Traduzido da edição de 13 de outubro de 2020 do Seikyo Shimbun, jornal diário da Soka Gakkai).

No topo: Ilustração de Kenichiro Uchida

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FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO