ROTANEWS176 11/03/2026 11:25
O jipe-sonda Curiosity da NASA capturou uma imagem que despertou o interesse de um dos cientistas mais prolíficos da atualidade: Avi Loeb. O astrofísico de Harvard examinou um objeto com uma geometria surpreendentemente artificial localizado na Cratera Gale.

Reprodução/Foto-RN176 Credito: NASA
A fotografia, originalmente tirada pela Mastcam do Curiosity em 7 de agosto de 2022, mostra o que parece ser um cilindro perfeito parcialmente enterrado no regolito marciano do Passo Paraitepuy, uma área estreita nas encostas do Monte Sharp. O objeto tem uma extremidade plana e um comprimento estimado de cerca de 20 centímetros.
A filosofia da transparência científica
Para Loeb, a chave não está apenas em tirar uma fotografia, mas em como investigamos o que vemos nela. Após ser contatado por especialistas como o Dr. Jan Špaček e a Professora Carol Cleland, o astrofísico enfatizou a importância de discutir publicamente essas descobertas.
Loeb disse sobre a descoberta:
“As anomalias são melhor analisadas abertamente, com a divulgação completa de todos os dados disponíveis, pois essas discussões podem motivar os cientistas a coletar dados adicionais que solucionem o mistério.”
O cilindro foi identificado em diversos repositórios de dados da NASA e do Jet Propulsion Laboratory (JPL), embora inicialmente não tenha sido destacado em sites públicos sobre missões e a agência nunca tenha comentado sobre essa “anomalia”.
Tecnologia terrestre no planeta vermelho?
Apesar de sua aparência incomum, a hipótese mais plausível é que se trate de detritos gerados pela atividade humana em Marte. O Curiosity é uma máquina complexa que pesa quase 899 quilos e pode ter deixado vestígios durante sua descida em 2012 ou ao longo de seus anos de operação.
As possibilidades técnicas incluem:
- Fragmentos do sistema de pouso ou do escudo térmico.
- Restos de fios ou materiais de rodas com 50,8 centímetros de diâmetro.
- Detritos transportados por fortes ventos marcianos provenientes de outras áreas.
O dilema do explorador: voltar atrás ou seguir em frente?
Atualmente, o Curiosity está a cerca de 8 quilômetros do local onde o cilindro foi encontrado. E embora essa distância pareça considerável para um jipe-sonda, Loeb levanta uma possibilidade intrigante: retornar.
Ele comentou:
“Na velocidade máxima do jipe-sonda (0,16 quilômetros por hora), o Curiosity poderia refazer seus passos em apenas alguns dias para examinar o objeto de perto e esclarecer quaisquer dúvidas.”
A questão que permanece para a NASA e a comunidade científica é se devemos presumir que se trata simplesmente de lixo espacial ou, como sugere Loeb, se vale a pena girar as câmeras para descartar outras possibilidades.
FONTES: Fonte-MP NASA E OVNIHOJE










