O esforço sempre vence
ROTANEWS176 07/11/2026 09:05
RELATO DIRETO DA REDAÇÃO DA EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS
Com a carreira em ascensão, Juliana conta como a prática budista transforma sonhos em realidade.

Reprodução/Foto-RN176 Juliana Junko Yamamoto, na BSGI, é vice-responsável pela Divisão Feminina do Distrito Fenix, RM Manchester Paulista, CLP, CGESP
Sem esforços os sonhos são mera fantasia. Eis a frase seguida à risca por Juliana Junko Yamamoto, dona de uma natureza que, desde menina, objetivava coisas que pareciam impossíveis de conseguir. Aos 39 anos, ela reside com o marido e os filhos em Sorocaba, SP, comprovando a força da orientação transformada em ação, da sincera e séria oração que aprendeu no Budismo Nichiren. Ela nasceu numa família de membros da Soka Gakkai.
Juliana perdeu o pai, aos cinco anos, período em que a família enfrentou sérios problemas financeiros. A mãe, Edna, permaneceu firme na prática da fé com as filhas, e anos depois casou-se novamente. Durante a adolescência, Juliana gostava muito de ler a RDez, publicação infantojuvenil da nossa organização. “O modo como o presidente Ikeda nos incentivava a buscar nossos sonhos me impressionava: suas palavras eram diretas e transmitiam total confiança em nossa capacidade de chegar aonde o coração apontasse”, reflete. Entre esses incentivos, ela se recorda de um deles que marcou sua vida. Ikeda sensei afirmou:
Se evitarem todos os esforços e buscarem conforto e tranquilidade, seu espírito enfraquecerá e se estagnará. Não tenham uma vida vazia e insignificante. Dediquem-na ao mais elevado bem, a cumprir sua missão, a cumprir também com a responsabilidade que lhes foi confiada. Assim é nossa fé. Assumindo esse desafio, conduzimos uma vida de ilimitada esperança, realização e criação de valor.1

Reprodução/Foto-RN176 Com uma de suas amigas, que ela inspirou à pratica budista
Amparada por essa convicção na vitória, decidida a ingressar numa faculdade pública, logo que concluiu o ensino médio Juliana foi ao Japão acompanhada do padrasto e das irmãs para trabalhar e guardar dinheiro para os estudos. De volta ao Brasil, alcançou a meta que havia estabelecido: foi aprovada no curso de biologia em uma faculdade pública. As irmãs, Mariana e Fabiana, também fizeram a graduação em instituições públicas de renome.
Outro marco para Juliana foi integrar, em 2009, a primeira turma do Ikeda Kayo Kai do Brasil, grupo voltado para perpetuar o juramento com o Mestre e para formar jovens de primeira qualidade. Em 2010, concluiu a graduação em biologia. Três anos mais tarde, como integrante da banda Asas da Paz Kotekitai, participou de um curso de aprimoramento (kenshukai) no Japão. “Sou profundamente grata pelas oportunidades de liderança e atuação que recebi na Gakkai. Desenvolvi a capacidade e a boa sorte que tornaram possíveis minhas conquistas profissionais.”
A vaga dos sonhos
No mesmo dia em que voltou ao Brasil após o kenshukai, Juliana recebeu a notícia de que havia sido aprovada em um disputado processo seletivo de uma grande empresa de cosméticos. “A partir de então, atuo em uma das melhores empresas do país, reconhecida internacionalmente pela inovação e que inclui, entre seus valores, a ‘revolução humana’”, celebra.
Ao longo de treze anos na empresa, ela avançou de analista pleno para pesquisadora, coordenadora e, há pouco tempo, para gerente. “Quando revejo minha trajetória, percebo que o budismo formou o alicerce da minha vida”, diz, emocionada. “Consegui realizar esse sonho porque jamais questionei a força do Nam-myoho-renge-kyo e de possuir um mestre que sempre nos direciona ao avanço.” Ela também guarda com carinho o livro Diálogo sobre a Juventude, atualmente publicado como Juventude: Sonhos e Esperança, que ganhou em um sorteio destinado aos leitores da RDez. “A obra se tornou um guia para mim, e com muito mais sentido quando eu o reli depois de adulta”. No livro, o Mestre destaca:

Reprodução/Foto-RN176 Juliana posa feliz e realizada, com o marido e os filhos
É claro que sem esforços tenazes, os sonhos terminarão em meras fantasias. O esforço é a ponte que liga o sonho e a realidade. As pessoas que se esforçam são cheias de esperança. Isto significa que a esperança nasce do esforço. Tenham grandes sonhos e avancem até onde forem capazes. Isso é juventude.2
Vitória total
Nos últimos dez anos, a vida também ganhou novo sentido após integrar a Divisão Feminina (DF), formando família com o marido, Diego, e a chegada dos filhos, Laura, 7 anos, e Lucas, 5. “Percebi quanto as orientações do sensei nortearam o destino da minha família toda”, pondera Juliana, ao relembrar a infância. “Não tínhamos dinheiro para nada, mas persistimos com esperança e coragem. Vencemos como consequência da luta na Gakkai e da mudança do nosso modelo mental, de não aceitar uma condição de sofrimento como destino definitivo. A fé precisa estar acompanhada de planejamento e ação”, reforça.
Para conciliar as agendas de trabalho, as atividades na organização e o convívio em família, aprendeu a pôr em prática a fórmula certeira das rainhas da felicidade: “muito mais daimoku”.
Juliana também estabeleceu a meta de inspirar, todos os anos, um amigo a começar a prática budista — compromisso que cumpre com satisfação. “Desde 2023, alcancei essa vitória todos os anos”, afirma, orgulhosa. Ela ainda participa ativamente do distrito em que atua como vice-responsável pela DF. Ao chegar à localidade, assumiu uma comunidade com outras lideranças e, além de fazer visitas frequentes e proferir palavras de incentivo, acompanhou o número de participantes nos encontros aumentar de cinco para quase trinta.

Reprodução/Foto-RN176 Com a família toda
“Sinto uma gratidão enorme. Desejo orientar meus filhos por esse caminho, em que os sonhos se tornam possíveis com esforço. O budismo se baseia na razão; por isso, não existe oração sem resposta”, conclui Juliana.
Agradeço muito!
Juliana Junko Yamamoto, 39 anos. Gerente de projetos. Na BSGI, é vice-responsável pela Divisão Feminina do Distrito Fenix, RM Manchester Paulista, CLP, CGESP.
Notas:
1. RDez, ed. 108, dez. 2010, p. 4.
2. IKEDA, Daisaku. Juventude: Sonhos e Esperança. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 1, p. 36, 2020
FONTE; EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS



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