ROTANEWS176 25/01/2025 08:10 JUVENTUDE SOKA DIRETO DAB REDAÇÃO DO JBS
Reprodução/Foto-RN176 Foto de desenho humanos de ilustração da matéria – Getty Images.
Você consegue responder, com clareza, à pergunta “Você é feliz?”. Ao sermos questionados a esse respeito, somos tomados por vários pensamentos. Mas, não se preocupe, pois o objetivo da pergunta não é causar um sentimento ruim, e sim trazer à tona que precisamos buscar a felicidade, mesmo com seus vários significados (que criamos individualmente, e isso é muito bom).
Talvez, para alguns, felicidade seja estar cercado das pessoas que ama, comer uma deliciosa feijoada, viajar etc. O importante é ser feliz. Ikeda sensei, em seus incentivos, afirma: “Cada pessoa tem uma missão que somente ela pode cumprir. Mas isso não significa que podem ficar sentados esperando que alguém virá lhes dizer o que fazer. É fundamental que vocês próprios descubram qual é sua missão”.1
Novo ano, novos objetivos
Ao iniciarmos um novo ano, somos incentivados a lançar nossos objetivos e traçar metas. No entanto, não adianta apenas escrevê-los e não entrarmos em ação para concretizá-los. Pode ser que os objetivos lançados em anos anteriores não tenham sido concretizados. Mas, Ikeda sensei incentiva sobre a importância de renovarmos, ou não desistirmos, dos nossos sonhos, assim como o fundador da Honda, Soichiroi Honda declarou: “O sucesso é constituído de 99% de fracasso”. Ele, por diversas vezes, também não alcançou êxito, mas jamais desistiu dos seus sonhos.
O objetivo desta matéria é reconfirmar a joia preciosa que existe em você: “ser feliz”. Como não existe receita pronta para o assunto, temos algumas sugestões para trilharmos esse caminho com alegria e com a certeza de que criamos a felicidade por meio de nossas ações.
Além de traçarmos novos objetivos, um outro ponto importante é o poder da mente. Neste sentido, no Gongyo de Ano-Novo, Miguel Shiratori, presidente da BSGI, em suas palavras, compartilhou incentivos de Ikeda sensei sobre o maravilhoso poder da mente. Em um trecho, o Mestre orientou: “A fé é a convicção mais profunda, nobre e poderosa — inabalável, inviolável e implacável. A mente de fé é livre e ilimitada em sua expressão, possui longo alcance e é eterna”.2
Já entendemos sobre missão e o poder da mente para manifestarmos sabedoria e determinação é a chave do progresso, como lemos no incentivo de Ikeda sensei que cita o atleta tchecoslovaco Emil Zatopek, ganhador da maratona nos Jogos Olímpicos de 1952:
Reprodução/Foto-RN176 Roberta na Convenção da Juventude Soka (maio 2024)
“Vou correr até o próximo poste” [pensava Emil]. E, quando chegava lá, novamente se propunha: “Legal! Agora tenho de chegar até o próximo poste”. Ele se empenhava um pouco mais. Na verdade, seu êxito se deveu ao fato de ter acumulado esses persistentes esforços.
Ikeda sensei, com o exemplo acima, incentiva: “Façam algo; iniciem alguma ação. Quando realizarem esforços consistentes, começarão a ver seus objetivos ficar mais claros. Vocês descobrirão sua missão — e somente vocês poderão cumpri-la”.3
Portanto, podemos concluir:
- 1. Por que praticamos o Budismo de Nichiren Daishonin? Praticamos para viver a mais sublime existência. Nossa prática budista fundamentada na Lei Mística nos fornece a poderosa energia vital para viver cada dia com força e confiança, ultrapassando todos os tipos de problemas e adversidades.4
- Para ser feliz, precisamos ter objetivos. “Uma pessoa que tem objetivos firmes está bem à frente daquela que não possui nenhum. Traçar metas é a partida para construirmos nossa vida. A juventude é uma luta para desenvolver e moldar a si mesmo; é uma batalha contínua para se treinar física, intelectual e espiritualmente.”5
Juventude Soka em ação
Para se inspirar, conheça um pouco da história da Roberta Camargo, vice-responsável pela Juventude Soka da Sub. Botafogo, CGERJ. Ela pertence ao grupo Taiga, no qual atua como secretária, e sua profissão é repórter de TV.
Há algum tempo, venho empreendendo esforços para realizar mudanças grandes em minha vida. Senti uma necessidade profunda de me expandir para outros locais e circunstâncias. Uma delas era voltar a trabalhar como repórter em uma emissora de TV, visando fazer o melhor para o máximo de pessoas possível, levando felicidade, conhecimento e esperança para elas. Por mais de dois anos, participei de processos seletivos com várias negativas.
Eu era muito bem tratada pelos colegas do meu antigo emprego e sou grata a todos pelo carinho com que fui abraçada por quase três anos. Só que eu estava infeliz, sentia-me como um passarinho preso, com um desejo imenso de voar. Queria que meu trabalho fosse um veículo para tornar outras pessoas felizes. Fazer reportagens para ajudar e transformar a vida de quem precisa. Sempre oro com esse objetivo.
Reprodução/Foto-RN176 Roberta com os pais, Roberto e Dora.
Em abril de 2024, soube de uma vaga na TV Band Rio. Até sondei sobre o emprego, mas ouvi que queriam contratar um homem para a função. Era um jornal novo, na hora do almoço. No meio desse caminho, vivi inúmeros desafios. Muito daimoku recitado às 4 horas da madrugada, mestrado em comunicação para cumprir, trabalhos simultâneos em outras funções, procuras por lugares para morar, transformação de relacionamentos e problemas de saúde na família. Cansaço, estresse, pouco sono, muita distância percorrida e choro. Bastante choro. Caí diversas vezes, mas não podia desistir.
Em maio, quatro dias antes da estreia do jornal, a chefe de Redação me chamou para a entrevista da vaga. Fui contratada. Hoje, o apresentador diz que eu sou a versão feminina dele. Reporto histórias de superação, cubro as pautas de cultura e comunidade, ajudando quando falta água em algum bairro, por exemplo. Há pouco tempo, auxiliamos um adolescente lutador a competir nos Emirados Árabes por meio de uma reportagem que divulgou uma vaquinha on-line para pagar as passagens dele.
Pelas pessoas, para as pessoas e com as pessoas. Sempre foi para melhorar a vida delas. Minha profissão é voltada para o kosen-rufu a todo o momento. Oro para tocar o coração de quem assiste, sensibilizando-o por alguma causa, levando-lhe informação e alegria por alguns minutos. Descomplicando o que parece difícil, com leveza e cuidado. Mas ainda não cheguei lá. Continuo passando de fase nesse “game” chamado “vida”, cumprindo cada etapa, por mais simples que seja, com muito desafio e oportunidade de revolução humana. Sigo concretizando shakubuku na família, nos amigos e colegas de profissão. Não posso ser feliz sozinha!
Agradeço ao meu mestre, a todos os meus companheiros da Gakkai e à minha família pelo apoio. Cada passo que dou é em gratidão aos que mais amo. Que possamos fazer a diferença onde estamos, porque o kosen-rufu se constrói no local em que atuamos hoje, dentro de casa, no trabalho, na sala de aula, no transporte público!
Viver para ser feliz e fazer os outros felizes. “O que constrói a nova era é a força e a paixão dos jovens. Sensei, o kosen-rufu é minha vida!”
Reprodução/Foto-RN176 Roberta trabalhando em uma matéria jornalística
Para aquecer o coração
Incentivo de Ikeda sensei para nos acalmar e tomarmos nova decisão
“Num futuro próximo, certamente vocês irão trilhar diversos caminhos na vida.
Meu sincero desejo é que, independentemente do caminho que escolherem, da posição social que ocuparem, como pessoas comuns do povo, sigam de mãos dadas com aqueles que sofrem. Tornem-se pessoas repletas de benevolência e sinceridade, especialistas em humanismo e sigam por esse caminho resolutamente.
Por mais que se tornem celebridades, recebam diversos títulos, prêmios e condecorações, que tenham poder e riqueza, se viverem uma vida vazia de ilusões, o fato é que, no final, só lhes restarão uma vida miserável. Por outro lado, independentemente de como seja sua aparência ou de sua condição externa, uma pessoa que viveu resolutamente em prol de suas convicções e ideais, no final de sua vida certamente irá bradar o triunfo de vitória como ser humano. Jamais se esqueçam disso!”
Fonte: IKEDA, Daisaku. Que Venha o Que Vier: Dedico às Mentes Brilhantes do Amanhã. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2019. p. 36.
No topo: Getty Images.
Notas:
- IKEDA, Daisaku. Qual o Significado do Trabalho? v. 1. Juventude: Sonhos e Esperanças. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2020.
- Terceira Civilização, ed. 640, dez. 2021, p. 4-7.
- Cf. Brasil Seikyo, ed. 2.148, 22 set. 2012, p. D2.
- Brasil Seikyo, ed. 2.260, 31 jan. 2015, p. B2.
- Ibidem.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO