Praticar a benevolência             

ROTANEWS176 28/02/2026   12:05  

CONEXÃO JUVENTUDE SOKA DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS  

Reprodução/Foto-RN176 Foto de desenho humano de ilustração da matéria 

Você já deve ter lido ou ouvido falar sobre a geração Z, formada por pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 e início dos 2010, denominadas zoomers. Em grande parte, são jovens preocupados com o futuro, exigentes com transparência, autênticos e defensores de seus valores. 

Caracterizam-se por ter acesso a tecnologia, smartphones, notebooks e mídias sociais desde cedo, ainda na infância ou adolescência.

Viver sempre on-line é uma realidade atual, principalmente para essa geração, e, apesar de o mundo digital proporcionar benefícios, seu uso contínuo pode gerar uma superexposição de informações negativas, interferência na qualidade do sono, isolamento e solidão, como revela um artigo publicado pela As sociação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (APDM).¹

Nesse cenário, em contrapartida, as conversas de coração a coração baseadas no humanismo Soka que realizamos com amigos, parentes e colegas de trabalho nos permitem cultivar redes sinceras de apoio, cuidar da saúde emocional, proporcionar esperança às pessoas e criar “valores humanos”, promovendo um ambiente de acolhimento.

“Remover o sofrimento e conceder a alegria”²

Como nos incentiva o presidente Ikeda, manter diálogos para propagar o budismo significa ajudar as pessoas a superar seus sofrimentos e a criar a felicidade, o que, em consequência, beneficia nossa própria vida. A base para essa prática é a benevolência de semear, aos poucos, no coração de cada indivíduo, mesmo uma única frase de esperança.

Essa sincera empatia é fundamental para que nossos esforços de propagar o budismo não sejam confundidos simplesmente com o aumento do número de praticantes ou com a imposição de uma nova fé religiosa. Ao contrário, a ação de dialogar sobre a filosofia budista visa à criação de uma sociedade harmoniosa e que reconhece o valor do estado de buda de todas as manifestações da vida, como Toda sensei orientou: 

“[Realizar shakubuku] é a menor distância para a paz mundial (…)”.

Notas:
1. SPDM. Como as Redes Sociais Afetam a Saúde Mental? Disponível em: https://spdm.org.br/blogs/como-as-redes-sociais-afetam-a-saude-mental/. Acesso em: 11 fev. 2026.
2. IKEDA, Daisaku. Abertura dos Olhos. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2021. p. 281.
3. RDez, ed.122, fev. 2012, p. 21.

Confira, a seguir, o relato do paulista Júlio César e da catarinense Flor Carrizo, integrantes da Juventude Soka da BSGI

Reprodução/Foto-RN176 Júlio César

Minha primeira participação em uma atividade da BSGI foi na zona sul de São Paulo, a convite de amiga de uma amiga minha. Esperava chegar à reunião e encontrar vários monges e pessoas usando túnicas ou meditando, mas me deparei com uma organização repleta de amor e valorização do ser humano.

A Sra. Lucy Margenta de Souza da Silva, atual responsável pela DF da nossa comunidade, me acolheu como um filho e me incentivou muito sobre a prática da fé. Ela segurou minha mão, apoiou-me em tudo o que eu precisava e, no dia da minha concessão de Gohonzon, fez questão de me acompanhar.

Com o apoio e a inspiração dela, em 2023, minha mãe disse que gostaria de se converter porque admirava o caminho que eu estava trilhando e, assim, recebeu o Gohonzon também.

No dia a dia, apresento a prática do Nam-myoho-renge-kyo de forma descontraída para as pessoas. E tem sido uma honra compartilhar que elas podem e devem ser felizes nesta existência, pois a felicidade absoluta é agora.

Júlio César, responsável pela Juventude Soka da Comunidade Jardim América, Distrito Fonte Áurea, Sub. Ayrton Senna, CGESP

Reprodução/Foto-RN176 Flor Carrizo

Desde que comecei a participar das atividades da Gakkai, o acolhimento foi ótimo! Sentia que estava em uma grande família com todos me apoiando, mesmo sem me conhecer. Isso aconteceu principalmente em uma das primeiras atividades que participei, quando fui inspirada pelo relato de um companheiro da Juventude Soka a lutar e a viver pelo que acredito. Estou disposta a proporcionar a mesma experiência às demais pessoas.

Flor Carrizo, integrante do Distrito Sul da Ilha, Sub. Santa Catarina, CGRE

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS