ROTANEWS176 25/01/2025 08:40 ENCONTRO COM O MESTRE Por Dr. Daisaku Ikeda
Nestes trechos selecionados de incentivos de Ikeda sensei, ele transmite pontos essenciais para empreender a propagação do humanismo budista com o desejo sincero de contribuir para a felicidade de cada pessoa.
Reprodução/Foto-RN176 No centro de terno azul Dr. Daisaku Ikeda. Ele era um filósofo, escritor, fotógrafo, poeta e líder budista da SGI atualmente era o Mestre e Presidente da Soka Gakkai Internacional – SGI – Fotos: Seikyo Press
Ainda que você ofereça muitas riquezas a uma pessoa, isso não é garantia da felicidade absoluta. O que garante a felicidade absoluta é o shakubuku. Os membros da Soka Gakkai realizam essa prática. Desde a minha juventude, também pratico de coração o shakubuku. Agir assim é a preciosa e eterna “lembrança de sua presente vida neste mundo humano”.
Terceira Civilização, ed. 520, dez. 2011, p. 26.
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Quanto mais nos empenhamos na fé, com mais carinho e generosidade devemos abraçar nossos amigos e aprofundar nossos laços de fraternidade. Como o shakubuku consiste no trabalho de tocar a vida das outras pessoas por meio do diálogo, confiança e amizade são essenciais.
Torne-se alguém que esteja acima das diferenças religiosas e que ore pela felicidade de seus semelhantes e estreite fortes laços de amizade com muitas pessoas. Ao agir assim estará comprovando a profundidade e amplitude do budismo.
IKEDA, Daisaku. Sabedoria para Criar a Felicidade e a Paz — Parte 3: Kosen-rufu e Paz Mundial. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024. p. 362.
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O Budismo de Nichiren Daishonin é o budismo da semeadura. Uma vez que a pessoa tem contato com o Nam-myoho-renge-kyo, recebe em sua vida a semente do estado de buda, por mais breve que tenha sido esse contato. Essa semente não se extingue e certamente brotará no devido tempo. Por essa razão, o importante é a “pessoa de ação” e a “pessoa que propaga” pois é ela quem cria esse precioso relacionamento. Por causa disso, são incalculáveis os benefícios e a boa sorte de quem propaga o budismo.
O contato de alguém com o budismo da semeadura, mesmo que seja ouvindo “uma única frase”, será o suficiente para assentar em seu coração a semente do estado de buda, inextinguível por toda a vida.
Empenhem-se em promover o diálogo budista e em criar laços de amizade mesmo que as pessoas não venham a praticar a fé no momento em que ouvem sobre o budismo. O ato de plantar a semente do estado de buda por meio da “semeadura pela audição” equivale à prática do shakubuku. Por favor, tenham plena convicção de que os benefícios recebidos quando plantamos a semente são absolutamente iguais aos benefícios quando uma pessoa venha a despertar e iniciar a prática da fé.
Brasil Seikyo, ed. 2.286, 8 ago. 2015, p. B4.
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O shakubuku no Budismo de Nichiren Daishonin baseia-se numa filosofia de respeito aos outros. Mostrar respeito pelos outros por meio do comportamento tem o poder de mudar a nossa vida. […]. Ao compartilharmos respeitosamente os ensinamentos do Sutra do Lótus com outras pessoas por meio de nosso exemplo de conduta como ser humano, atingimos o estado de buda. Quando nosso comportamento realiza shakubuku, incorporamos o princípio da iluminação universal em nossa vida. Realizar shakubuku por meio de nosso exemplo de conduta como ser humano sem recuar diante das dificuldades é a prática capaz de conduzir todas as pessoas à iluminação. […] A atitude do bodisatva Jamais Desprezar é o caminho direto para nos tornarmos budas.
Terceira Civilização, ed. 520, dez. 2011, p. 50.
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Na prática do shakubuku, envolvemo-nos diretamente com a vida da pessoa com quem falamos do budismo. Mesmo quem já realizou vários shakubuku ao longo de muitos anos necessita de coragem para dialogar sobre o budismo. Se não tiver coragem, sua fraqueza será um obstáculo. Mas nada é mais poderoso que a atitude de orar para concretizar o shakubuku. Os guerreiros do shakubuku já sabem a maneira correta de expressar essa ação corajosa porque realizam a “oração benevolente” e, por isso, jamais são derrotados. (…) A voz que promove o shakubuku equivale à voz que executa o supremo trabalho do buda!”
Brasil Seikyo, ed. 2.073, 26 fev. 2011, p. A3.
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Raramente encontrarão pessoas dispostas a abraçar imediatamente a religião budista. O importante é perseverar no relacionamento e no diálogo, orando pela felicidade dessas pessoas. Quando plantamos uma semente e a cultivamos com toda a dedicação, teremos, no final, flores e frutos.
Ibidem, ed. 1.760, 21 ago. 2004, p. A9.
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Realizar o shakubuku é a prática dos ensinamentos do buda, conforme consta nos escritos; é a posição extrema entre todas as dificuldades. Trata-se da sublime prática da “nobre tarefa do buda”. No entanto, mesmo que os resultados não sejam exatamente o desejado, não há nenhuma necessidade de se preocupar. Eu também tive situações semelhantes. A questão crucial era a forma ideal para fazer chegar nosso sentimento às pessoas, ao seu coração.
Idem, ed. 2.070, 5 fev. 2011, p. B5.
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Quando iniciei minha prática, aos 19 anos, a situação era a mesma. Não há quem comece a prática e logo compreende perfeitamente o budismo, tão profundo e abrangente. Normalmente, o “empurrãozinho” para a tomada de decisão vem, acima de tudo, do comportamento correto do apresentador que inspira confiança ou da impressão que a pessoa tem da sinceridade com que o apresentador a trata.
Idem, ed. 2.070, 5 fev. 2011, p. B5.
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Dicas de leitura
Veja sobre o tema “Shakubuku” no Guia para a Vitória que acompanha esta edição do BS.
Reprodução/Foto-RN176 Dica para leitura
Desejo que nossos amigos que lutam com dedicação para realizar o shakubuku recebam o apoio de todos. O avanço do shakubuku e do kosen-rufu acontece justamente onde existe a união harmoniosa de “diferentes em corpo, unos em mente” (itai doshin). Mesmo eu, certa vez, tive o apoio do “general do shakubuku”, o presidente Josei Toda, quando realizei um diálogo. De minha parte, também apoiei o shakubuku dos companheiros. Os integrantes da Divisão dos Jovens devem receber muito apoio das Divisões Sênior e Feminina. E, naturalmente, devem aprender com eles. Esse é o caminho que fará expandir amplamente a jovem Soka Gakkai, duas ou três vezes mais.
Idem, ed. 2.070, 5 fev. 2011, p. B5.
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Qual é o fator que decide a concretização do shakubuku? Antes de tudo, é a decisão de cada um. Quando se determina fazer algo, as circunstâncias começam a se mover favoravelmente nessa direção. Ele pode ser realizado em qualquer lugar. Mesmo na prisão, o presidente Josei Toda percebeu a grandiosidade do Sutra do Lótus e fez shakubuku nos carcereiros. Portanto, orem ao Gohonzon para que consigam realizar o shakubuku e conversem sobre o budismo com várias pessoas. Assim, certamente surgirá alguém que se interessará pela prática do budismo.
Idem, ed. 1.760, 21 ago. 2004, p. A9.
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Livro Sabedoria para Criar a Felicidade e a Paz — Parte 3: Kosen-rufu e Paz Mundial. Para mais informações, clique aqui.
Reprodução/Foto-RN176 Dica para leitura
O presidente Josei Toda declarou: “Não há nenhuma arte ou técnica para realizar o shakubuku. Não há outra maneira de propagar os ensinamentos de Nichiren Daishonin senão com a sólida convicção de que vocês próprios são o Nam-myoho-renge-kyo. Estar consciente disso significa estar consciente da essência da propagação nos Últimos Dias da Lei. Esse é o único caminho. Não existem regras para propagar o Nam-myoho-renge-kyo ou para compartilhá-lo com as outras pessoas. Nossa própria vida é o Nam-myoho-renge-kyo! O Nam-myoho-renge-kyo é tudo! Devemos estar firmemente determinados de que o Nam-myoho-renge-kyo é tudo o que temos e, se isso ainda não bastar, então, mesmo se morrermos ou se nos matarem, não haverá mais nada a fazer. Quando estivermos firmemente convictos disso, devemos continuar a falar sobre o Gohonzon para as outras pessoas”.
Idem, ed. 1.535, 11 dez. 1999, p. 3.
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O presidente Josei Toda disse: “Não é bom levar uma vida limitada pelas correntes do sofrimento. O daimoku e o shakubuku são a espada afiada que pode cortar essas correntes. A missão e o espírito da Soka Gakkai são capacitar todas as pessoas a atingir um estado de vida livre dos grilhões do sofrimento”. Nós, da Soka Gakkai, armados de coragem e do espírito do leão, empreendemos a prática do shakubuku de acordo com os ensinamentos de Nichiren Daishonin e as orientações dos presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda.
Idem, ed. 1.683, 11 jan. 2003, p. A3.
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Propagar não significa forçar alguém a alguma coisa, nem é algo em prol da organização. A propagação é um ato de venerar a natureza de buda na vida dos outros. Portanto, nossos esforços no shakubuku devem ser motivados pelo máximo respeito pela outra pessoa. O presidente Josei Toda dizia: “A base para fazer o shakubuku é um sentimento de solidariedade com os sofrimentos dos outros. Benevolência é fundamental. Não se propaga o budismo com um espírito de confrontação, tentando refutar as ideias de alguém e ‘conquistar’ a pessoa”.
Idem, ed. 1.412, 3 maio 1997, p. 3.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO