Primeiros passos da cidadania
ROTANEWS176 26/09/2026 09:25
MATÉRIA GRUPO CORAÇÃO DO REI LEÃO
Por Grupo Coração do Rei Leão

Reprodução/Foto-RN176 Foto de ilustração da matéria
Neste mês de outubro, os brasileiros vão às urnas exercer o papel de cidadãos, utilizando-se do direito de votar para eleger bons representantes políticos e, assim, contribuir para a melhoria do nosso país. Além do mais, é importante lembrar que esse direito já pode ser exercido desde os 16 anos.
Mas será que a cidadania inicia somente quando passamos a votar?
É claro que existem responsabilidades que chegam somente com determinada idade, como o direito de votar e o direito de ser votado. No entanto, a formação de um cidadão começa bem antes de essas responsabilidades surgirem.
Desde muito novos, estamos inseridos em uma sociedade em miniatura, seja na família, na escola, no trabalho, seja nos diversos lugares que frequentamos. Em cada um desses espaços existe a oportunidade de exercitar a democracia, respeitando o outro, dialogando e convivendo com as diferentes visões de mundo.
As crianças que crescem nos jardins Soka são constantemente incentivadas a acreditar no seu infinito potencial de mudar a si mesmo e o mundo. Portanto, cada um de nós, independentemente da idade, pode contribuir para transformar a sociedade em que vivemos.
Concretizar o kosen-rufu é também desenvolver uma rede de bons cidadãos e exercer uma influência positiva sobre as pessoas ao redor. Como membros da Soka Gakkai, cuja premissa é a criação de “valores humanos” em prol da sociedade, aprendemos que nossa responsabilidade é formar Sucessores Ikeda capazes de participar da sociedade de maneira consciente, respeitosa e responsável.
Sendo assim, não é necessário chegar à maioridade a fim de contribuir para a transformação do local em que vive e exercer a cidadania. É fundamental incentivar e estimular nossos sucessores Ikeda para que possam exercê-la no cotidiano, enquanto ainda são crianças e adolescentes.
Quando uma criança aprende a respeitar o outro, a ouvir uma opinião diferente da sua, a dialogar sem julgamento e a pensar no que pode fazer para melhorar o ambiente que a cerca, ela já está contribuindo para a transformação do meio em que vive.
Cidadania é uma postura diária. É a partir do nosso comportamento no dia a dia que o budismo se manifesta na sociedade.
Nosso eterno mestre, Daisaku Ikeda, faz as seguintes reflexões sobre esse ponto:
O lugar em que nos encontramos neste exato momento é o palco de nossas atividades como cidadãos do mundo. Bons cidadãos que contribuem para sua comunidade local são, também, bons cidadãos da comunidade global.1
Ser um bom cidadão do mundo pressupõe ser uma boa pessoa na família, um bom colaborador ou colega de trabalho e bom integrante da comunidade local. Começar com atitudes básicas como essas exerce um grande impacto em reformas mais profundas.2
Embora tenham pouca idade e experiência, as crianças e os adolescentes possuem uma criatividade ilimitada que nos permite encontrar soluções que não imaginávamos. Ao proporcionar espaços inclusivos, em que eles podem expressar livremente suas ideias, demonstramos que suas opiniões são importantes e que estas têm a capacidade de gerar uma grande contribuição para o bem-estar de todos.
Obviamente, como líderes das crianças e dos adolescentes da nossa localidade, nosso papel é fomentar esses espaços justamente nos locais em que esses jovens se encontram, seja no próprio lar, nas reuniões de palestra, seja nos encontros da Semana da Juventude Soka.
A cidadania não termina quando estamos no espaço digital. Portanto, instruções com relação ao comportamento das crianças e dos adolescentes no ambiente digital também é um ato de formar bons cidadãos.
Segundo pesquisa, 83% das crianças e dos adolescentes entre 9 e 17 anos possuem perfil em rede social.3 Esse dado mostra que é importante orientá-los sobre como a cidadania se estende no meio digital. De modo objetivo, seria: utilizar essa ferramenta de forma adequada para cada idade; ser responsável com as informações compartilhadas checando se são fontes confiáveis; fazer uma reflexão, ao comentar nas publicações, sobre como o outro pode se sentir ao ler seu comentário; e estimular a participação em discussões on-line de maneira saudável sem ofender o outro.
O espaço digital também se tornou uma forma da participação em movimentos que podem contribuir positivamente para a sociedade, tal como observamos do exemplo da Malala Yousafzai:4 com 11 anos, ela utilizou seu blog como instrumento para ter voz, compartilhando as experiências vividas em uma região dominada pelo medo e pela violência. Ela também usava seu blog para defender o direito de todas as meninas estudarem.
No capítulo “Jovens Herdeiros”, do volume 9, da Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda nos incentiva: “Na condição de responsáveis, o empenho de vocês decidirá o desenvolvimento ou não de nossos estudantes para que se tornem pessoas de grande valor”.5 Além disso, ele relembra o senso de responsabilidade:
No meu caso, estou pensando firmemente no século 21. Quando chegar esse tempo, quem se encarregará do kosen-rufu e da paz do mundo? Quem transmitirá o verdadeiro espírito da Gakkai? A única forma é delegar essas tarefas para os atuais estudantes (…). Para isso, precisamos desenvolvê-los como pessoas de grande valor e líderes do futuro. Então, o que devemos fazer? Se ficarmos de braços cruzados, as pessoas não crescerão. O importante é estimulá-las com toda nossa criatividade. Essa criatividade surge da forte oração com o desejo de crescimento de todos.6
Conscientes da missão herdada pelo nosso mestre de cuidar dos Sucessores Ikeda, vamos juntos assumir o propósito de contribuir mais para que cada sucessor Ikeda seja desde cedo um “bom cidadão”!
Dicas para um bom diálogo
1. Cite três ações práticas que você já realiza para contribuir com a formação de um Sucessor Ikeda como bom cidadão.
2. Relacione três ações que gostaria de pôr em prática para estimular ainda mais essa postura cidadã
Notas:
1. RDez, ed. 49, jan. 2006, p. 04.
2. IKEDA, Daisaku. Sabedoria para Criar a Paz e a Felicidade — Parte 2: Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 2, p. 115, 2023.
3. Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Disponível em: https://cetic.br/media/analises/tic_kids_online_brasil_2024_principais_resultados.pdf. Acesso em: 15 set. 2026.
4. Malala Yousafzai, ativista paquistanesa que, em 2014, se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz.
5. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. v. 9. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2022.
6. Ibidem.
FONTE: EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS



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