Rubio mantém negociações sobre futuro de Cuba com neto de Raúl Castro, diz site

ROTANEWS176 20/02/2026 14:52


WASHINGTON – O secretário de Estado americano, Marco Rubio, mantém conversas com o neto de Raúl Castro, em meio à pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, informou nesta quarta-feira, 18, o site americano Axios, citando três fontes anônimas.

O presidente americano, Donald Trump, declarou abertamente que considera Cuba uma “nação falida” e instou Havana a firmar um acordo com os EUA.

Trump descartou, no entanto, a ideia de uma operação destinada a derrubar o governo de Miguel Diáz-Canel.

Reprodução/Foto-RN176 O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em 14 de fevereiro de 2026, em Munique Foto: Alex Brandon / AFP

Segundo o Axios, Rubio, nascido nos EUA e filho de pais cubanos, dialoga com Raúl Guillermo Rodríguez Castro à margem do governo cubano.

No início de fevereiro, Trump afirmou que os Estados Unidos mantinham conversas com Cuba “no mais alto nível”, mas o governo americano tem sido discreto e se recusa a fornecer detalhes sobre o conteúdo ou sobre com quem são realizadas.

O Departamento de Estado e a embaixada cubana em Washington se recusaram a comentar a reportagem do Axios.

Em janeiro, Washington impôs um bloqueio petrolífero à ilha, após o êxito obtido com a apreensão das exportações de petróleo da Venezuela, que levou a uma negociação com Caracas.

Reprodução/Foto-RN176 Fila para entrar em uma gasolina no verão de 30 de janeiro de 2026, em La Habana, Cuba Foto: Ramón Espinosa / AP

Cuba denunciou a manobra e, em seguida, manifestou disposição para negociar. A ilha enfrenta uma grave escassez de combustível e cortes de energia constantes. Além disso, os EUA ainda mantêm um embargo comercial há décadas.

Raúl Castro, de 94 anos, retirou-se oficialmente de todas as funções decisórias, mas continua sendo uma figura central do poder e mantém a lealdade das Forças Armadas. Ele sucedeu seu irmão Fidel Castro em 2006 e lançou reformas inéditas, mas sem ceder o poder ou convocar eleições.

Em meados da década de 2010, protagonizou uma aproximação efêmera com os Estados Unidos, que tampouco resultou em abertura política.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO