Tornar-se o pilar da união e da harmonia  

ROTANEWS176  07/11/2026  08:30

MATÉRIA DA DIVISÃO SÉNIOR

Por Divisão Sênior da BSGI

Reprodução/Foto-RN176 Foto de destaque da matéria em lustração

Queridos amigos, pilares de ouro Soka, agradecemos o empenho e a dedicação abnegada ao movimento pelo kosen-rufu em todos os recantos do nosso amado Brasil! Desejamos que todos estejam bem, com ótima saúde e disposição.

Estamos próximos da celebração dos 96 anos de fundação da Soka Gakkai que ocorrerá no dia 18 de novembro. Nesta oportunidade, convidamos todos a fazer uma reflexão, inspirados nas orientações do nosso querido mestre, Daisaku Ikeda. Qual o fio condutor de nossa atuação como pilares de ouro Soka? É o cuidado com a felicidade de cada pessoa.

A atuação incansável dos três primeiros presidentes da Soka Gakkai, Makiguchi sensei, Toda sensei e Ikeda sensei, em dedicar a vida à felicidade das pessoas, incentivando-as e reconhecendo seu potencial mesmo diante de dificuldades e perseguições, é o grande exemplo para o nosso empenho. Essa trajetória é o alicerce da construção da Soka Gakkai e se baseia na afirmação que o presidente Ikeda compartilha em mensagem especial para as atividades comemorativas de 18 de novembro, Dia da Soka Gakkai, do ano 2021. Ikeda sensei cita:

Nichiren Daishonin afirma que, na passagem do Sutra do Lótus “junto com Nichiren chegarão à terra onde o tesouro está”, essa única palavra “junto” significa que, enquanto estiverem junto com Nichiren, chegarão à terra do tesouro.1

Certa vez, o presidente Josei Toda disse: “Meu anseio é que vivam até o fim junto com a Soka Gakkai, a organização da ordem e do desejo do Buda. Com certeza, todas as preocupações atuais se transformarão em grande boa sorte! Munidos dessa alegria da ‘revolução humana’, vamos dedicar a vida em prol da paz e da felicidade das pessoas na comunidade local e na sociedade!”.2

No Guia para a Vitória, suplemento do jornal Brasil Seikyo, do mês de outubro, estudamos sobre a BSGI, Castelo de Valores Humanos. Em um trecho citando a importância da existência da nossa organização dedicada a cultivar, proteger e espalhar o bem, Ikeda sensei certa vez discorreu sobre o espírito de fundação presente na visão de Tsunesaburo Makiguchi:

Quanto mais os poderosos e corruptos se fortalecem, mais perseguirão as pessoas de bem — que em contraste ficarão sempre fracas e sozinhas. (…) Para destruir o conluio da maldade, deve ser formada de maneira concreta uma força unida que lute ao lado do bem. (…) Para realmente possibilitar que as pessoas se unam pela causa da justiça, ele [Makiguchi] criou uma “organização unida pela causa do bem”.3

Em prol da criação dessa organização unida pela causa do bem e para avançarmos junto com a Soka Gakkai, nós, pilares de ouro, temos o papel fundamental de ser o pilar da cooperação entre as divisões, gerando harmonia e protegendo com responsabilidade a Gakkai e seus integrantes. Quando os componentes da Divisão Sênior atuarem dignamente, tanto os jovens como as integrantes da Divisão Feminina se desenvolverão de forma brilhante. Seus sinceros incentivos refletirão na criação de excelentes seres humanos de valor nas demais divisões.

Essa dedicação sincera em criar essa organização em prol da paz e da felicidade de todas as pessoas é nossa missão e a base do espírito de fundação da Soka Gakkai.

Rumo ao próximo dia 18 de novembro, vamos nos empenhar no encontro com as pessoas, despertando esse ponto primordial no coração de todos, e pavimentar o caminho da vitória rumo a 2030! O desejo por essa vitória será nosso grande juramento.

DS de comprovação

Transformar carma em missão e na grande vitória

Reprodução/Foto-RN176 Luiz Fernando Alves da Silva

Luiz Fernando Alves da Silva atua como responsável pela regional e vice-responsável pelo Grupo Alvorada da CNOP

Sou pioneiro da prática budista em minha família. Neste ano, completei trinta anos de prática — três décadas em que aprendi, na prática, que não existe carma que não possamos transformar.

Na infância e no início da adolescência, sofri castigos físicos severos aplicados pela minha mãe. Ela sempre dizia palavras que me diminuíam, repetindo que eu “não fazia nada direito”. Aos 12 anos, manifestei sintomas de depressão profunda e perda total do sentido de viver.

Aos 15 anos, ingressei na Escola Técnica Estadual Aprígio Gonzaga, na Penha, em São Paulo, para cursar eletrônica. Ali, comecei a quebrar meu casulo e fiz amizade com a “turma do fundão”.

No ano seguinte, em 1996, um novo colega integrou nosso grupo. Eu morava em Guarulhos, SP, e caminhava alguns quilômetros a pé até o ponto de ônibus. Em um desses trajetos, encontrei esse amigo no caminho. Começamos a conversar e ele me perguntou: “Você pratica alguma religião?”. Então, ele me falou sobre o budismo. Embora eu não me recorde de toda a teoria daquele dia, marcou-me profundamente a convicção com que se referiu ao presidente Ikeda. Convidou-me para uma reunião e, no dia 2 de março de 1996, dei meu primeiro passo na Soka Gakkai. Decidi que não seria mais prisioneiro do meu passado, mas o construtor do próprio destino. Entretanto, em casa, meus familiares demonstravam resistência à minha prática budista. Ao longo dos anos, busquei a vitória constantemente, participando das atividades, estudando o budismo e aplicando os incentivos de Ikeda sensei em minha vida. Eu me desenvolvi e o ambiente familiar foi se transformando.

O ano 2022 foi o teste mais rigoroso da minha existência: fui acometido pela Covid-19. Minha mãe, que cuidava do meu padrasto, precisou implantar um marca-passo de emergência e não pôde mais fazer esforços. No trabalho, negociei home office em tempointegral e assumi a rotina de cuidador do meu padrasto, que estava acamado e debilitado pelo diabetes. Travei uma batalha diária contra meu próprio egoísmo para dar banho nele, trocá-lo, colocá-lo na cadeira de rodas e ampará-lo em todas as necessidades. No fim de novembro de 2022, ele faleceu. Diante do seu corpo, não senti culpa nem remorso, apenas paz e gratidão pelo dever cumprido. Aquele homem com quem tanto me desentendi na juventude foi quem me ensinou a amar verdadeiramente. Sem dúvida alguma, ele foi meu pai.

A prática budista nos ensina a não fugir de nenhum carma familiar. No ano passado, 2025, minha mãe enfrentou uma grave crise depressiva. Graças à oração e ao senso de responsabilidade, tive a boa sorte de estar presente, oferecendo suporte emocional e financeiro para sua recuperação. Aquele menino ferido na infância transformou a mágoa em amor e amparo protetor.

Aquele jovem que um dia se enxergava como o inseto de Kafka1 descobriu, pela grandiosidade do Nam-myoho-renge-kyo e pelo aprimoramento na Soka Gakkai, a força invencível da própria vida.

Reprodução/Foto-RN176 Luiz Fernando, com sua mãe, Edina, de rosa, ao centro, participam alegremente em reunião na localidade

Nota:

1. Referência à obra A Metamorfose, de Franz Kafka, cujo protagonista desperta transformado em um enorme inseto.

Notas:

1. Cf. The Record of the Orally Transmitted Teachings [Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente]. Tóquio: Soka Gakkai, p. 78.

2. Brasil Seikyo, ed. 2.589, 27 nov. 2021, p. 3.

3. Idem, ed. 2.715, 26 set. 2026, p. 3.

FONTE: EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS

Publicar comentário

You May Have Missed