ROTANEWS176 22/11/2025 10:50
DECLARAÇÃO DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

Reprodução/Foto-RN176 Foto para ilustrar a matéria Foto: Getty Images
Antecedendo à COP30, a Soka Gakkai Internacional (SGI) divulga a declaração Mobilizando a Solidariedade Global para Enfrentar os Desafios da Crise Climática
Um denso documento foi elaborado pelo Comitê de Perspectivas Globais da Soka Gakkai Internacional (SGI), composto por líderes de países que promovem movimentos pela paz em diversas regiões do mundo, emitido dias antes da abertura da COP30, realizada no Brasil. Intitulada Mobilizando a Solidariedade Global para Enfrentar os Desafios da Crise Climática, dando continuidade à Declaração sobre Prevenção de Armas Nucleares, divulgada em janeiro deste ano pela organização.
Diante do perigo de não se atingir a meta de limitar o aumento da temperatura média a 1,5 grau Celsius, estabelecida no Acordo de Paris,1 a declaração enfatiza a importância de a sociedade civil criar um “pilar de ação que jamais desista de solucionar o problema”. Para impulsionar esse movimento, a declaração apresenta a proposta de as diversas religiões trabalharem juntas de forma a se tornar a fonte para cada pessoa manifestar a “consciência humana”, apoiando ações para a construção de uma sociedade global sustentável.
Ao apresentar os movimentos em que jovens de todo o mundo estão criando uma nova tendência para a mudança dos tempos em busca da superação da crise climática, o documento propõe o estabelecimento do “Conselho da Juventude” como instituição permanente no contexto do Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). A declaração clama para o desafio de proteger o futuro de todas as pessoas que vivem no planeta, fortalecendo a participação dos jovens. Em destaque, alguns trechos:
Unir a vontade das pessoas
Com base na experiência adquirida por meio das nossas atividades realizadas até hoje, desejamos, nesta declaração, apresentar duas propostas visando fortalecer a solidariedade internacional para superar a crise climática.
A primeira proposta diz respeito à mobilização da sociedade civil. Para enfrentar a crise climática, inclusive por meio de esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, medidas isoladas em nível nacional não são suficientes. O que se faz urgentemente necessário é unir a vontade das pessoas em todos os lugares na busca por um futuro de esperança e segurança. As iniciativas da sociedade civil oferecem uma base para ações enraizadas na determinação inabalável de resolver essa crise.
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(…) nós, seres humanos, possuímos inerentemente o poder de “traçar rumos para avançar juntos”, ultrapassando as fronteiras nacionais, e somos capazes de demonstrar o “espírito de juntos proteger a vida e a dignidade uns dos outros”, sem desistir, mesmo diante de uma crise sem precedentes.
Com base nessa convicção, nós, da SGI, coproduzimos com a Carta da Terra Internacional a exposição ambiental Sementes da Esperança e Ação: Tornando Realidade os ODS, exibida em dez idiomas, em 24 países e territórios, com o objetivo de conscientizar a população civil sobre questões ambientais, inclusive a crise climática. A Soka Gakkai do Japão também tem trabalhado em todo o mundo para construir uma sociedade global sustentável, por exemplo, a colaboração com a Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO, na sigla em inglês) para apoiar o reflorestamento na África Ocidental desde 2021.
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Dar voz aos jovens
A segunda proposta diz respeito ao fortalecimento da estrutura institucional. A SGI gostaria de apresentar, nessa ocasião, a criação de um conselho permanente da juventude no âmbito do Secretariado da UNFCCC.
Nos últimos anos, os jovens têm levantado a voz, clamando ur-gentemente por ações climáticas mais enérgicas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e compartilhando ideias e iniciativas em seu respectivo país e comunidade local. Subjacente a essas ações está uma determinação profunda e inabalável de salvaguardar os alicerces não apenas para a própria sobrevivência, mas também para as gerações futuras. No cerne dessas ações reside um forte desejo de construir um futuro promissor com as próprias mãos.
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O papel de cada um
Diante dessa crescente situação internacional incerta e instável, um sentimento de resignação pode se instalar entre as pessoas, criando uma atmosfera de que “talvez a solução da crise climática esteja além da nossa capacidade”. Se esse desespero se espalhar, não apenas minará o ímpeto para ampliar as ações climáticas, mas também ameaçará o compromisso com os esforços já em andamento.
Todavia, ainda há muitas áreas em que nós, como membros da sociedade civil, possamos gerar uma grande onda de mudanças ao nos manifestarmos e agirmos.
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A paixão e a vitalidade da juventude precisam ser incorporadas à estrutura internacional para enfrentar a crise climática, permitindo que ela impulsione poderosas ondas de transformação.
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O desafio e a vanguarda jovem
Estamos firmemente convencidos de que a promoção de iniciativas que integrem o envolvimento da juventude no contexto do crescente ativismo da sociedade civil, junto com a criação de um conselho permanente da juventude no âmbito do Secretariado da UNFCCC, será um poderoso prenúncio de mudanças genuínas. Agora é o momento de criar espaços e oportunidades para que os jovens possam desenvolver plenamente seu potencial e desempenhar seus papéis.
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Respeito à dignidade da vida
Ignorar as graves realidades que se desenrolam diante dos nossos olhos não impedirá a aceleração da crise. Com base nos dois pilares propostos na presente declaração — “mobilização global de base, em nível popular” e “construção de instituições mais fortes que integrem os jovens” —, trabalhemos juntos para enfrentar este desafio histórico: proteger não apenas as vidas, a dignidade e os meios de subsistência daqueles que vivem neste planeta hoje, mas também os das gerações futuras.
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Declaração sobre Prevenção de Armas Nucleares
Mobilizando a Solidariedade Global para Enfrentar os Desafios da Crise Climática
Nota:
- Acordo de Paris: Acordo internacional para medidas de combate às mudanças climáticas, adotado em dezembro de 2015. Ele estabelece a meta de “limitar o aumento da temperatura média global a 1,5 grau Celsius” e insta os países a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS










