Vamos escolher a vida, o diálogo e o respeito

ROTANEWS176 12/09/2026  09:20

INCENTIVO DO LÍDER

Por Alessandro Júlio de Oliveira Matos

Reprodução/Foto-RN176 Desenho artístico de ilustração da matéria

Este mês assinala os 69 anos desde que o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, proferiu sua Declaração pela Abolição das Armas Nucleares em 8 de setembro de 1957 (veja Especial nesta edição). Esse importante marco deixa claro que nós, como membros da Soka Gakkai Internacional (SGI) e discípulos de Ikeda sensei, considerando os Três Mestres Soka como referências na luta pela paz, temos a missão de atuar também pelo desarmamento e diante de qualquer ato que atente contra a dignidade e o respeito à vida.

Construir um mundo livre das armas nucleares pode parecer utópico, mas penso que essa transformação começa justamente onde estamos, por meio de nossas ações locais e das decisões que tomamos diariamente.

Criar uma sociedade de paz exige escolhas pautadas no respeito às pessoas, no diálogo e no bem coletivo. Afinal, o diálogo é o caminho para transformar diferenças em compreensão e conflitos em possibilidades de construção de um mundo melhor.

Atualmente, exerço a função profissional de analista de logística e, no meu ambiente de trabalho, preciso constantemente intermediar conflitos de interesses e de egos entre diferentes setores. Muitas vezes, percebo que as pessoas têm dificuldade de encontrar um meio-termo e trabalhar juntas para que as engrenagens funcionem. Na realidade, somos todos parte da mesma empresa, com objetivos em comum, e não concorrentes.

É desafiador, especialmente para a logística, fazer com que as pessoas de outros setores compreendam a importância do diálogo e percebam que uma decisão que beneficia apenas um lado pode acabar prejudicando o resultado de todos.

Por isso, procuro transformar cada conflito em uma oportunidade de aproximação: ouvir os diferentes pontos de vista, compreender as necessidades de cada área e buscar, junto com os envolvidos, uma solução que respeite a coletividade.

Para mim, essa é uma forma prática de aplicar o conceito de estabelecer da paz no cotidiano. Em vez de alimentar disputas ou procurar culpados, escolho promover o diálogo, aproximar as pessoas e lembrar que, apesar das diferenças, temos o mesmo propósito. Essa postura nem sempre é fácil; no entanto, cada pequena vitória representa uma mudança positiva e concreta na forma como nos relacionamos.

Pode parecer uma pequena ação diante, por exemplo, do enorme desafio da abolição das armas nucleares, mas é justamente no cotidiano que se inicia a construção da paz. Dialogar, respeitar as diferenças e valorizar a vida em nosso próprio ambiente é o primeiro passo para que a paz seja alcançada.

Um trecho da declaração do presidente Josei Toda em especial chama a minha atenção:

Digo isso porque nós, cidadãos do mundo, temos o direito inviolável à vida. Todo indivíduo que tentar pôr esse direito em perigo merece ser chamado de criatura diabólica, um ser abominável, um monstro.1

Acredito que essa seja uma das nossas maiores responsabilidades como discípulos: não apenas admirar o legado dos nossos mestres, mas transformá-lo em ação. A paz começa com nossas próprias ações e em todos os lugares onde possamos transformar conflitos em compreensão e diferenças em união.

Alessandro Júlio de Oliveira Matos

Vice-coordenador da Juventude Soka de coordenadoria

Nota:

  1. Brasil Seikyo, ed. 1.906, 8 set. 2007, p. B5.

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

Publicar comentário

You May Have Missed