Viva pelos seus sonhos 

ROTANEWS176  24/01/2026 11:20 

CONEXÃO JUVENTUDE SOKA DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

Reprodução/Foto-RN176 Desenho ilustrativo da matéria

Poucos meses após tomar posse como terceiro presidente da Soka Gakkai, Daisaku Ikeda e comitiva fizeram a primeira viagem pelo mundo. O dia 2 de outubro de 1960 deu início a uma série de viagens e encontros realizados pelo Mestre com o único objetivo de promover a paz mundial.

Desde essa ocasião, Ikeda sensei se encontrou com diversas autoridades, personalidades e membros ao redor do globo, dedicando-se incansavelmente para concretizar o ideal do seu mestre, Josei Toda, ao semear as raízes do humanismo, da paz e da cultura para todas as pessoas.

A partir da própria decisão em tornar reais os sonhos de Toda sensei, o presidente Ikeda sedimentou as bases do humanismo Soka em solo brasileiro, que se comprovaram com sua terceira (1984) e quarta (1993) visitas feitas ao país, após anos de desafios e adversidades.

Durante a terceira visita, foi realizado o grandioso Festival Cultural, resultado da inspiradora decisão e dos sinceros esforços dos veteranos em suplantar os tempos árduos da ditadura militar e, enfim, receber o Mestre mais uma vez no Brasil.

A quarta visita estabeleceu o reconhecimento do movimento humanístico Soka pela sociedade brasileira ao conceder ao presidente Ikeda uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), além de estruturar sólidas diretrizes para o futuro da BSGI.

Hoje, temos a oportunidade e a boa sorte de observar o caminho trilhado por Ikeda sensei como uma bússola segura para alcançar nossos sonhos e ideais. Isso nos inspira a manter uma convicta decisão diante dos desafios, empreender as ações para concretizar esses objetivos, custe o que custar, e obter a vitória.

Conheça a história de outras personalidades que enfrentaram adversidades e conquistaram seus ideais

Michel Jordan, ex-jogador de basquete e empresário

Reprodução/Foto-RN176 Michael Jeffrey Jordan é um empresário e ex-basquetebolista estadunidense que atuava como ala-armador. Considerado por muitos como o melhor jogador de basquete de todos os tempos, é considerado também como um dos mais importantes desportistas masculinos da história – Ilustração: COPILOT

Nascido em 1963, em Nova York, Estados Unidos, Michael Jeffrey Jordan sempre teve habilidade para esportes. A modalidade escolhida foi o basquete, que começou a praticar ainda criança. Porém, no segundo ano do ensino médio, enfrentou algumas dificuldades e foi cortado do time da escola.

Esse momento foi o propulsor para sua motivação, levando-o se empenhar ainda mais para praticar novamente a modalidade. No ano seguinte, ele voltou com determinação e reingressou na equipe, chamando a atenção de olheiros universitários à procura de um novo profissional. O desempenho e a dedicação dele o fizeram ser reconhecido e ganhar uma bolsa na Universidade da Carolina do Norte, referência tradicional no basquete universitário do país.

Pela nova equipe, Jordan se mostrou um atleta promissor e, em 1982, ao jogar contra o time de Georgetown, conseguiu arremessar a cesta que garantiu a vitória do time. Antes de seguir para a NBA, ele consolidou sua reputação ao ser eleito o melhor jogador universitário do ano em 1984.

Ao longo de sua carreira profissional, Jordan acumulou muitas vitórias sem precedentes, incluindo: seis títulos da NBA pelo time Chicago Bulls, cinco vezes eleito como o melhor jogador da liga e a conquista de duas medalhas olímpicas de ouro.

Em 2003, após idas e vindas, Jordan anunciou a aposentadoria definitiva das quadras. No entanto, sua convicção e paixão pelo basquete ao longo da carreira o transformaram em uma referência mundial e em uma inspiração para incontáveis jovens se desafiarem e perse-guirem seus sonhos.

Angela Davis, professora, filósofa e ativista

Reprodução/Foto-RN176 Angela Yvonne Davis é uma professora, filósofa e ativista socialista estadunidense, que alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos – Ilustração: COPILOT

Angela Davis nasceu em 1944, em Birmingham, Alabama, Estados Unidos, e cresceu sob a vigência das leis de segregação racial que restringiam a quantidade de espaços e direitos da população negra. Filha de professores, desde jovem, ela desenvolveu uma consciência em prol das pessoas, traçando um rumo decisivo aos 15 anos, quando se mudou para Nova York a fim de estudar na Elisabeth Irwin High School, onde definiria as bases de sua luta ao longo da vida.

A jornada intelectual de Angela se baseia em uma sólida formação em literatura francesa e em filosofia, além de incluir passagens pela França e pela Alemanha, onde cursou pós-graduação na Universidade Goethe.

Em 1967, retornou da Europa para a América impulsionada pelas transformações do movimento negro, quando se tornou uma voz central na luta pelo direito das mulheres. A atuação dela consolidou os estudos de interseccionalidade, e ela se tornou referência na defesa do abolicionismo penal.

Devido a seu posicionamento político, em 1969, Angela sofreu repressão quando foi falsamente acusada de conspiração e sequestro no caso dos “Irmãos Soledad”. A prisão política dela gerou uma campanha internacional massiva sob o lema Free Angela Davis e, em 1972, diante da pressão global e da fragilidade das provas, ela foi finalmente inocentada e libertada.

Após ser solta, Angela não retrocedeu, pelo contrário, ampliou sua luta dentro do ensino universitário. Atualmente, é professora, filósofa e ativista, referência dentro e fora dos movimentos negro e feminista, realizando palestras, entrevistas e ministrando aulas para inspirar e incentivar a defesa dos direitos humanos.

Darcy Ribeiro, antropólogo, sociólogo, escritor e político

Reprodução/Foto-RN176 Marcos Darcy Silveira Ribeiro foi um antropólogo, historiador, sociólogo, escritor e político brasileiro, filiado ao Partido Democrático Trabalhista e conhecido por seu foco em relação aos indígenas e à educação no país – Ilustração: COPILOT

Darcy Ribeiro nasceu em 1922, em Montes Claros, MG, no coração do sertão mineiro. Filho de um farmacêutico e de uma professora, ele cresceu em uma casa onde a leitura era valorizada, mas foi a vivência nas ruas e o contato com as pessoas do interior que despertaram seu olhar sensível para a diversidade do povo brasileiro.

Darcy foi um intelectual multifacetado. Ao longo de sua vida acadêmica, graduou-se pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Ele recebeu o título de doutor honoris causa por universidades prestigiadas, como a Universidade de Sorbonne, na França, Universidade de Copenhague, na Dinamarca e a Universidade do Uruguai.

Como escritor, suas obras foram amplamente reconhecidas, concedendo a ele o Prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário do Brasil, e a cadeira de nº 11 na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Durante a vida, sua atuação foi marcada por dois pilares: a proteção dos povos originários e a democratização do conhecimento. Como antropólogo do Serviço de Proteção aos Índios (SPI),1 ajudou a criar o Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, uma das maiores reservas indígenas do mundo, e fundou o Museu Nacional dos Povos Indígenas, no Rio de Janeiro.

A ascensão política de Darcy, como ministro da Educação e chefe da Casa Civil, e a defesa de seus valores fizeram dele um alvo prioritário durante a ditadura militar, quando teve seus direitos políticos cassados e decidiu viver exilado em países como Uruguai, Chile, Peru e México.

De volta ao Brasil, com a redemocratização, Darcy continuou sua luta pelo sistema educacional e, como vice-governador do Rio de Janeiro, implementou, junto com Leonel Brizola, os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), revolucionando a educação pública com o modelo de escola em tempo integral. A carreira de Darcy culminou no Senado Federal, onde foi o relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que até hoje direciona e estrutura a educação brasileira.

Apesar das duras perseguições que sofreu, o que movia Darcy Ribeiro era a ideia de que o Brasil é um “povo novo”, em constante construção, e que o fracasso não é um destino. O lema dele de “construir o país que você quer” significava “assumir a responsabilidade por projetar e realizar a mudança que você quer”, em vez de apenas lamentar as crises; incentivo que nos inspira a não nos contentar com a realidade atual, mas agirmos para não desistir dos nossos sonhos.

Nota: 1. Criado em 1910, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) permaneceu em vigor até 1967, quando foi substituído pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em atividade nos dias atuais.

Como jovens, promotores da cultura de paz nos espaços em que atuamos, sejamos orientados pelo grande ímpeto de Ikeda sensei em construir uma vida alicerçada no esforço, na dedicação contínua e na coragem de jamais abandonar sonhos e ideais. Que possamos, assim, trilhar uma jornada contributiva, também inspirada nas personalidades citadas! Dessa forma, até os sonhos que parecem mais distantes poderão ser construídos passo a passo, com sabedoria, resiliência e tenacidade.

Sigamos em frente!

Ilustrações: COPILOT

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO