ROTANEWS176 08/12/2022 10:55 MATÉRIA GRUPO CORAÇÃO DO REI LEÃO POR GRUPO CORAÇÃO DO REI LEÃO
Reprodução/Foto-RN176 Foto de ilustração da matéria
No escrito A Herança da Suprema Lei da Vida,1 Nichiren Daishonin afirma que o Nam-myoho-renge-kyo é a herança da suprema Lei da vida, e que essa Lei é transmitida do Buda para todos os seres vivos. O Buda afirma que “Sem a herança da fé, mesmo o ato de abraçar o Sutra do Lótus será inútil”.2 Nesse Gosho, Daishonin ensina sobre a doutrina de fundamental importância relacionada ao conceito de atingir o estado de buda.
Quando tomamos conhecimento da filosofia de Nichiren Daishonin, nossa vida é envolvida pela magnânima, profunda e benevolente humanidade de respeito à dignidade da vida exposta nesse ensinamento. É como se estivéssemos envoltos na escuridão fundamental do sofrimento e, repentinamente, uma luz se acendesse, iluminando nossa mente com a mais elevada razão da verdade fundamental.
Contudo, conforme o Buda ensina, não basta apenas abraçar o Sutra do Lótus, mas é necessário herdar a fé corretamente. Nesse ponto reside a questão crucial para a prática do Budismo Nichiren de transformar o drama do sofrimento do carma em missão e felicidade.
Por essa razão, é fundamental a existência da vida dos mestres na história do budismo. Isso porque os mestres são exemplos de pessoas que conseguiram experenciar corretamente a suprema Lei em suas existências, incorporando o ideal do kosen-rufu e tornando realidade o ardente desejo do Buda para “pacificação da terra”.
Quando praticamos este budismo tendo como base a relação de mestre e discípulo, conseguimos evidenciar o mais elevado e imaculado potencial da vida manifestando as virtudes necessárias para enfrentar e vencer qualquer adversidade.
Por isso, a consecução do objetivo do kosen-rufu somente poderá se tornar eterna quando, em todas as épocas, o fluxo de continuidade da herança da suprema Lei for ininterrupto.
Nesse sentido, certa ocasião, Ikeda sensei orientou:
Entendam que o kosen-rufu se propaga em dois sentidos: horizontal e vertical. O sentido horizontal é o laço de compreensão do budismo que ampliamos entre nossos amigos, e o vertical é a transmissão do budismo de pais para os filhos, netos e as sucessivas gerações. Por mais que o kosen-rufu se amplie no sentido horizontal, essa correnteza não fluirá no futuro se a prática da fé for interrompida por uma única geração. A transmissão da prática da fé de geração a geração é o caminho para eternizar o movimento do kosen-rufu, como também o ponto fundamental para a prosperidade familiar e a de seus descendentes. A base disso é a “prática da fé para criar a harmonia familiar”.3
Em sua explanação comemorativa do dia 3 de maio de 2014, o presidente Ikeda declara sua intenção de reconfirmar, estudando este escrito, A Herança da Suprema Lei da Vida, que a Soka Gakkai eternamente conquistará a vitória por meio da “prática da fé de unicidade de mestre e discípulo” e da “prática da fé de diferentes em corpo, unos em mente”.4
Exemplos inspiradores
A seguir, apresentamos depoimentos de pais e filhos sobre a prática da fé e a relação de mestre e discípulo
Pedro Leal
Sou Pedro Leal, pratico o budismo há quarenta anos. Minha mãe se converteu em 1982. Com o tempo, várias pessoas da nossa família também se tornaram praticantes, inclusive meus avós paternos e maternos. Desde o começo, a “unicidade de mestre e discípulo” (shitei funi) foi marcante em minha vida. Aos 6 anos, eu era uma criança amedrontada com a falta de perspectiva. Conheci o Grupo 2001 e o presidente Ikeda, e em cada encontro percebia a esperança brotando em meu coração.
Reprodução/Foto-RN176 Da esq. para a dir., a irmã, Ana Júlia; a mãe, Raquel; Arthur; e o pai, Pedro
O futuro era logo ali, nos jardins da Gakkai, o Mestre me acolhia com seu abraço e minha vida floresceu repleta. Hoje, com certeza, sou a geração “Shitei funi é a minha vida”, e Ikeda sensei sempre poderá contar comigo, ao mesmo tempo em que me empenho para transmitir isso aos meus herdeiros. Shitei funi é esperança.
Arthur Henrique Leal
Sou Arthur Henrique Leal, tenho 13 anos e já nasci em uma família budista. Bem, na minha vida, a relação de shitei funi foi bem marcada pelo meu pai. Ele me ensinou quase tudo o que sei sobre o budismo. Sempre que eu precisava de ajuda para fazer algo, meu pai estava disposto a me ajudar. Quando estou desanimado, leio um incentivo ou uma frase dele. Uma frase de Ikeda sensei que gosto muito é a seguinte: “Contudo, eu irei. Existem companheiros que estão me aguardando. Jamais cancelaria a viagem sabendo que eles estão me esperando”.5
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Aleph Viana Soares
Eu me chamo Aleph Viana Soares, tenho 13 anos e sou da quarta geração de praticantes da família. Cresci na órbita da Gakkai, tendo meus pais e meu mestre, Daisaku Ikeda, como uma bússola para meu crescimento e desenvolvimento. Já falei do budismo para algumas pessoas, e tive a boa sorte de concretizar um shakubuku. Na escola, sou um aluno exemplar, ficando várias vezes no pódio das melhores notas.
Reprodução/Foto-RN176 Aleph, à esq., com os pais, Cleucymara e Alfredo
Sou atleta, pratico capoeira e caratê, até já participei de campeonatos. Hoje, posso dizer que sou um jovem muito afortunado e de grande boa sorte, pois tenho o Nam-myoho-renge-kyo como base da minha vida. Eu tenho uma família maravilhosa e um mestre da vida que me incentiva todos os dias a jamais desistir. Porque se é da DE, tem que vencer. Sensei, kosen-rufu é minha vida.
Cleucymara Viana Soares
Eu me chamo Cleucymara Viana Soares, sou da terceira geração de praticantes. Como sou a caçula de cinco irmãos, desde muito cedo meus irmãos mais velhos me direcionavam à prática da fé, eles tinham uma prática muito assídua e eu tinha de acompanhar. Cresci e me fortaleci na Gakkai, tendo sempre como base meu mestre da vida, Daisaku Ikeda. Atuei na linha de frente da Divisão do Jovens e passei por vários níveis na divisão. Nesse ínterim, eu me casei com um jovem que, por coincidência, também é da terceira geração de praticantes. Tivemos um filho que nasceu prematuro. Confesso que não foi fácil ouvir dos médicos que não era para ter esperanças e que poderia esperar pelo pior. Foi aí que me lembrei de todo o daimoku que havia feito na minha infância e juventude, e que tinha um mestre da vida e não podia decepcioná-lo. Determinei que meu filho cresceria com muita saúde e seria um grande valor para o kosen-rufu. Hoje, ele está com 13 anos e é um jovem que está na órbita da Gakkai e cheio de saúde.
Notas:
- Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 225, 2014.
- Ibidem, p. 227.
- Brasil Seikyo, ed. 1.580, 18 nov. 2000, p. A9.
- Cf.Brasil Seikyo, ed. 2.256, 31 dez. 2014, p. A14.
- Brasil Seikyo, ed. 2.199, 12 out. 2013, p. A11.
Fotos: GETTY IMAGES / Colaboração local
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO










