Evite estes 7 peixes: parecem saudáveis, mas escondem algo muito prejudicial

ROTANEWS176 29/03/2026 13:40

Por Ellie Sasi

Reprodução/Foto-RN176 Evite estes 7 peixes: parecem saudáveis, mas escondem algo muito prejudicial© Wiliamhero/shutterstock

Peixe costuma ser associado a uma alimentação equilibrada, rica em proteínas e gorduras boas, como o ômega 3, que contribuem para a saúde do coração e do cérebro. No entanto, nem todas as opções são iguais quando o assunto é segurança alimentar.

Espécies maiores e predadoras tendem a acumular mais metais pesados, como o mercúrio, além de outras toxinas presentes no ambiente marinho. Quando o consumo é frequente e não há variedade no cardápio, esses contaminantes podem representar riscos ao sistema nervoso e cardiovascular, especialmente para gestantes e crianças.

A seguir, veja quais peixes exigem mais atenção e por que devem ser consumidos com moderação.

1. Cação

Muito presente em peixarias e restaurantes, o cação pode conter níveis elevados de mercúrio. Como está no topo da cadeia alimentar, ele acumula metais pesados ao longo dos anos.

Outro ponto de alerta é que, muitas vezes, o cação comercializado corresponde à carne de tubarão, o que dificulta a rastreabilidade e o controle da qualidade. O consumo frequente pode afetar o sistema nervoso e o desenvolvimento neurológico.

2. Peixe-espada

Também conhecido como espadarte, é um peixe grande e de vida longa, características que favorecem o acúmulo de toxinas. Estudos internacionais já apontaram altos níveis de mercúrio na espécie.

Apesar de ser comum em preparações grelhadas e pratos mais sofisticados, deve ser evitado por gestantes e consumido com cautela pelos demais grupos.

3. Atum

Popular na versão fresca, enlatada ou na culinária japonesa, o atum é fonte de proteína e ômega 3. Porém, espécies maiores, como o atum-rabilho, podem concentrar quantidades significativas de mercúrio.

O problema não está no consumo eventual, mas na frequência excessiva. Alternar com peixes menores é uma estratégia mais segura para manter os benefícios sem aumentar os riscos.

4. Pescada de grande porte

A pescada costuma ser vista como leve e de fácil digestão. No entanto, exemplares maiores podem apresentar maior concentração de metais pesados.

O tamanho e o tempo de vida influenciam diretamente no acúmulo de contaminantes. Por isso, o ideal é variar as escolhas e priorizar peixes menores da mesma família.

5. Badejo

O badejo é um peixe predador e, por isso, também pode acumular mercúrio e outras substâncias ao longo da vida. Embora tenha carne apreciada e sabor delicado, não deve ser a única opção no cardápio.

O consumo frequente e sem alternância pode aumentar a exposição a toxinas.

6. Garoupa

Valorizada pela carne branca e macia, a garoupa compartilha características com outros peixes predadores de vida longa. Isso favorece o acúmulo de contaminantes presentes no ambiente marinho.

Além da questão de saúde, há ainda a preocupação ambiental, já que a espécie é alvo recorrente da pesca predatória.

7. Dourado-do-mar

Consumido em diversas regiões do Brasil, o dourado-do-mar também é predador e pode concentrar mercúrio, especialmente quando vive em áreas contaminadas.

O risco está na ingestão frequente e na falta de diversidade alimentar. Consumido com moderação, pode fazer parte da dieta, mas não deve ser a principal escolha.

Como consumir peixe com mais segurança

Para aproveitar os benefícios do peixe sem aumentar a exposição a contaminantes, algumas orientações são importantes:

  • Variar as espécies ao longo da semana
  • Dar preferência a peixes menores e de ciclo de vida mais curto
  • Evitar consumo frequente de grandes predadores
  • Redobrar a atenção durante a gestação

FONTE: MINHA VIDA