Nova espécie de cobra gigante desafia recorde da Titanoboa

ROTANEWS176 10/05/2026 10:09

Por Raony Salvador

RN176 Nova espécie de cobra gigante desafia recorde da Titanoboa

Uma descoberta feita no oeste da Índia revelou a existência de uma serpente pré-histórica de dimensões impressionantes. Batizada de Vasuki indicus, a espécie pode ter alcançado entre 11 e 15,2 metros de comprimento, colocando-a entre as maiores cobras já registradas no planeta.

O fóssil foi encontrado no estado de Gujarat e analisado por pesquisadores do Instituto Indiano de Tecnologia. Ao todo, foram estudadas 27 vértebras bem preservadas, que permitiram estimar o tamanho e as características do animal.

As dimensões das estruturas indicam um corpo espesso e robusto. Com peso estimado em cerca de uma tonelada, a cobra provavelmente não era veloz. Em vez disso, deve ter vivido em áreas pantanosas, onde se movimentava lentamente e capturava presas por emboscada, utilizando força de constrição semelhante à de anacondas modernas.

A nova espécie entra na disputa com a Titanoboa, considerada até hoje uma das maiores serpentes conhecidas. A descoberta também chama atenção pelo contexto cultural do nome: “Vasuki” faz referência a uma figura da mitologia hindu associada ao deus Shiva, enquanto “indicus” indica a origem geográfica do achado.

Do ponto de vista evolutivo, a cobra pertence à família extinta dos madtsoiídeos, grupo que dominou diferentes regiões do planeta por milhões de anos. Os cientistas apontam que essa linhagem pode ter surgido no subcontinente indiano, o que reforça a importância da região para estudos paleontológicos.

Durante o período em que viveu, há cerca de 47 milhões de anos, a Terra apresentava clima quente e ambientes ricos em pântanos e florestas tropicais, condições ideais para animais de grande porte e sangue frio.

Os pesquisadores também destacam que a movimentação das placas tectônicas, especialmente a colisão entre Índia e Ásia, pode ter facilitado a dispersão dessas serpentes para outras regiões, como África e partes da Eurásia. Para a ciência, o achado reforça que ainda há muito a ser descoberto sobre a história da vida no planeta.

FONTES: REVISTA FÓRUM E RN176