Sem jamais desistir

ROTANEWS176  11/07/2026  09:30

RELATO DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

Do sul do Brasil, Marlon encontra no budismo a força para vencer os desafios e criar valor para si e para os outros

Reprodução/Foto-RN176 Marlon com a esposa, Lia. Na BSGI, ele atua como vice-coordenador da Juventude Soka da CRE Sul, CGRE

Por que é tão fácil recuar? As respostas podem vir rotuladas como dificuldade financeira, preconceito e desesperança, que se instalam diante dos “nãos” da vida. Marlon Barros Bento, 36 anos, de Ivoti, RS, revela em sua jornada preciosos tesouros que acumulou ao longo do tempo com base na prática da fé do Budismo de Nichiren Daishonin, sob o signo de “jamais desistir”.

Filho mais velho de uma fa­mília de dez irmãos, Marlon cresceu aprendendo a enfrentar o preconceito com dignidade. Ao mesmo tempo, quando compartilhava o sonho de estudar e se preparar para uma faculdade, ouvia da mãe: “Isso não é para nós”.

Foi com esse misto de sentimentos que aos 14 anos ele chegou à Soka Gakkai e “Encontrar um caminho digno para um jovem”, emociona-se Marlon, relembrando o empenho de dois amigos que o levaram pela primeira vez a uma reunião. “O que mais me chamou a atenção foi a possibilidade de atuar em prol da humanidade.” Ali, Marlon encontrou também o carinho dos membros, em especial das mães Soka. “Tive a certeza de que a Gakkai seria o ambiente no qual eu poderia me desenvolver.”

Empoderar-se do seu valor e contribuir em prol da humanidade tornaram-se metas de vida. Ele determinou consolidar uma família harmoniosa, estabelecer-se profissional e financeiramente e ser uma pessoa em quem todos confiassem.

Da participação ativa nas reuniões de palestra e em outras atividades na comunidade, Marlon serviu-se do aprimoramento nos grupos horizontais da Juventude Soka. Tímido, ele se “achou” nos núcleos de bastidor, primeiro no Sokahan, depois no Gajokai, este último com atuação na proteção dos castelos Soka, as sedes nas quais são realizadas as reuniões da BSGI. Foram dezessete anos de esforços e um aprimoramento estendido a todos os campos de sua vida.

Budismo consiste em vencer

Marlon foi realizando sonhos, um a um. “Sem dúvida, eu encontrei um mestre na vida, que, com suas orientações, nos faz enxergar o melhor de nós, e como agir para vencer em tudo.” O jovem rememora este direcionamento de Ikeda sensei, que diz:

Em síntese, para vencer na vida precisamos de decisão e oração, esforço e planejamento. É um erro ficar à espera de um lance de sorte ou de uma oportunidade de enriquecer fácil e rapidamente. Isso não é fé; é mera fantasia. O trabalho é o esteio de nossa vida. Se não vencermos em nosso trabalho, não conseguiremos comprovar o princípio de que o “budismo é a própria vida diária”.1

Marlon iniciou a carreira como corretor de ações e depois foi efetivado em uma empresa com melhores condições, assumindo, em certo período, responsabilidades pela família. Sua postura aproximou a mãe do budismo, e ela se converteu tempos mais tarde. “Por imenso carinho a ela, nunca desisti, e tudo ocorreu na hora certa”, afirma. Ele se recorda com gratidão de que, com o Gohonzon em casa, a mãe encontrou forças para superar a perda de um filho de 18 anos, envolvido com o tráfico de entorpecentes. “Eu, sendo o filho mais velho, determinei que transformaria o carma”, ressalta, feliz, ao acompanhar a trajetória da família como cidadãos dignos, construindo a própria felicidade. Em 2017, Marlon participou do memorável “Kenshukai dos 200”, que levou ao Japão representantes da Juventude Soka do Brasil. “Naquele momento, encontrei meu mestre no lugar mais profundo do meu coração e renovei meu juramento como discípulo.”

No trabalho, avançou numa profissão que lhe permitisse gerar valor às pessoas e prosperar, iniciando a jornada como consultor financeiro independente. Com muito estudo, persistência e desafios superados, atualmente, possui um escritório com sócio e colaboradores. “São todos esses momentos que percebo, de forma concreta, o imenso poder da revolução humana.”

O sonhado castelo

Além de filho e irmão dedicado, Marlon conquistou outros tesouros por meio da prática da fé. Conheceu Lia, que se tornou sua esposa e companheira. Unidos pelo carinho e senso de missão, o casal segue avançando em seus sonhos e em prol das pessoas.

Outro benefício tem perfume de tinta fresca. Sempre que Marlon atuava no Gajokai, ouvia: “Quem protege o castelo do kosen-rufu, um dia terá o seu próprio castelo”. Na oração e no planejamento junto com a esposa, construíram recentemente a casa deles em uma linda chácara na Região Metropolitana de Porto Alegre. Mais que uma conquista material, o lar se transformou num verdadeiro castelo do kosen-rufu. Ali, realizam atividades budistas e recebem amigos. Marlon sente alegria ao poder transmitir às pessoas o mesmo sentimento que recebeu em sua primeira reunião de palestra: “Fica. Aqui é o seu lugar”.

Ao olhar para sua trajetória, faz um balanço marcado pela gratidão. “Cada desafio fortaleceu minha fé, cada vitória renovou meu juramento e cada pessoa que encontrei confirmou que dedicar a vida à felicidade de si e dos outros é a maior causa que posso realizar.”

Com esse espírito, segue em frente como um jovem de esperança, determinado a corresponder por toda a vida aos ideais do eterno mestre, ampliando cada vez mais a rede de felicidade em sua comunidade. “Contem comigo!”

Marlon Barros Bento, 36 anos. Empresário, administrador de empresas. Na BSGI, atua como vice-coordenador da Juventude Soka da CRE Sul, CGRE.

Nota:

  1. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 1, p. 237-238, 2019.

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS