Ajudá-las a descobrir quem são
ROTANEWS176 22/08/2026 09:05
MATÉRIA GRUPO CORAÇÃO DO REI LEÃO
Por Grupo Coração do Rei Leão da BSGI
Como pais e líderes podem contribuir para que crianças desenvolvam sua identidade, reconheçam seu valor e descubram o próprio potencial

Reprodução/Foto-RN176 Foto de destaque para lustração da matéria
“Quem sou eu?”
Talvez uma criança de poucos anos ainda não formule essa pergunta dessa maneira. Mas, pouco a pouco, ela começa a buscar respostas: “No que sou boa?”, “Por que sou diferente?”, “Será que consigo?”, “O que quero ser quando crescer?”, “Será que gostam de mim?”.
É nesse período que a identidade começa a ganhar contornos mais definidos. E nós, adultos, temos uma missão preciosa: ajudá-la a descobrir que em sua vida existe um potencial.
Ikeda senseisempre enfatizou uma educação fundamentada na crença irrestrita na capacidade de cada pessoa. A educação Soka busca justamente “acreditar profundamente no coração e na capacidade das pessoas, encorajá-las continuamente” e ajudá-las a despertar seu potencial ilimitado.1
Por isso, conhecer a si mesmo não significa apenas identificar qualidades e defeitos. Significa aprender a olhar para a própria vida com respeito, dignidade e esperança.
Antes de ensinar, escute
Para uma criança descobrir quem é, ela precisa encontrar adultos interessados em saber quem ela é. Perguntas simples podem abrir grandes portas: “O que deixou você feliz hoje?”, “O que foi difícil?”, “Do que você mais gosta em você?”, “Se pudesse aprender qualquer coisa, o que escolheria?”, “Como você ajudou alguém esta semana?”.
Mais importante que obter a resposta “certa” é escutar sem imediatamente corrigir, comparar ou julgar.
Ikeda senseivalorizava profundamente o diálogo de vida a vida. Mesmo em meio às diversas responsabilidades, jamais se esquecia dos próprios filhos, chegando a lhes enviar cartões-postais durante as suas viagens. A principal mensagem contida nesses pequenos gestos era poderosa: “Você é importante para mim”.
Imagine uma cena simples: uma criança chega da escola contando, com desânimo, que errou várias questões na prova de matemática. O impulso mais comum seria responder rapidamente: “Da próxima vez você estuda mais” ou “Não foi nada, todo mundo erra”. Mas há uma terceira possibilidade — sentar-se ao lado dela e perguntar “Como foi, para você, ver aquelas questões?”. Por vezes, é só depois dessa pergunta que a criança consegue dizer o que realmente sentiu: medo de decepcionar, vergonha de não entender ou simplesmente cansaço. E é ali, sendo ouvida antes de ser corrigida, que ela aprende algo mais importante que a matéria da prova: pode errar e continuar sendo vista com respeito.
Não diga quem ela deve ser. Ajude-a a descobrir quem ela pode se tornar
Quando comparamos uma criança com irmãos, colegas ou outras crianças, podemos fazê-la acreditar que seu valor depende de ser melhor que alguém. O humanismo Soka parte da perspectiva de que cada pessoa possui dentro de si um potencial ilimitado para criar valor.
O papel do adulto, portanto, não é moldar crianças segundo nossas expectativas, mas ajudá-las a fazer florescer aquilo que possuem de melhor.
Isso também significa ensiná-las a não transformar uma dificuldade em identidade. Uma criança pode ter ido mal numa prova, todavia, isso não significa que seja “ruim nos estudos”. Pode ter agido com medo, porém não é “covarde”. Pode ter cometido um erro, mas não é o seu erro.
Ela pode aprender, mudar e crescer. Essa é também a esperança contida na revolução humana. Como afirma Ikeda sensei, “A esperança é o maior tesouro da vida”.2
Seja alguém que acredita
Na Nova Revolução Humana, obra escrita pelo presidente Ikeda, encontramos repetidamente Shin’ichi Yamamoto (pseudônimo de Daisaku Ikeda) olhando para cada pessoa e procurando nela uma possibilidade que, muitas vezes, ela própria ainda não conseguia enxergar. Esse talvez seja um dos maiores papéis dos pais e líderes dos estudantes: enxergar antes.
Enxergar coragem onde a criança ainda vê medo. Talento onde ela vê dificuldade. Possibilidade onde ela acredita existir limite. A educação humanística busca “abrir” o potencial existente em cada indivíduo, despertando nele a vontade interior de aprender e crescer.3
Portanto, diante de cada estudante, podemos assumir silenciosamente uma decisão: “Eu vou acreditar em você até que você também consiga acreditar em si mesmo”.
Que nossos lares e nossas atividades sejam lugares onde cada criança descubra, olhando para si mesma, o próprio valor, reconheça seu potencial de crescer e perceba a existência de algo que somente ela pode realizar!
Notas:
1. https://www.brasilseikyo.com.br/central-de noticias/noticia/999564112/relatorio-sobre-a-educacao-no-brasil-parte-4
2. https://www.brasilseikyo.com.br/home/bs-digital/edicao/2118/artigo/esperanca-tesouro-da-vida/7427
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS



Publicar comentário