ROTANEWS176 13/06/2026 08:30
BUDISMO E SOCIEDADE DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS
Copa do Mundo, de muita alegria e paixão, é inspiração também para nos tornar vencedores nas jogadas da vida.

Reprodução/Foto-RN176 Desenho artístico de jogado do time brasileiro de ilustração da matéria
A Copa do Mundo de 2026 marca uma transformação histórica, sendo a primeira edição com 48 seleções participantes e sediada simultaneamente em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O evento conta com 104 jogos distribuídos em dezesseis cidades-sede, estendendo-se por 39 dias. A partir do dia 11 de junho, abertura, até 19 de julho, quando se encerra, a Copa une na alegria e paixão, todas as gerações.
O futebol é aclamado por sua simplicidade de regras, acessibilidade econômica (exigindo poucos recursos para ser jogado) e profundo impacto emocional. A imprevisibilidade das partidas, aliada ao forte senso de comunidade e pertencimento cultural, faz do esporte um fenômeno global que transcende barreiras sociais e linguísticas.
Há muito planejamento em cena: da preparação dos atletas e equipes; dos torcedores que pretendem chegar animados aos estádios, vestem a camisa e se unem numa só voz, em defesa do seu time. Como um dos destaques dos estudos e das ações que antecedem essa histórica competição, há uma década, pesquisadores voltaram-se para o desafio da “grama perfeita”. Dos estádios cobertos dos Estados Unidos ao calor do norte do México, os campos da Copa de 2026 foram projetados para oferecer as mesmas condições de jogo aos atletas, com gramados capazes de resistir a 104 partidas em três países, diferentes climas e até arenas originalmente construídas para grama sintética, como se lê em artigo publicado em Um só Planeta.1
Único mundo
Com condições iguais de gramado, depende agora dos jogadores a façanha do drible perfeito, da união da equipe e da torcida. Todos querem a vitória. A Copa do Mundo é o palco no qual, com suas bandeiras perfiladas, os países participantes criam um ambiente de união em favor da paixão pelo bom jogo. A diversidade fica por conta das engenhosas técnicas aprimoradas pelos atletas, sem discriminação de raça ou etnia, conduta que vem sendo acompanhada de perto pela comissão organizadora mundial. “Para que a humanidade possa consolidar a paz e a felicidade genuínas, é imprescindível que se paute por uma filosofia fundamental que tenha como premissa a valorização da harmonia e a diversidade humana”,2 fundamenta o Dr. Daisaku Ikeda, eterno presidente da Soka Gakkai Internacional (SGI).
Ao se aprofundar no tema harmonia, o que se espera alcançar desses próximos tempos dos jogos, o presidente Ikeda pondera:
Shakyamuni identificou a fixação em nossas diferenças, que se manifesta em aspectos como afiliações tribais e nacionais, como a causa de todos os conflitos humanos. Acho que isso é algo que podemos definir como um espírito inerente de discriminação, que costuma dividir as pessoas em “eu” contra “você”, “nós” contra “eles”, consolidando ainda mais essas distinções abstratas. Sobre isso, Shakyamuni disse: “Noto uma única flecha, invencível, que perfura os corações das pessoas”.3 O que ele chamou de flecha é essa nossa obsessão pelas diferenças, que perfura o âmago do nosso ser. Ele insistia que precisamos remover tal flecha de nossos corações.4
A vitória final
No término da Copa, conheceremos os ganhadores, mas o fato de não sermos derrotados pela vida é a grande conquista como ser humano. E quem nos oferece esse exemplo é o ex-jogador de futebol, Roberto Baggio. Relembrando, na Copa de 1994 ele registrou seu nome como “herói” do futebol brasileiro ao definir o tetracampeonato do Brasil nesse torneio internacional. Com fortes dores na coxa, sentidas desde a semifinal contra a Bulgária, ele chutou, mandando a bola por cima da trave durante a disputa de pênaltis na final contra o Brasil. Seria esse o fim para o atleta?
Baggio é membro da SGI na Itália. Em seu país, ele não foi criticado como muitos pensavam. Os fãs italianos e do mundo inteiro reconheceram o espírito de jamais ser derrotado que se manifestou numa luta extraordinária que Roberto Baggio travou até o último momento. Sua história brilhava mais que qualquer pênalti perdido ou título conquistado. Ao longo da competição mundial, a força e a paixão do seu caráter se evidenciaram em sua persistente atitude de desafiar a si.
O presidente Ikeda declarou: “O importante é desenvolver uma força invencível e jamais perder para as adversidades. Baggio conquistou essa força imbatível no mundo do futebol”.5
Mais tarde, Baggio se aposentou do futebol e consolidou grandes vitórias. Sua jornada é retratada em filme, no qual ele reforça a grandiosidade do mestre que encontrou na vida, Daisaku Ikeda, que o acolheu e guiou seus passos.
Você sabia?
A primeira Copa foi na América do Sul
A primeira Copa do Mundo foi realizada no Uruguai, no ano 1930, e os anfitriões levaram o título da competição vencendo a Argentina na grande final.
Bola feita com bexiga de boi
A primeira bola de futebol foi feita de couro curtido (capotão), e a câmara de ar era uma bexiga de boi. Em 1958, a bexiga deu lugar à câmara de ar de borracha, mas, em dias chuvosos, as bolas encharcavam-se, chegando a pesar o dobro. Em 1994, as bolas começaram a ficar mais leves, graças à presença de polímeros. O poliuretano foi usado como revestimento e, nas camadas internas, empregou-se o poliestireno, enquanto as câmaras eram de látex.
Só um país disputou todas as Copas
Desde que a Copa do Mundo foi criada, em 1930, o Brasil é o único país que participou de todas as edições do mundial. Além disso, a seleção brasileira é a maior campeã do futebol masculino, sendo a única com cinco taças do mundial.
Por que a bola faz curvas?
Quando uma bola é chutada, ela ganha velocidade e pode rotacionar em torno do seu centro. Os corpos extensos rotacionam-se quando estão sujeitos a forças que são aplicadas longe do seu centro de massa. O sentido de rotação da bola faz com que, em um “lado”, sua rotação esteja no mesmo sentido que o fluxo de ar, enquanto o outro lado gira no sentido oposto.
Não existiam cartões até a Copa de 1970
Após uma confusão na Copa do Mundo de 1966, a FIFA implantou os cartões amarelo e vermelho. Em um jogo entre Argentina e Inglaterra, o capitão argentino Rattín contestou a marcação de uma falta com o árbitro alemão Rudolf Kreitlein. O juiz considerou a reclamação acintosa e expulsou o argentino. Rudolf utilizou gestos para indicar que Rattín havia sido expulso, mas o argentino não entendeu e negou-se a sair de campo.
Inspirado nas cores do semáforo — amarelo para reduzir velocidade e vermelho para parar —, o chefe dos árbitros na Copa de 1970, o inglês Keen Aston, teve a ideia de usar cores para sinalizar as penalidades. Antes disso, os árbitros usavam apenas o apito, a voz e os gestos para fazer as marcações.
O número nas camisas
A numeração dos uniformes só apareceu em 1933. Na Copa da Inglaterra, entre Everton e Manchester City, uma equipe numerou as camisas de 1 a 11, e a outra, de 12 a 22. No Brasil, a numeração foi implantada em 1947, e, em 1950, a ideia chegou à Copa do Mundo. A numeração facilitava a identificação dos jogadores para locutores, fotógrafos etc.
Fonte: Brasil Escola (https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/curiosidades-do-futebol.htm)
Notas:
1. Disponível em: https://umsoplaneta.globo.com/sociedade/noticia/2026/06/06/a-ciencia-secreta-dos-gramados-da-copa-do-mundo-grama-perfeita-levou-8-anos-para-ficar-pronta.ghtml. Acesso em: 2 jun. 2026.
2. Terceira Civilização, ed. 619, mar 2020, p. 48-65.
3. TAKAKUSU, Junjiro (ed.). Nanden Daizokyo. Tóquio: Taisho Shinshu Daizokyo Publishing Society, v. 24, p. 358, 1935.
4. IKEDA, Daisaku; MARINOFF, Lou. O Filósofo Interior. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, 2024. p. 327.
5. Brasil Seikyo, ed. 1.545, 26 fev. 2000, p. A3.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS










